Quarta-feira, Abril 02, 2008
Alerta Total
Enquanto o chefão Lula não decide se cumpre a decisão do Supremo Tribunal Federal de extraditar para os Estados Unidos o parceiro do Foro de São Paulo Juan Carlos Abadia, o traficante colombiano, preso no Brasil, sofre uma dura condenação.
Abadía foi condenado pela Justiça Federal em São Paulo a 30 anos de prisão.
Em sua sentença, o juiz Fausto de Sanctis considerou Abadía culpado por quatro crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro decorrente de tráfico internacional, falsificação de documento público e documentos falsos.
Além de ser condenado a 30 anos, 5 meses e 14 dias de reclusão, Abadía terá de pagar multa de R$ 4,3 milhões.
Contrariedade perigosa
Na sentença, o juiz também se manifestou contrário à extradição do traficante para os Estados Unidos. Segundo o juiz, Abadía deve pagar pelos crimes que cometeu aqui no Brasil.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, por unanimidade, a extradição do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia para os Estados Unidos.
A condição do Brasil é que os Estados Unidos não aplique a pena de morte ou a prisão perpétua, limitando o tempo máximo de pena em 30 anos.
Também deverá ser descontado o tempo que Abadía ficou preso no Brasil.
Mulher punida
A mulher do traficante, Yessica Paola Rojas Morales, também foi condenada a 11 anos e seis meses de reclusão, além do pagamento de multa de R$ 1,3 milhão.
Além do casal Abadia, outras oito pessoas acusadas de integrar o esquema de lavagem de dinheiro do narcotráfico foram condenadas à prisão.
Abadía é acusado de matar 15 pessoas nos Estados Unidos e 300 na Colômbia.
Outros processos
Abadía foi detido no dia 7 de agosto do ano passado em sua mansão em Aldeia da Serra, na Grande São Paulo, durante a Operação Farrapos, realizada Polícia Federal.
O traficante, que foi levado para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, também responde a processos no Brasil, na 6ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de São Paulo.
Os crimes são lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha e uso de documento falso.
Para lavar o dinheiro, Abadía tinha várias empresas no Brasil, em nome de laranjas, e comprava e vendia imóveis, carros e lanchas.
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