quinta-feira, 20 de março de 2008

Cafetina brasileira presa nos EUA era a preferida de sete políticos e um magistrado aposentado em Brasília

Quarta-feira, Março 19, 2008

Cafetina brasileira presa nos EUA era a preferida de sete políticos e um magistrado aposentado em Brasília

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Adicione nosso blog e podcast a seus favoritos do Internet Explorer.

Por Jorge Serrão

Exclusivo - O modelinho escultural da capixaba Andréia Dias Schwartz, de 31 anos, não fez sucesso apenas nos EUA, onde escândalos sexuais derrubam políticos corruptos. Antes de brilhar na prostituição de luxo em Nova York, com seu corpinho de 1m 62cm, 50 quilogramas bem distribuídos e peitinhos turbinados por silicone, Andréia teve envolvimento com pelo menos sete personalidades do alto escalão do Congresso brasileiro, nas festinhas de embalo que costumavam promover.

Além dos agora preocupados senadores e deputados, um magistrado aposentado, com fama de garanhão, foi um dos clientes vip de Andréia – que agora pode voltar ao Brasil e complicar a vida daqueles que pagaram caro para levá-la para cama. Lá fora, Andréia ajudou a Justiça a derrubar o governador de Nova York, Eliot Spizer – que torrou milhares de dólares em orgias com prostitutas. Agora, seu estrago pode ser aqui dentro. O Caso Andréia já circulava ontem, à boca muito pequena, no infernal corredor de fofocas do Congresso Nacional. A ordem é abafar a estória.

Aqueles que experimentaram os prazeres carnais com a profissional Andréia agora estão apavorados que ela seja deportada dos Estados Unidos, e os procure para “obter ajuda”. Andréia foi reconhecida como uma das freqüentadoras de grandes festinhas de embalo em Brasília, nos anos de 2004. A garota de programa ganhou tanto destaque que “conquistou” o incentivo e o patrocínio de seus “clientes políticos” vips para seguir carreira na América, onde chegou a virar cafetina (agenciadora de programas sexuais). Antes, Andréia já tinha atuado na Itália.

Na Ilha da Fantasia, comenta-se que Andréia é cria da famosa Jeany Mary Córner. A agora “desaparecida empresária" agenciou garotas de programa para políticos com recursos providenciados pelas empresas MultiAction, DNA e SMP&B, do publicitário Marcos Valério, um dos pivôs do escândalo do Mensalão, processado pelo Supremo Tribunal Federal. Só falta agora o caso Andréia parar no processo do mensalão. Mas não vai. Tudo será abafado. E, se fosse, a ética das prostitutas garante o sigilo total sobre tudo que fazem.

Natural de Vila Velha, no Espírito Santo, Andréia Schwartz está deprimida em uma cela solitária no presídio federal de Bergen County, do Departamento de Imigração dos EUA, em Nova Jersey. Sua deportação pode demorar. Robert Morgenthau, procurador-geral de Manhattan, deseja a colaboração dela para novas revelações bombásticas contra políticos. Andréia teria ganho US$ 100 mil em cinco anos como cafetina. O valor é negado pela família dela.

Andréia já avisou que se recusa a prestar mais esclarecimentos nos EUA. Só pensa em voltar para o Brasil. No entanto, seus clientes vips brasileiros preferem Andréia lá fora ou em outro País. O melhor lugar para ela é bem longe deles, de preferência.

A garota já trabalhou para o Emperors Club VIP. Após deixar a agência, Andréia fundou seu próprio bordel em seu luxuoso apartamento, na West 58th Street, esquina com Sexta Avenida, um dos pontos mais caros de New York City. A brasileira tinha entre seus clientes Wayne Pace, chefe financeiro da Time Warner. A permanência na prostituição levou à prisão de Andréia em 2 de junho de 2006, até sua condenação em 4 de fevereiro passado. A prostituição é crime nos Estados Unidos, com pena de um ano de prisão.

Ameaça nunca cumprida

Em agosto de 2005, Jeany teria oferecido no câmbio negro da Ilha da Fantasia R$ 2 milhões para entregar sua famosa listinha de clientes vip.

Na época, Jeany guardava agendas com nomes reais dos clientes, sem cifras ou códigos.
Ao lado, o nome da garota que cumpriu a tarefa e o valor.

Não se sabe se alguma alma caridosa comprou a explosiva agenda de Jeany – para jamais divulgá-la.

Festinhas famosas

Conta a lenda que as festinhas promovidas por Jeany Mary Corner eram regadas a muitas doses de uísque e acabavam em sexo grupal.

O cachê das prostitutas variaria entre R$ 400 e R$ 600 por quatro horas de trabalho.

A agora famosa Andréia seria uma das meninas que brilhava na disputada lista de Jeany.

Farra nos EUA

Nos States, Andréia trabalhou para o Emperors Club VIP - que mostrava fotos dos corpos das acompanhantes, com seus rostos escondidos e os preços dos programas de cada uma, em um site na internet.

A cotação das mulheres dependia da avaliação no site (de um a sete diamantes).

O programa de uma hora (com as garotas mais caras) custava US$ 5.500 (cerca de R$ 9.258).

Ceguinho espada...

O novo governador de Nova York, David Paterson, empossado na segunda-feira após a renúncia de seu antecessor Eliot Spitzer por envolvimento com uma rede de prostituição, admitiu ter tido um caso extraconjugal.

Além de ser o primeiro negro a governar Nova York, Paterson é o primeiro político considerado legalmente cego a assumir o cargo de governador nos EUA.

Paterson revelou que tanto ele quanto sua mulher, Michelle, tiveram relações fora do casamento muitos anos atrás durante uma fase difícil que viveram no relacionamento.

O governador e a primeira dama aceitaram falar publicamente sobre seu relacionamento para deter os rumores sobre a vida pessoal de Paterson.

A três, não!

Outro escândalo sexual agitou ontem os Estados Unidos.

Dina Matos McGreevey, mulher do ex-governador de Nova Jersey, Jim McGreevey, negou as declarações do marido que afirmou recentemente que ele e sua mulher costumavam receber o assessor político Teddy Pedersen para “surubas”.

Jim McGreevey ficou famoso em 2004 quando renunciou e assumiu ser gay.

A ex-primeira dama alega que sabe que Pedersen e McGreevey tinham um relacionamento íntimo, mas negou ter feito sexo a três.

Nenhum comentário:

Postar um comentário