quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A esfinge bolsista do PT que não quer largar o osso...

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Blog do Clausewitz

Faço questão de transcrever o presente artigo do Estadão, mesmo que sem ser na íntegra, devido à sua extensão, pois ele é rico em ensinamentos... ele retrata um fato corriqueiro, pois não é nada incomum vermos detratores da máquina petista de tomada do poder... pessoas que foram empregadas nos primeiros anos do primeiro mandato e que se dissociaram dos objetivos lulistas, ou por acharem que estava light ou que estava heavy demais...


O que ocorre? O Sr Eugênio Bucci faz uma síntese do autoritarismo do primeiro escalão da corte do rei Creonte, que hoje usa barba e cabelo docemente aparados por um hair stylist bastante íntimo e que adora mimos, luxos, viagens, agrados, afagos e régia remuneração... afinal, o rei é rei, tanto em Tebas, quanto no pré-sal... conheço muitas pessoas que já se envolveram em reuniões com essa turma e alguns tiveram vontade de chorar com a maneira humilhante como eles tratam os vassalos...

Homem velho que fica com vontade de chorar com antipatia é sinal de uma frustrante falta de vergonha na cara... mas é isso que dá querer se expor para gente ruim... mas voltando ao artigo do professor e ex-empregado bolivariano, quero deixar bem claro que sua visão final é romântica demais para um Brasil flagelado pela unilateralidade das decisões... e vou mais além... nada do que foi praticado nesses 23 anos de "redemocracia" o foi sem traços de prejuízos ao povo...

Sua posição de contraditórios seria pujante no caso em que vivêssemos sob o manto de uma democracia real, em que as partes representantes do povo tivessem pesos decisórios equitativos e equivalentes, o que não ocorre na república petista, pois um caso específico como esse da Petrobrás retrata com cores nítidas que o poder executivo corre frouxo em suas iniciativas e que nem na hora de uma possível prestação de contas à sociedade, através de seus parlamentares, a coisa acontece como esperado, tendo em vista a arrogância do establishment do rei...

Se alguém levou um tiro no pé, novamente fui eu, você, nós que não desejávamos ser regidos por esse politburo sindical e que por força da submissão a uma democracia que só visa a entronização dos partícipes e que depois para por ai... como não há gente de fibra e que vista a camisa da nação brasileira no congresso nacional, teremos que subservientes nos adequar a mais uma atitude humilhante imposta pelas nulidades reais...

Para finalizar, o rei Creonte, que ambientou o artigo de Eugênio Bucci, foi destronado por Édipo, aquele que gostava da própria mãe ... Édipo assumiu o trono, que na verdade lhe pertencia, após ter derrotado a esfinge, aquela que perguntava aos viajantes o enigma "Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?" e que, caso o viajante não soubesse responder seria por ela estrangulado... hoje, Édipo se casaria com facilidade com a mãe, mas não responderia com facilidade o enigma da esfinge (cuja resposta naquela época era eleitor do PT), pois ela nos últimos anos se tornou eleitora do rei... sabe como é, faz até faculdade... de enigmas...

Como diria Creonte

Ontem, em audiência pública na Câmara dos Deputados, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, admoestou os que criticaram o empréstimo de R$ 2 bilhões que a Caixa Econômica Federal concedeu à Petrobrás. O dinheiro, conforme disse a ministra, serviu para o pagamento de Imposto de Renda, numa operação "normal". Quanto a isso, ela até pode ter razão. Embora não seja corriqueiro, o expediente não constitui propriamente um escândalo. Ao menos à primeira vista. Como demonstrou o jornalista Elio Gaspari, em sua coluna dominical, publicada no Globo e na Folha de S.Paulo, o montante não é nenhuma fortuna diante do porte da Petrobrás: "Se uma empresa que tem R$ 11 bilhões em caixa e gira em torno de R$ 4 bilhões por mês decide fazer um papagaio de R$ 2 bilhões, nada há de estranho nisso. Grosseiramente, é como se um cidadão que tem R$ 5.000 aplicados e ganha R$ 2.000 mensais resolve pedir ao banco um empréstimo de R$ 1.000." Diante de uma necessidade de caixa, a estatal buscou recursos no mercado a juros que lhe pareceram razoáveis. Até aí, portanto, tudo bem.

O que chamou a atenção na fala da ministra, no entanto, não é o apelo que ela fez à serenidade e à sensatez - o que, de resto, seria o seu melhor papel -, mas o tom de advertência com que ela se dirigiu aos críticos - e, aí, em lugar de rebater os argumentos de modo didático e tranqüilizador, passou a desqualificar os que divergem. Dilma Rousseff passou um pito em quem vê problemas onde ela só vê solução e afirmou que a controvérsia em torno do episódio é "um caso estarrecedor"...

Os brasileiros, estejam eles certos ou errados, não precisam mais curvar a cabeça a nada nem a ninguém. Não vivemos mais sob o manto do autoritarismo, que, este, sim, só se estrutura sobre a anuência humilhada dos cidadãos. As discordâncias postas em público, que no autoritarismo representam um problema mortal, são para a democracia a seiva vital. O critério que separa os bons argumentos das acusações levianas não vem do que pontificam as autoridades sapientes, mas do padrão de diálogo que um povo é capaz de cultivar e fazer prosperar. Quanto melhor o funcionamento das instituições, quanto mais transparente é a gestão pública, maior será o esclarecimento sobre a qualidade e a pertinência de cada um dos lados.

Se não há nada de errado com o empréstimo da Caixa Econômica Federal à Petrobrás, há muito menos de errado no fato de que alguns o questionem. Ao contrário, quanto mais questionamento, melhor. Melhor para a Petrobrás, para a Caixa, para o Brasil e para os pés de todos nós."

Fonte: Estadão

Nenhum comentário: