terça-feira, 4 de março de 2008

Escancararam a caixa preta de Chávez.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Escancararam a caixa preta de Chávez.

Coturno Noturno

Documentos que estão sendo apresentados neste momento pelo Governo da Colômbia, retirados do notebook de Raul Reyes, comprovam que Hugo Chávez entregou U$ 300 milhões e armas para as FARC, além de estar negociando a entrega de 50 kg de urânio. A coletiva está sendo concedida neste momento.

Postado por Coronel às 15:41:00

O império contra-ataca.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

O império contra-ataca.

Coturno Noturno

“Al momento de la muerte de (Raúl) Reyes, él era el líder de una organización terrorista cuya meta era derrocar al gobierno democrático de Colombia. Solo hace semanas millones de personas marcharon contra las Farc y en respaldo de la democracia. Nosotros respaldamos al gobierno de Colombia en su lucha contra las organizaciones terroristas que amenazan la estabilidad democrática”.


“El incidente de Reyes y estas acusaciones (obtenidas de la información obtenida de sus computadores), son asuntos que los gobiernos de Ecuador y de Colombia deben resolver conjuntamente. Esperamos que esto conduzca al retorno a la normalidad de las relaciones. Le pedimos tanto a Colombia como a Ecuador mesura a la hora de resolver este incidente diplomático”.


“Creemos que la OEA es el foro apropiado para que estos dos países encuentren una solución. Nosotros apreciamos las fuertes relaciones que tenemos con ambos países, incluyendo el rol de Ecuador en su lucha contra los narcóticos, y le pedimos a Venezuela que trabaje constructivamente con Colombia, con quien comparten vínculos históricos para reducir las tensiones en la frontera”.


Tom Casey, Departamento de Estado, USA

Postado por Coronel às 15:11:00

Quem responde?

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Quem responde?

Dez perguntas para quem está condenando o ataque da Colômbia contra a narcoguerrilha das FARC:

1) Morreu ou foi ferido algum civil equatoriano no bombardeio?
2) Morreu ou foi ferido algum militar equatoriano no combate?
3) Foi constatado algum dano ao patrimônio público ou privado do Equador em decorrência do combate?
4) Foi constatado algum ato de extermínio após o combate, que pudesse configurar crime contra a humanidade, ou existiram sobreviventes?
5) Qual é o status das FARC junto à maioria das nações e às instituições internacionais?
6) Foi constatada alguma ação militar desta natureza, envolvendo a Colômbia e as FARC, no território do Equador, nos últimos 40 anos?
7) O acampamento atacado pelo exército da Colômbia era permanente ou um acampamento de passagem?
8) Havia vigilância do exército equatoriano na região do combate?
9) O Equador não sabia oficialmente que naquela região atuava, há muitos anos, a facção comandada por Raul Reyes?
10) A Colômbia apresentou um pedido formal de desculpas, justificando a sua ação a partir das normas do direito internacional de combate ao terrorismo?

Se alguma resposta for negativa à Colômbia, os bolivarianos socialistas e assemelhados podem seguir em frente. Se todas as respostas forem favoráveis à Colômbia, é melhor ficar pianinho para não ter os seus e-mails trocados com a narcoguerrilha entregues às cortes internacionais.

Postado por Coronel às 14:56:00

Protegendo animais.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Protegendo animais.

Coturno Noturno

Protestem Bachelets, Lulas, Cristinas, Sarkozys e outros menos votados. Mas antes leiam a informação publicada pelo Jornal El Comércio, do Equador, que entrevistou uma das guerrilheiras terroristas que sobreviveu:

"Entretanto, otro grupo de militares continuó con el rastreo de la zona. Ayer una patrulla ubicó y evacuó a tres guerrilleras heridas. Dos de ellas fueron identificadas como Diana González y Patricia Pérez. González contó que en el ataque ella se encontraba amarrada a un árbol, sancionada por una falta disciplinaria. “Los helicópteros llegaron y bombardearon sin dar mayor tiempo a reacción”, comentó entre los gemidos de dolor".

São estes animais que desprezam a vida humana que estão sendo defendidos pela diplomacia de países democráticos. Se para castigar membros acorrentam-nos em árvores, imaginem o que fazem com prisioneiros e escudos humanos.

Postado por Coronel às 14:10:00

Todos contra a Colômbia, todos pelas FARC.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Todos contra a Colômbia, todos pelas FARC.

Coturno Noturno

O mais insano nisto tudo é que o Equador protesta contra a Colômbia, um país com o qual mantém relações diplomáticas formais e vínculos de toda ordem, mas não se manifesta contra as FARC, que estavam usando o seu território como acampamento permanente. A Colômbia entrou no território equatoriano em momento de batalha, combateu, fez o reconhecimento do local, retirou os mortos e as provas dos crimes cometidos pelos guerrilheiros, voltando para o seu país. O que está acontecendo agora? A maioria dos países latino-americanos está emprestando seu apoio ao Equador, mas ninguém exige deste país nem mesmo uma nota de repúdio pela invasão do seu território pelas FARC. Nem o próprio Equador exige esta manifestação da guerrilha. O episódio, sem dúvida, é a maior prova de que existe um conluio entre nações para isolar a Colômbia, buscando atingir os Estados Unidos e o capitalismo. A surpresa é a posição do Chile. Do Brasil, tudo se espera, tendo em vista que Lula é o fundador do Foro de São Paulo. Da Argentina, que neste momento enfrenta o caso da valisa cheia de dólares enviados pela Venezuela para pagar a campanha de Cristina Kirchner, cujos responsáveis estão presos nos Estados Unidos, também não surpreende o posicionamento contra a Colômbia. Quem imaginaria que países como estes poderiam se colocar a favor de uma narcoguerrilha e contra um país democrático. Chávez, realmente, deve ter aberto a porta do cofre.

Postado por Coronel às 12:01:00

Querem botar Uribe contra a parede.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

Querem botar Uribe contra a parede.

Coturno Noturno

Lula, Bachelet, Cristina Kirschner, junto com os seus ministros de relações exteriores, estão entrando na crise para censurar veladamente ao Presidente Álvaro Uribe, por ter invadido a fronteira do Equador. Marco Aurélio Garcia afirma que “vários presidentes estão trocando chamadas telefônicas para tomar conhecimento da situação e fazer as gestões necessárias. Evidentemente, a situação é desagradável. A situação não está nada bem." Quando os aviões de Chávez descem carregados de armas e tropas em Rio Branco, no Acre, fugindo da Bolívia, parece que estão na sua própria casa e ninguém se preocupa. Ninguém revista. Ninguém adverte. Quando um país que convive com uma guerrilha de assassinos há mais de 40 anos entra dois quilômetros na fronteira de outro que está protegendo e dando guarida para seqüestradores, o Brasil se manifesta. E através da sua pior boca: a boca de Marco Aurélio Garcia, o representante do Brasil no Foro de São Paulo. Leia aqui.

Postado por Coronel às 11:11:00

segunda-feira, 3 de março de 2008

O PT e a crítica da propriedade

O PT e a crítica da propriedade
por Denis Lerrer Rosenfield em 03 de março de 2008

Resumo: O grande problema do PT reside numa conversão pragmática ao capitalismo e não numa revisão de posições doutrinárias. Houve, em linguagem religiosa, conversão sem confissão.

© 2008 MidiaSemMascara.org


Há um problema de fundo, envolvido nos atos de corrupção e desvio de recursos públicos, que comprometeram e comprometem membros do atual governo. Os escândalos têm se sucedido, como numa série, mostrando que há um mecanismo de repetição, que continua funcionando. Não se trata de mero erros, mas de uma falta de comprometimento com a coisa pública, tal como ela se faz numa sociedade baseada na propriedade, na economia de mercado e no estado de direito

O eixo condutor que une essas diferentes práticas de mau uso ou de desvio de recursos públicos reside no tipo de comportamento que o PT estabeleceu com o Poder estatal, uma vez o tendo conquistado. Na verdade, havia – e há – uma completa discrepância entre o discurso petista, socialista e marxista, e a administração de uma sociedade em franco processo de desenvolvimento do capitalismo e da democracia. O discurso que orientava a sua ação oposicionista, eficaz no manejo ideológico dos chavões esquerdistas, se torna mera abstração quando confrontado com as exigências práticas da administração pública.

Incapaz de decidir no que fazer imediatamente com suas concepções esquerdistas, o PT-governo, num primeiro momento, optou por seguir a política macroeconômica do governo anterior, baseada no tripé câmbio flutuante, metas da inflação e superávit fiscal.

Assim fazendo, ele evitou uma ruptura econômica, que poderia ter desembocado numa crise institucional. Na verdade, ele evitou um processo de tipo revolucionário, que poderia ter sido decretado se tivesse havido uma coerência ideológica. O grande problema, porém, reside numa conversão pragmática ao capitalismo e não numa revisão de posições doutrinárias. Houve, em linguagem religiosa, conversão sem confissão.

Não houve confissão pelo fato do PT no governo – e fora dele através dos movimentos sociais – ter mantido coerência em uma outra esfera da atuação governamental, a saber, nos ataques à propriedade privada e no seu instrumento que é a apropriação partidária da máquina estatal.

As ações do MST se multiplicaram, a lei não foi aplicada a essa organização política e ela veio a contar com um significativo financiamento público. Verbas lhe são oferecidas por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Ministério da Educação e do Ministério do Desenvolvimento Social. O decreto quilombola, de 2003, traz a assinatura do presidente Lula. No dizer do próprio presidente do Incra, esse decreto está na origem de uma nova reforma agrária no País.

"A propriedade é um roubo" é uma célebre formulação de Proudhon, retomada e desenvolvida por Marx. Ela veio a orientar todos os partidos e organizações de esquerda. Em linguagem moderna, diríamos que ela se globalizou, acaparando, inclusive, boa parte das mentes de nosso País.

Pode-se dizer que o imaginário brasileiro é fortemente impregnado por ela, haja visto o processo em curso de relativização da propriedade privada. A nossa própria Constituição contempla "a função social da propriedade". Atualmente, ela está se expandindo em funções raciais, indígenas e ambientais, afetando tanto o setor rural como o urbano.

Neste sentido, o PT, seguindo essa formulação, procurou colocá-la em prática nas esferas do Estado postas à sua disposição. O caso mais paradigmático, embora não único, é o do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Lá, a orientação socialista é coerentemente seguida, sendo sustentada pela atuação do Incra e da Ouvidoria Agrária Nacional. Mais particularmente, as Instruções Normativas do Incra, põem em prática essa política. O caso é particularmente escandaloso, pois um ato administrativo do presidente deste órgão estatal tem o poder de alterar as relações de propriedade no País.

Há, porém, uma outra faceta deste mesmo processo que guarda uma relação estreita com a formulação "a propriedade é um roubo": a corrupção. O raciocínio destes militantes é simples. Se o capitalismo tem como fundamento a propriedade, e se a propriedade é um roubo, então o capitalismo tem como fundamento o roubo. Qualquer trava moral torna-se imediatamente inexistente. Os que se apoderaram do aparelho estatal estão prontos para roubar. Eles estariam fazendo o que todos fazem, com a vantagem, segundo eles, de estarem a serviço da "causa socialista", identificada à "causa" mesma da "humanidade". Ou seja, a corrupção e a falta de ética estariam a serviço da "nova" humanidade, a não burguesa.

Sob essa ótica, ganha total "coerência", se é que se pode dizer assim, a sucessão de escândalos do governo petista. Mensalão, sanguessugas, compra de parlamentares, favorecimentos dos mais diferentes tipos, cinismo dos dirigentes e outras práticas do mesmo calibre seguem uma mesma linha de atuação. Do PT ao governo e do governo ao PT, num sistema de vasos comunicantes, estas práticas estão generalizadas, contaminando todas as suas relações com os outros partidos.

Os que se deixam comprar passam a ser vistos como "companheiros", aliados, pessoas que sabem admirar a "esquerda", o "socialismo". Os que não se deixam comprar passam a ser vistos como "inimigos", como representantes da "direita" e do "neoliberalismo".

Enquanto o PT não enfrentar diretamente – e não por meios oblíquos e transversais – a sua própria incoerência, caindo em contradições manifestas; enquanto o PT não empreender seriamente o trabalho de uma revisão doutrinária, tornando-se um partido social-democrata no sentido europeu do termo, comprometido com a economia de mercado e a democracia, ele ficará refém de si mesmo, sucumbindo a práticas que, teoricamente, diz abominar.

Se o partido da ética na política abandonou a bandeira da moralidade, é porque não soube avaliar a importância da propriedade privada e o papel fundamental que ela preenche na edificação de uma sociedade fundamentada na liberdade.



Publicado pelo Diário do Comércio em 29/02/2008
http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/999460.htm

Mídia Sem Máscara entrevista Mendo Castro Henriques - Parte I

por Editoria MSM em 02 de março de 2008

Resumo: Na primeira parte da entrevista, discute-se a influência da filosofia de E. Voegelin, seu possível legado e suas contribuições à ciência política.

© 2008 MidiaSemMascara.org


Apresentação

A convite da É Realizações Editora, o filósofo, professor e escritor português Mendo Castro Henriques estará em São Paulo entre os dias 04 e 06 de março de 2008, primeiramente ministrando palestra sobre o livro “Hitler e os Alemães”, de Eric Voegelin, publicado pela É Realizações em lançamento simultâneo às “Reflexões Autobiográficas”, do mesmo autor. Sobre este último livro, e na mesma data, a palestra será proferida pelo filósofo Olavo de Carvalho, via videowebconferência. Em seguida, nos dias 05 e 06, o Prof. Mendo Castro Henriques ministrará um Curso de Introdução à Filosofia Política de Eric Voegelin, também no auditório da É Realizações. Para maiores informações, clique aqui.

Nascido em dezembro de 1953, o Prof. Mendo Henriques é doutor em Filosofia Política pela Universidade Católica Portuguesa e autor, tradutor e coordenador de edição de uma bela dúzia de livros de grande importância, dentre os quais, e para o momento, destacamos aqueles dedicados à obra de Voegelin e sua filosofia: “A Filosofia Civil de Eric Voegelin” de M.C. Henriques e Estudos de Ideias Políticas – De Erasmo a Nietzsche”, de Eric Voegelin, tradução e abreviação de M.C. Henriques. Cremos, entretanto, que isto não define nem apresenta por completo nosso entrevistado de hoje, a julgar por suas declaradas áreas de investigação, que se concentram na filosofia, certamente, mas abrangem também cidadania, história das idéias, lusofonia, história militar e prospectiva estratégica. Esperamos que nesta entrevista ao Mídia Sem Máscara o Prof. Mendo Henriques possa sentir-se à vontade para discorrer sobre tão variados assuntos, ainda que o foco inicial e principal incida sobre a obra de Voegelin, em especial sobre os títulos citados logo de início.

Aos leitores do MSM, além dos votos de bom proveito, fazemos apenas um alerta: o Prof. Mendo responde numa língua que talvez já não reconheçamos muito bem; é a língua portuguesa.
***
MSM: A obra de Eric Voegelin (1901-1985) começou a ser conhecida da comunidade acadêmica portuguesa já no início ou em meados dos anos 80. Em 1992, a sua dissertação de doutoramento "A Filosofia Civil de Eric Voegelin" praticamente inaugura a filosofia voegeliniana na universidade portuguesa. A inclusão de Voegelin no currículo da Universidade Católica Portuguesa é fato que, por si só, a coloca muito acima da soma de todas as universidades brasileiras, lugares (ou nenhures) onde até mesmo Platão e Aristóteles têm sido vistos sob variados disfarces. De fato, no Brasil, e a despeito da meritória tradução de "A Nova Ciência da Política" por José Viegas e das muitas palestras e cursos livres do filósofo Olavo de Carvalho, Voegelin é ainda virtualmente um desconhecido no meio acadêmico; não há nem sequer uma rejeição a Voegelin; é ignorância no sentido literal. Isto posto, lhe perguntamos: hoje já é possível falar numa geração de discípulos portugueses de Eric Voegelin, a exemplo daqueles americanos e alemães que organizaram os 34 volumes das Collected Works? Que conseqüências o senhor imagina ou espera de tal geração?

Mendo Castro: É cedo para falar de uma geração de discípulos portugueses apesar do trabalho já feito e de publicações que se avizinham, nomeadamente a edição em 4 volumes de uma História da Filosofia Política - Dos Megalitos aos Astronautas, em que alternarão textos de Eric Voegelin com o de estudiosos portugueses que cobrem áreas e épocas que o grande filósofo político germano americano não abrangeu. Mas decerto que vamos a tempo de preparar uma geração portuguesa e brasileira de voegelinianos. Talvez tenha chegado a hora de, ponderando o ciclo da jovem democracia portuguesa pós 1974 que inaugurou o que Samuel Huntington chamou de ‘terceira vaga’ e, eventualmente, da jovem democracia brasileira pós-1985, redescobrirmos as constantes seculares do nosso consensualismo.
Do ponto de vista português, importa reencontrar a tradição democrática portuguesa. São esses factores democráticos da formação de Portugal como escreveu Jaime Cortesão que levaram às Cortes de 1254, e à criação do primeiro Estado pós-feudal da Europa após as Cortes de Coimbra em 1383, onde foi aplicado o princípio do quod omnes tangit ab onmibus decideri debet. Esse modernismo do país permitiu-lhe ser a vanguarda da expansão europeia no mundo. A restauração da independência em 1640 foi justificada pelas teorias cristãs da soberania popular que serviram de inspiração a todos os consensualistas para resistirem ao absolutismo iluminista. E a Revolução Liberal de 1820 foi qualificada como restauração das antigas liberdades usurpadas pelo despotismo ministerial e pelas ocupações e protectorado de franceses e ingleses. No Brasil creio ter sido esse o papel de José Bonifácio de Andrada, por exemplo. Mas isso eu tenho de aprender com os brasileiros. Com tudo isto presente, diria que só é novo aquilo que se esqueceu.

MSM: A sua primeira vinda ao Brasil, a convite da É Realizações, se dá quando esta publica as traduções de duas importantes obras de Voegelin, "Hitler e os Alemães" e "Reflexões Autobiográficas". Sem querer adiantar a sua palestra, fale-nos um pouco acerca desses dois livros e da importância que o senhor atribui à sua publicação no Brasil.

Mendo Castro: São duas escolhas felizes de obras muito diferentes. Sobre ‘Hitler e os Alemães’, escrevi que não é um assunto do passado porque a consciência humana vive na tensão permanente entre o tempo e os valores espirituais eternos. E o que está eternamente vivo tem que ser preservado e defendido no presente. Outra das razões da grande actualidade deste livro é que ele constitui não apenas um exorcismo dos ‘demónios’ que praticam crimes, como dos “estúpidos” que os permitem e esquecem. Tal como Alexandre Soljhenitsyn em Arquipélago Gulag, Eric Voegelin quer tirar do esquecimento tanto os que resistiram como os que ofenderam. É o mesmo esforço de anamnese, o esforço de ser ‘senhor de si’ e de ‘dominar o presente’ para elevar o nível de concentração espiritual mediante a filosofia que permite julgar a ordem e a desordem históricas concretas.
Quanto a Autobiografia é daqueles livros que quanto mais curto melhor, pois as coisas simples não precisam de muito discurso barroco para serem comunicadas. A vida de Eric Voegelin é essencialmente a sua vida académica. A sua passagem para a América em 1939, depois o regresso à Alemanha em 1958 e novo retorno à América em 1969 resultaram que a vida de um filósofo politico deve acompanhar a das suas ideias. Ele fez esse shuttle entre as duas metades do Ocidente porque as acreditava unidas por príncipios comuns da herança classica e cristã. Hoje vivemos uma situação mais complexa porque qualquer das metades do Ocidente tem sido vítima de complexos de inferioridade e urge estabelecer os princípios clássicos e cristãos nos quadros das democracias nacionais e numa situação de poliarquia intenacional.
Saírem no Brasil estes dois livros, pela mão do Olavo de Carvalho e do Edson Filho é para mim um privilégio poder partilhar. Não o digo só por grande amizade para com ambos; digo-o, também, por acreditar na missão da lusofonia. E os símbolos são-nos favoráveis pois estamos em ano do bicentenário de chegada de D. João no Brasil.
MSM: A despeito da opinião de alguns críticos de que a filosofia política de Voegelin estaria separada da política “real”, Ellis Sandoz afirma que uma das razões que levaram Voegelin a retornar à Alemanha em 1958 era o seu desejo de estabelecer em Munique um instituto que pudesse ajudar a trazer a democracia constitucional americana para a Alemanha; e que verdadeiramente, as palestras de Voegelin, que deram origem a "Hitler e os Alemães" são uma prova de que a filosofia política voegeliniana não estava separada da política, mas direcionada ao cerne das questões da ordem política contemporânea. Uma vez que a filosofia de Voegelin tenha talvez um caráter mais diagnóstico do que terapêutico, por assim dizer, o senhor concorda com a interpretação de Ellis Sandoz?
Mendo Castro: Escreveu Henri Bergson em 1911 que, em filosofia, ‘um problema bem colocado é um problema resolvido’. Significa isso que não existe ‘filosofia aplicada’ no mesmo sentido em que se fala da tecnologia como ‘ciência aplicada’. A filosofia pode parecer teórica mas está sempre a pensar no concreto; seus diagnósticos são já indicações terapêuticas, conforme bem sugere a sua pergunta. O próprio termo ‘Ideia’, é proveniente do vocabulário medico helénico onde significava ‘sintoma’. Contudo, este carácte eminentemente prático da filosofia é mal compreendido tanto por dificuldades de comunicação como pela dispersão das linguagens filosóficas que se encontram divididas entre si por um apartheid.
A oportunidade de melhorar esta situação prende-se com a revalorização das filosofias clássicas – platónica e aristotélica – em que os conceitos não são generalidades que depois se aplicam automaticamente a situações concretas mas os conceitos são universais – e nesse sentido concretos do ponto de vista da unidade – que se verificam em circunstâncias particulares concretas. É a famosa dialéctica do Uno e do Múltiplo. Se acrescentarmos a esta postura o crivo da filosofia crítica tal como foi elaborada no séc. XX por Bernard Lonergan teremos as bases para que a filosofia reencontre o seu lugar ao sol. Mas não vai ser fácil, não!”

MSM: Talvez a contribuição mais valiosa de Voegelin à nossa compreensão do fenômeno do nazismo tenha sido a sua análise da dimensão espiritual do problema. O senhor poderia comentar esta dimensão espiritual, ou ainda, a dimensão da desordem espiritual, primeiramente na Alemanha de Hitler, mas no Ocidente contemporâneo como um todo?

Mendo Castro: Em 1964 Voegelin considerou «o problema alemão central do nosso tempo: a ascensão de Hitler ao poder». A sua explicação gira em torno do ‘princípio antropológico; uma sociedade é um ser humano em ponto grande’ e a sua qualidade está determinada pelo carácter moral dos seus membros. A Alemanha dos anos 30 revelava uma profunda deficiência espiritual, intelectual e moral. Hermann Broch escreveu que existia uma misteriosa cumplicidade no mal entre os que não pareciam ser maus. Karl Kraus e Thomas Mann disseram que uma população torna-se ‘populaça’ ao esquecer a capacidade humana de procurar a verdade. Havia falta de humanidade, ‘estupidez radical’, segundo Hannah Arendt. Só depois de bem estabelecidos estes principios é que se compreendem as análises clássicas sobre origens, evolução e queda do regime nacional socialista, e os dados que a economia, a ciência politica acumularam sobre a origem dessa revolução alemã.
A situação actual no que se chama o mundo ocidental é muito diferente. Não faltam actualmente pessoas responsáveis com o sentido da busca da verdade. São escassos os fundamentalistas europeus e americanos. A personalidade moral do indivíduo não está ameaçada pela mediocridade das componentes pessoais, sociais e históricas que se verificava na década de 30. O problema reside muito mais na ingovernabilidade provocada pelos sistemas “midiocráticos” em que a democracia é abusada pelos midia, e em que as sondagens comandam as decisões dos governantes, tomadas a pensar no curto prazo e não no chão moral da história, nem no princípio de responsabilidade de que falou Hans Jonas.

MSM: Uma das grandes contribuições de Eric Voegelin foi a de fazer claríssima distinção entre ideologias e filosofia, gnosticismo e ordem. Ele se dizia avesso aos "ismos", incluindo o conservadorismo, que ele considerava uma "ideologia secundária", de reação às ideologias revolucionárias, o que lhe rendeu algumas duras críticas de parte dos conservadores americanos, ao mesmo tempo em que estes eram seus maiores admiradores. Mas Voegelin parece ter resolvido a questão ao reafirmar sua admiração pela tradição constitucional anglo-americana, que tinha como base uma experiência histórica filosoficamente fundamentada. O senhor poderia comentar essa controvérsia especialmente à luz dos rumos políticos dos Estados Unidos e do Reino Unido, que parecem ter sucumbido a uma grande série de "ismos", incluindo aqui também o fundamentalismo islâmico, o abortismo e uma aparente renúncia à fé e à prática cristã? Se lhe for possível e se o senhor desejar estender seus comentários à União Européia, nós lhe ficaríamos muito gratos.
Mendo Castro: Eric Voegelin actualizou uma linha de pensamento da política que, partindo de Platão, Aristóteles e Cícero, passa por Tomás de Aquino e se revigora com Francisco de Vitória, Francisco Suarez, Johannes Althusius, Comenius, John Locke, Montesquieu e todos os que aceitam a perspectiva pluralista do politico. Por isso rejeitam a omnipotência do Estado, e os pessimismos e optimismos antropológicos de herança maquiavélica e hobbesiana, e da herança de Rousseau ou Ernst Bloch. Nessa tradição clássica e cristã cruzam-se propostas de filosofia política, onde pouco importam as profundas dicotomias entre conservadores e progressistas que ocupam quase todo o debate nos midia. Para esta grande conversação, podem contribuir as correntes de matriz liberal, de marca ética, como Locke, Montesquieu, os federalistas norte-americanos, Benjamin Constant e o krausismo em Portugal e Espanha. As correntes de matriz socialista podem evoluir do federalismo de Proudhon à doutrina das guildes, às teses britânicas do self-govemment e ao cooperativismo. As correntes conservadoras podem reinterpretar o humanismo cristão através do neotomismo, do institucionalismo e do tradicionalismo e reagir contra a omnipotência do Estado soberano absoluto e indivisivel. Mesmo algumas teses progressistas podem retomar as perspectivas da sociedade civil sem Estado, embrenhar-se de autogestão e procurar no small is beautiful, as classicíssimas teses da polis de há vinte e cinco séculos.
É por tudo isto que Eric Voegelin era avesso aos -ismos e se identificou, ele que tinha raízes germânicas, com a tradição constitucional anglo-americana. Mas embora sem o mesmo sucesso histórico, existem outras tradições constitucionais que tiveram e poderão voltar a ter uma palavra.
[O ano de ] 1640 poderia ter sido o ponto de partida para uma ‘portugalização’ de toda a Espanha, para usar uma imagem de Miguel de Unamuno. E, a partir de então, as teses da soberania popular, poderiam ter transformado a Europa Católica na vanguarda da Revolução Atlântica, precedendo as Revoluções Inglesa e Americana e evitando a ruptura de 1789.
Mas isto já é história contrafactual como Niall Fergunson anda fazendo, história de ‘ses’. Infelizmente, em Portugal triunfou a Razão de Estado sobretudo com Sebastião José de Carvalho e Melo que não por acaso carimbou os juristas da Restauração como monarcómacos e republicanos, colocando-os no Index do despotismo iluminista.

MSM: O professor e autor americano Michael P. Federici enumera sete principais contribuições de Voegelin à ciência política e ao conhecimento humano: (1) a restauração da ciência política por meio da crítica do positivismo; (2) um diagnóstico da crise do Ocidente; (3) análise crítica do totalitarismo e dos movimentos ideológicos modernos; (4) recuperação dos símbolos e experiências originais [engendering] da ordem; (5) uma filosofia da história; (6) uma filosofia da consciência (7) uma moldura filosófica de abertura à transcendência que pode ser usada para restaurar a ordem à civilização ocidental. Dentre essas contribuições, o senhor poderia destacar aquelas que julga mais importantes, ou ainda, gostaria de acrescentar algum outro componente?

Mendo Castro: Parece-me um excelente resumo. Eu destacaria a filosofia da consciência, porque é a base para todas as outras e acrescentaria que Eric Voegelin veio realizar o que ficou por cumprir no pensamento português e espanhol, após as teses de Francisco Suárez serem utilizadas, mas logo descontinuadas em 1640. Escassos anos após a morte de Suárez, e com excepção dos países católicos na Europa e suas colónias sul-americanas, a Escolástica tornou-se uma curiosidade cada vez mais remota. Ao longo do séc. XVIII, a Escolástica foi objecto de escárnio nos países marcados pelo iluminismo e pelo nacionalismo secularizado. A Reforma quebrara a ingenuidade da existência na história da civilização ocidental que agora tinha que enfrentar o problema da sua historicidade. Com o processo imanentista de secularização, a vida espiritual viu-se progressivamente excluída da ordem pública, um facto apontado pelos escassos pensadores que entenderam a historicidade das Igrejas e a ideia de religião não dogmática, como foram Bodin, Pascal, Hobbes e Espinosa. Em 1700, o declínio do espírito na vida pública era tão evidente que Giambattista Vico descreveu os ciclos de civilização como corsi i ricorsi que duram o tempo de um mito. Um filósofo político deve sempre proceder a um inventário dos poderes concretos e elaborar uma filosofia da história que encontre a ordem significativa na variedade da existência política. E isso implica todos os restantes pontos assinalados nesse resumo de Federici.

O detalhamento da operação.

Sábado, 1 de Março de 2008

O detalhamento da operação.

Coturno Noturno


Coronel

domingo, 2 de março de 2008

Salve, salve, Uribe!!!!!!!

Salve, salve, Uribe!!!!!!!

Published 1.3.08 by Gusta.

A verdade sufocada

Líder das Farc é morto em combate com o Exército

Um dos principais comandantes do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raul Reyes, foi morto em combate durante operação militar na fronteira com o Equador, o Exército colombiano neste sábado.

Logo após o anúncio, a morte foi confirmada pelo ministro da defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos. Além de Reyes, outros 16 militantes das Farc teriam morrido no confronto, segundo o Exército.

Nunca namorei Fidel!

por Heitor De Paola em 01 de março de 2008

Resumo: Perguntem a Fidel ou a Raúl o que eles fariam se o Gerald Thomas mostrasse suas impudicas nágedas ao público num teatro em Havana.

© 2008 MidiaSemMascara.org

O tratamento dado pela imprensa brasileira, com raríssimas e honrosas exceções, à aposentadoria do maior genocida da história da América Latina é no mínimo asqueroso! Bajulação pura travestida, aqui e ali, de críticas ao ditador, mas escorregando logo – por ato falho ou não – a tratá-lo por Presidente, como se Cuba vivesse desde 1959 num sistema de política constitucional normal. Não havia me ocorrido fazer nenhum comentário sobre o assunto – pois nada, a rigor, mudou por lá, nem na mídia chapa branca brasileira - quando na edição de 26 de fevereiro de O Globo, me deparo com um artigo de Arnaldo Jabor no Segundo Caderno, com o suspeito título de “Meu caso de amor com Fidel Castro”. Há muito tempo deixei de ler este sujeito que tem tentado passar por ex-comunista, no que muita gente acredita, mas o título me chamou a atenção e, ao ler o artigo, vi a que ponto de baixeza pode chegar um indivíduo. Muito além da hipocrisia generalizada da mídia, Jabor escreve um texto abjeto, cínico, hipócrita, metido a besta, no qual subliminarmente, por trás de uma aparente crítica, entoa loas ao carniceiro, elevando-o às alturas de um totem.

Jabor faz parte daquela corriola metida a adeptos da Escola de Frankfurt cujo ponto de partida foi uma tentativa esdrúxula de juntar psicanálise e marxismo numa lamentável mixórdia teórica. Mas, como sou psicanalista e já fui marxista – e hoje entendo mais de marxismo do que naqueles tempos – posso perceber que ele não tem a mínima idéia do que seja nem um, nem outro. Como sabe que tem leitores cativos que adoram a vulgarização dos dois numa xaropada enjoativa, costuma usar artifícios pseudo-psicanalíticos bobocas como fingir que está falando da sua homossexualidade – ou “coisa de bicha”, como chama, fugindo ao politicamente correto. Certamente muita gente deve estar dizendo: que maravilha, ele até admite ter “uma parte” homossexual, ou “um lado” feminino, em idioma psicanalês de botequim. Outro adepto desta prática ridícula é o “competentíssimo” “psicanalista” Gerald Thomas que descobriu que falar mal de Fidel e de Cuba comunista é resultado de “problemas com a sexualidade”, como se referiu ofensivamente a Reinaldo Azevedo que ousou romper a unanimidade da mídia puxa-saco.

* * *
Por que nunca namorei Fidel, se fui comunista nos anos 60? Pela simples razão que nem eu, nem ninguém que esteve realmente envolvido no movimento comunista – e não quer apenas posar de bom moço, porque é bonito e dá ibope – jamais acreditou que Fidel fosse outra coisa além do que realmente era: um brutal ditador, assassino de dezenas de milhares de cubanos, latino-americanos em geral, angolanos e quem mais se atravessasse em sua frente e tentasse obstruir seu caminho para o poder total. Assim como Fidel, Lenin, Stalin, Mao, Pol Tot e outros menos votados. Nunca encontrei um revolucionário comunista autêntico – nem quando eu era um, nem depois – que acreditasse por um segundo sequer na tal “utopia” que eles usam – nós usávamos – para enganar os trouxas e imbecis e convertê-los no que já nos primórdios Lenin chamava de idiotas úteis. Lembro-me de como ridicularizávamos estes babacas que serviam de excelente massa de manobra! Nunca houve esta tal de utopia, ou idealismo utópico - só como estratégia de doutrinação.

Tomei conhecimento de Fidel já em 1959, por incrível que possa parecer atualmente, através da revista LIFE, que meu pai assinava. A crônica inocência, burrice, ou sei lá o quê, dos americanos, fez com eles mesmos iniciassem o tal mito dos heróis aventureiros de Sierra Maestra. Lembro que aquela reportagem – a capa mostrava Fidel e outros guerrilheiros, armados até os dentes, em plena selva – desmanchava-se em elogios aos bravos jovens que desafiavam o abominável ditador Fulgencio Batista.

Passados alguns anos, sendo um destes idiotas úteis, comecei a perceber a farsa mas gostei de fazer parte dela. Foi então que me convidaram para entrar no círculo mais restrito – e já secreto, estávamos em 1963 e a reação “burguesa” já era antevista - de militante da Ação Popular. A “promoção” de companheiro de viagem ou, como se dizia na AP, ampliação – neologismo derivado da prática de “ampliação de quadros” - a militante só é merecida por quem atingiu um grau de cinismo e hipocrisia suficiente para calar todas as suas restrições éticas e morais e torcê-las de modo a que sejam escravizadas aos objetivos do Partido. Entenda-se que companheiro de viagem é um estágio superior a idiota útil, é um cara que já começou a perceber o espírito da coisa mas ainda não está maduro para relegar todos seus escrúpulos à lixeira, e entender que seus objetivos pessoais estão em harmonia com os do Partido. Isto é, entender que o comunismo, ao invés de ser uma ideologia altruísta e coletivista, é o supra-sumo do egoísmo e do individualismo. A propalada atitude altruísta serve para esconder que todo militante pensa somente em seus interesses individuais de poder e de viver à custa do Estado. Ou seja, a maravilhosa e sublime revolução não passa de uma roubo-lução!

É por isto que “um mundo melhor é possível”: para os eleitos. O resto da população, em nome de quem é feita a roubo-lução servirá para participar do processo produtivo “coletivo” escravo. O lucro pessoal não pode ser permitido, pois a chamada “mais valia” passará a ser apropriada pela nova classe ou Nomenklatura. Enquanto se prepara o assalto final, existem melhores companheiros de viagem do que aqueles que detêm provisoriamente o poder de divulgação da “utopia”: artistas, escritores, diretores de teatro, o “beautiful people”, os jornalistas, os profissionais de marketing e os bacharéis em psicanálise (a diferenciar dos genuínos)?

É aqui que entram Jabor e Thomas. Momentaneamente estes companheiros fazem parte da nova classe de privilegiados, pois enquanto se constrói o “estado social” eles recebem todas as atenções dos militantes, aqueles que realmente herdarão as benesses. Existe alguém mais ávido por dinheiro público do que a classe artística? Basta ver as vergonhosas caravanas ao Congresso – como a do último dia 27 – para mamar um pouquinho mais do dinheiro produzido pelo suor dos que trabalham sem privilégios. Ipojuca Pontes já contou muitas histórias aqui e muito mais terá a contar da sua passagem pela Secretaria Nacional de Cultura.

Situação emblemática viveu o Rio de Janeiro, quando se descobriu que enquanto a população é dizimada pela dengue e os mata-mosquitos sumiram; enquanto as ruas vão a cada dia se transformando mais em caminhos carroçáveis; enquanto os hospitais fazem neurocirurgias com furadeiras de parede para trepanação e outras atividades médicas se tornam impossíveis, e as escolas definham, o Prefeito maluco-beleza gasta o equivalente a quatro hospitais novos ou sessenta quilômetros de vias expressas com seis a oito pistas e pode-se imaginar quantas escolas, para construir sua obra prima: a Cidade da Música! Considerando-se legítimo sucessor do César original, mas não tendo tropas para invadir o Egito, resolveu combater o Ædes ægypti a golpes de fanfarras! A gritaria foi geral – ou quase –; adivinhem quem assinou o manifesto a favor da importantíssima obra? Ora, artistas, músicos, promotores de shows, etc. Esta gente é tão desavergonhada na sua mamação que chega a ser ridícula!

Além dos raros militantes (suponho que Chico Buarque seja um deles) os companheiros de viagem e principalmente os idiotas úteis como a Letícia Sabatella, o futuro que lhes está reservado no final da opereta é negro! Perguntem a Fidel ou a Raúl o que eles fariam se o Gerald Thomas mostrasse suas impudicas nágedas ao público num teatro em Havana.

Monstros

Monstros

Olavo de Carvalho
Jornal do Brasil, 28 de fevereiro de 2008

Para os comunistas e seus bajuladores, a morte de uns 400 terroristas, durante o regime militar brasileiro, foi algo de incomparavelmente mais grave, mais revoltante, mais intolerável do que a matança de 75 milhões de civis chineses pela ditadura de Mao Dzedong, de 20 milhões de russos pelo governo soviético ou de 3 milhões de cambojanos pela quadrilha de Pol-Pot. Claro, os comunistas são diferentes de nós. Segundo Che Guevara, são "o primeiro escalão da espécie humana". Se você mata um deles, mesmo em defesa própria, é crime hediondo. Se ele mata 100 mil de nós, desarmados e amarrados, torna-se um herói, que é como o senhor Mino Carta define Fidel Castro.

Protestando contra a comparação quantitativa entre a ditadura brasileira e a cubana, que o colunista Reinaldo Azevedo faz na última Veja, Gerald Thomas vocifera seu sacrossanto horror à contagem de cadáveres e em seguida se põe a contá-los por sua vez, acusando os militares brasileiros pela "perda da vida de milhares, digo, milhares de vidas inocentes". Primeiro, não eram inocentes: eram guerrilheiros armados, que só começaram a morrer depois de estourar com bombas dezenas de civis (estes sim, inocentes). Segundo: não foram milhares, foram quatro centenas na mais hiperbólica das hipóteses, jamais submetida a revisão crítica. Para Gerald Thomas, números são um expediente retórico desonesto quando verdadeiros: só os falsos são argumentos honrados.

Sinceramente, já estou velho demais para continuar fingindo que indivíduos capazes de julgar seus semelhantes com um critério tão desproporcional, tão disforme, tão manifestamente iníquo, sejam pessoas normais e decentes com quem eu não tenha senão divergências filosóficas. Esses sujeitos são doentes, são sociopatas perigosos, incapazes de olhar para os discordantes sem antever, com sádica alegria, o cadáver do "inimigo de classe" girando no espeto como um frango no forno da História.

Eis alguns - só alguns - dos objetivos proclamados abertamente pelos líderes e mentores comunistas:

1. Karl Marx: extermínio de classes sociais inteiras e de uns quantos "povos inferiores" (sic).

2. V. I. Lênin: terrorismo sistemático como fórmula de governo.

3. Leon Trotsky: militarização completa do trabalho industrial e agrícola. Supressão da liberdade de escolher emprego.

4. Stálin: "Morte aos pequenos proprietários rurais. Ódio e desprezo aos que os defendem" (sic).

5. Che Guevara: Treinar os militantes para que se tornem "eficientes e frias máquinas de matar" (sic).

Notem bem: não são crueldades impremeditadas, sobrevindas no calor da batalha. São intenções declaradas.

Como é possível que alguém em seu juízo perfeito considere o comunismo um belo ideal humanitário, que um acaso infeliz desviou de seus altos propósitos?

Foi só por um desejo insano de enganar-se retroativamente a si próprios que muitos comunistas, depois da morte de Stálin, começaram a espremer seus cérebros para explicar como o regime dos seus sonhos pudera "degenerar" em tanta violência e maldade. Não era degenerescência: era a execução racional e bem sucedida de planos traçados com muita antecedência - desde Marx - e levados à prática com a frieza metódica de uma obra de engenharia.

Fidel Castro, Guevara, Pol-Pot, Lênin, Stálin, Trótski, Marx - quem quer que escreva uma só palavra em favor desses monstros é seu semelhante, distinguindo-se deles em tamanho apenas, não em qualidade. Ainda que por covardia ou falta de ocasião não venha a realizar pessoalmente seus desígnios macabros, não esconde sua admiração por quem os realiza. E depois ainda se faz de horrorizado ante quem cometeu crimes incomparavelmente menores, se é que é crime apelar à violência para deter um genocídio anunciado e já em fase avançada de execução.

sábado, 1 de março de 2008

Mudança de Sexo no SUS!!!

Mudança de Sexo no SUS!!!

Published 1.3.08 by Gusta.

Alerta Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, decidiu dar mais atenção à população GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros).
Ele definiu que, ainda neste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a fazer gratuitamente cirurgias para mudança de sexo.


Outra novidade: os médicos terão de tratar os pacientes pelo nome que eles preferirem, independentemente do que constar na carteira de identidade.
Com isso, homens poderão ser chamados por nomes femininos, e vice-versa.

A caixa-preta dos comunistas!!!

A caixa-preta dos comunistas!!!

Published 1.3.08 by Gusta.

Alerta Brasil

Principal programa social do Ministério do Esporte, o Segundo Tempo é alvo de denúncias de desvio de dinheiro através de ONGs ligadas ao PCdoB.

... ONGs escolhidas sem critério, alunos-fantasma e até monitor acusado de pedofilia

Leiam
aqui reportagem da Veja.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

29/02 - Desativado por ser barato !!!

29/02 - Desativado por ser barato !!!
A verdade sufocada
A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de 'multimistura'.
Texto completo
Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vicepresidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão - mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. 'O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura', lamenta Clara.

Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. 'Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo', ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 - período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.

Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: 'Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca', compara Clara.

Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins.

Clara acredita que enfrenta adversários poderosos . Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble . 'É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada', ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. 'A multimistura ajudou muito', diz. 'Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno.' ISTO É' procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. 'O multimistura é um programa que não existe mais', limitou-se a informar a assessoria de imprensa.