quinta-feira, 3 de julho de 2008

Cesta básica tem aumento de até 52% em 12 meses!!!

Cesta básica tem aumento de até 52% em 12 meses!!!

Published 2.7.08 by Gusta.

Alerta Brasil

Para o Dieese, avanço de dois dígitos no preço dos alimentos supera em muito os reajustes anuais de um dígito do salário mínimo.

A pesquisa revela que a cesta básica do brasileiro sobe em ritmo de dois dígitos, enquanto os aumentos salariais anuais são de um dígito.

Para José Maurício Soares, coordenador da pesquisa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), os aumentos acumulados em 12 meses foram bastante superiores ao reajuste de 9,21% do salário mínimo, que chegou a R$ 415 em abril.

Maiores altas ocorreram nas capitais do Nordeste, aponta Dieese; feijão, carne, arroz e batata são vistos como os vilões da inflação.

Website do Grupo Gay da Bahia é mantido pela UFBA

por Gerson Faria em 02 de julho de 2008

Resumo: A participação do “decano” do movimento gay baiano em projetos do atual governo é suficiente para que utilize a estrutura do Estado em benefício de sua causa?

© 2008 MidiaSemMascara.org

Essas saídas desses machos com mulheres centauros urbanos não deveria ser motivo de tanto reboliço, porque pelo gênero existe uma adequação com o desejo e o visual. O que implicaria isso para o Fenômeno? Dois pontos de vista. Um é da classe média escrotinha, que acha um absurdo o vacilo e critica o moço. Mas junto ao povão não oferece risco, porque o macho popular é um comedor. Ele traça até uma vassoura de saia, quanto mais travestis gostosas, peitudas, popozudas, cabeludinhas e perfumadas.”

O trecho acima foi extraído, em sic completo, do website do GGB, Grupo Gay da Bahia, página do parceiro de Luis Mott, Marcelo Cerqueira. O texto pode ser acessado em http://www.ggb.org.br/marcerqueira.html.

O conteúdo e o estilo são visivelmente pessoais e do mais baixo nível literário imaginável, longe de quaisquer preocupações de cunho acadêmico, a despeito de tentativas dos autores e responsáveis pelo website em misturar academia e militância, de forma à primeira legitimar a última.

Outro texto de mesma cepa é um comentário sobre matéria da revista G Magazine sobre o jogador Alexandre Gaúcho, que pode ser consultado na íntegra em http://www.ggb.org.br/alexandre_gaucho.html :

Com um sorriso fácil e um quê de malícia, quando ele baixa seus olhos verdes na gente é de enlouquecer! Alexandre é um homem com cheiro bom de homem.”

Também não se pode dizer que aí há ensino ou pesquisa, mas sim opinião pessoal e sexismo explícitos.

Se o leitor precisar de mais exemplos, há também uma seção denominada "garotos do meu orkut", em http://www.ggb.org.br/Garotos do meu Orkut LUCAS MAHORI.html

Conteúdo dessa categoria é encontrável na Internet de forma ampla, não sendo novidade há muito tempo. O problema é entender o porquê de tal tipo de material ser mantido pela rede de computadores da Universidade Federal da Bahia, participante da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), como atestam os registros públicos abaixo:

https://registro.br/cgi-bin/whois/?c&qr=ggb.org.br



As linhas em vermelho acima indicam que o domínio ggb.org.br possui como servidor de nome de domínio duas máquinas da rede da UFBA. Quando o internauta digita http://www.ggb.org.br

, são elas que indicam para onde mandar a requisição do internauta, ou seja, para onde ele será direcionado. E, nesse caso, irá para a máquina listada logo abaixo.

Com uma pesquisa simples a partir de um site de trace, por exemplo http://visualiptrace.visualware.com/ vemos que o servidor que hospeda o website (o último da tabela) é um servidor da UFBA, de nome piata.ufba.br. Vários outros programas podem ser utilizados para essa tarefa, ficando a gosto do leitor. A titulo explicativo, como foi utilizado o serviço acima, a rota partiu de Washington. Caso o leitor faça o traçado a partir de sua casa, o início seria seu computador e o destino seria o mesmo, o servidor


Em resumo: como se não bastasse, a manutenção do website do GGB também é paga pelo contribuinte brasileiro, aprove ele ou não a política homossexual daquel grupo.

É o Grupo Gay da Bahia um departamento da UFBA? É uma cadeira da Universidade? É um órgão do governo? A hospedagem é um favor que a Universidade presta ao GGB? A participação do “decano” do movimento gay baiano em projetos do atual governo é suficiente para que utilize a estrutura do Estado em benefício de sua causa?





DASDF

Bares têm queda de 20% no faturamento

por Maristela Orlowski em 02 de julho de 2008

Resumo: Resultado de uma lei demagógica, ilegal e absurda: prejuízo para o comércio.

© 2008 MidiaSemMascara.org


Descontentamento geral para donos de bares e restaurantes na cidade de São Paulo. A nova lei 11.705 – que pune mais severamente os motoristas que dirigem sob influência de qualquer quantidade de álcool – já surte efeito também no bolso dos empresários. A queda no faturamento chega a 20% em dez dias, segundo estimativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), seção São Paulo.

O Diário do Comércio conversou ontem com Percival Maricato, diretor-jurídico da entidade. Segundo ele, bebidas alcoólicas são os itens que mais geram lucro aos estabelecimentos. Elas são responsáveis por 60% e 30% do faturamento de bares e restaurantes, respectivamente.

“À medida que a lei vai sendo divulgada, o prejuízo aumenta. Mas, muito além da queda na receita, a nova lei pode deflagrar a perda de empregos e a falência de empresários”, ressaltou o executivo, que defende a adoção do mesmo limite de álcool permitido em países como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá, de 8 decigramas de álcool por litro de sangue.

Diário do Comércio - Qual sua opinião a respeito da nova Lei Seca?

Percival Maricato - É demagógica, anti-social, excessivamente draconiana e inconstitucional. Nós vamos enfrentá-la e mudá-la, como fizemos com a Medida Provisória 415, que proibia a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos localizados em rodovias federais. Do país mais tolerante, passamos, repentinamente, ao mais intolerante. As autoridades brasileiras costumam ser omissas com problemas sociais e, quando resolvem intervir, o fazem sempre desequilibradamente.

DC – Como fica o setor de bares e restaurantes?

Maricato – É uma hecatombe, uma situação trágica. Temos cerca de 50 mil estabelecimentos na cidade de São Paulo, 100 mil pequenos empresários e 300 mil funcionários. Todos estão arriscados a perder seus negócios e empregos. Somam-se, ainda, distribuidores, adegas, fabricantes. Todos os negócios podem ser levados à falência. Cerca de 10% da população ativa do País pode ser atingida por essa nova lei.

DC – Já há estimativa de prejuízos?

Maricato – Todos os estabelecimentos já devem ter sido atingidos. A população está lendo nos jornais que tomar um chope pode dar cadeia ou, no mínimo, resultar em drásticas punições administrativas. É evidente que evitará o consumo. É um estado de terror. Estamos apurando o prejuízo com exatidão, mas, até agora, os menos prejudicados devem ter perdido 20% de receita. À medida que as punições e prisões vão sendo anunciadas, esse prejuízo aumenta. E não pára por aí. Supermercados, quitandas e padarias também serão atingidos, pois, da mesma forma, não se poderá mais beber em churrascos de fim de semana, casamentos, jantares com a família. No fim das contas, acredito que 95% do mercado de bebida será atingido.

DC – Que medidas serão tomadas pela Abrasel?

Maricato – Vamos ajuizar uma ação até amanhã (hoje). Demonstraremos que a lei é inconstitucional por vários motivos: fere os princípios da razoabilidade quando diz que qualquer quantidade de álcool é infração; prevê punições desproporcionais às infrações; e é iníqua e ilegal quando sustenta que quem não se submeter a testes como o do bafômetro será punido como se estivesse alcoolizado. A lei também atinge a livre iniciativa, a liberdade econômica, o direito de ir e vir. Vamos mobilizar o setor, fazer avaliações, obter números e informações e agir no plano político, abordando parlamentares para mudar a lei. Divulgaremos nossas razões à opinião pública e entraremos com ações judiciais. O setor deixou de ser passivo, criou lideranças. Está preparado para lutar.

DC – E quanto ao senhor?

Maricato – Eu considero essa exigência não só ilegal, como abusiva e uma invasão de privacidade. Entrei com mandado de segurança para poder circular na cidade sem ser molestado.

DC – Qual a atitude das pessoas nos bares e restaurantes?

Maricato – Muitas não bebem, outras pedem chá ou água, algumas pedem cerveja sem álcool. Estamos brincando de escoteiros e seminaristas nos bares. Estes, pelo menos, podem tomar um pouco de vinho nas missas. Mas, se a lei for aplicada, o padre que tomar vinho nas cerimônias também poderá acabar sendo preso na esquina.

DC - A lei vai pegar?

Maricato – Não passará. Faremos um movimento mais forte do que o que fizemos para enterrar a MP 415. Do lado do consumidor, é evidente que 80 milhões ou 90 milhões de brasileiros também não mudarão seus hábitos, não deixarão de lado seu direito ao lazer apenas porque o governo emitiu um decreto ou uma lei.

DC - Por que não daria certo no Brasil, assim como deu em países europeus?

Maricato – Na Europa, as pessoas têm uma cultura de sair mais cedo. Seria bom para nós que os brasileiros fizessem isso, mas eles gostam de sair mais tarde. Por outro lado, na Europa, você pode circular na rua sem correr risco de ser assaltado em cada esquina e existem transportes públicos durante a noite. Aliás, em muitos países, a lei é mais liberal que a nossa.

DC – Existe certo preconceito contra bares ou mesmo bebida no País?

Maricato – Existe, sim, um visível preconceito da sociedade, das autoridades e da mídia contra bares em geral e bebida em especial. São locais de lazer, descontração, divertimento, namoro, acesso democrático de jovens, e não merecem essa carga negativa. Aliás, bebida alcoólica é algo que faz parte da civilização há mais de dez mil anos. Na Antiguidade era tão cultuada que tinha até entidade divina – como Baco, o deus do vinho –, respeitada tanto como a fertilidade, o fogo e outras necessidades do homem. É preciso acabar com tanto preconceito.



Publicado pelo Diário do Comércio em 01/07/2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Quem nos governa, afinal?

Quem nos governa, afinal?

Farol da Democracia Representiva

Olavo de Carvalho

Publicado no Diário do Comércio, 30 de junho de 2008

O plano de transição para o governo mundial, que Arnold Toynbee expôs mais de meio século atrás e que mencionei brevemente nesta coluna, já está em avançadíssima fase de implantação, ao ponto de que não há nenhum exagero em dizer que a Nova Ordem globalista-socialista é um fato consumado, irreversível. Que a maioria dos seres humanos ignore isso por completo e ainda tenha a ilusão de poder interferir de algum modo no curso das coisas por meio do "voto", eis aí a prova de que Toynbee tinha toda a razão ao dizer que a nova estrutura de poder não seria democrática, nem democrática a transição para ela. Não há estado de sujeição mais completo do que ignorar a estrutura de poder sob a qual se vive.

É verdade que a mera complexidade crescente da administração estatal moderna já era, por si, conflitiva com as pretensões democráticas de transparência, informação acessível, "voto consciente", enfim, com as presunções da "cidadania". Mas o que vem acontecendo no último meio século é o aproveitamento deliberado e sistemático da complexidade burocrática para criar, acima do governo representativo, uma nova estrutura de poder que o domina, o estrangula e acaba por eliminá-lo. A maior parte das nações já vive sob o controle dessa nova estrutura global sem ter disso a menor consciência e acreditando que continua a desfrutar das garantias e meios de ação assegurados ao eleitor pelo antigo sistema de governo representativo, hoje reduzido a um véu de aparências tecido em torno do poder mais centralizado, abrangente e incontrolável que já existiu ao longo de toda a história humana.

Não só essa transição já aconteceu, mas ela foi realizada sob a proteção de um conjunto de pretextos retóricos altamente enganosos, criados para dar à população a idéia de que a mudança ia no sentido da maior liberdade para os cidadãos, da maior participação de todos no governo e de mais sólidas garantias para a empresa privada. Todos os termos-chave dessa retórica – "governo reinventado", "parcerias público-privadas", "terceira via", "descentralização" – significam precisamente o contrário do que parecem indicar à primeira vista.

Os dois diagramas que acompanham este artigo tornarão isso bastante claro. As flechas aí indicam a origem do poder e o objeto sobre o qual se exerce. No antigo sistema representativo, o eleitorado escolhia o governo segundo os programas que lhe pareciam os mais convenientes, e o governo eleito – executivo e parlamento – repassava esses planos aos órgãos da administração pública, para que os executassem. No novo sistema de "parcerias público-privadas", a administração pública é só uma parcela do órgão executor. A outra parcela é escolhida por entidades sobre as quais o eleitorado não tem o menor controle e das quais não chega às vezes a ter sequer conhecimento. Tal como apresentado na sua formulação publicitária, o novo sistema é mais democrático, porque reparte a autoridade do governo com "a sociedade". Mas "a sociedade" aí não corresponde ao eleitorado e sim a ONG's criadas sob a orientação de organismos internacionais não-eletivos – ONU, UE, OMS, OMC, etc – e subsidiadas por bilionárias corporações multinacionais cuja diretoria não é mesmo conhecida do público em geral.

A orientação geral dessas ONG's reflete um conjunto de novas concepções socioculturais e políticas que jamais foram postas sequer em discussão, e que por meio delas são implantadas do dia para a noite, sem que o eleitorado chegue a saber nem mesmo de onde vieram. A própria velocidade das transformações é tamanha, que serve para reduzir as populações ao estado de passividade atônita necessário para tornar inviável não só qualquer reação organizada, mas até uma clara tomada de consciência quanto ao que está acontecendo. Paralelamente, muito do poder de decisão do parlamento é transferido aos órgãos burocráticos, que, agindo já não como braços do eleitorado, mas como agentes a serviço de parcerias controladas pelo triunvirato de ONG's, corporações e organismos internacionais, passa então a introduzir na sociedade mutações radicais que, no sistema de governo representativo, jamais seriam aprovadas nem pela população, nem pelo parlamento.

Ao desfazer-se de uma parte das suas prerrogativas, sob as desculpas de "privatização", "democratização", "descentralização", "desburocratização" etc., o governo não as transfere ao povo, mas a um esquema de poder global que escapa infinitamente à possibilidade de qualquer controle pelo eleitorado. As ambigüidades decorrentes, que desorientam o público, são então aproveitadas como instrumentos para gerar artificialmente novas "pressões populares", que não são populares de maneira alguma, mas que refletem apenas a vontade da chamada "sociedade civil organizada", isto é, da rede de ONGs criadas pelo próprio esquema de poder global.

Subsidiadas pelas grandes corporações e fundações, essas ONGs, prevalecendo-se da "parceria" que têm com órgãos do governo, passam então à parasitagem voraz de verbas públicas, somando aos recursos que as alimentam desde fora o sangue extraído do próprio eleitorado que as ignora e que elas falsamente representam. Essa nova estrutura de poder não é um plano, não é um objetivo a ser alcançado: ela já é o sistema de poder sob o qual vivemos, construído sobre os escombros do antigo governo representativo, que hoje em dia só subsiste como aparência legitimadora da transformação que o matou.

Uma ambigüidade especialmente irônica e por isto mesmo proveitosa da situação é que um dos instrumentos principais para a implantação do novo esquema reside na rede mundial de ONG's e movimentos esquerdistas, desde os mais radicais até os mais brandos e inofensivos em aparência. Ao mesmo tempo, como a violência e rapidez das mutações gera toda sorte de desequilíbrios, temores e insatisfações, essa rede de organizações esquerdistas é usada por outro lado como megafone para lançar a culpa de todos esses males no velho capitalismo liberal, apontado como beneficiário maior das mesmas transmutações que o esmagam. Os sintomas colaterais mórbidos da transformação servem eles próprios como pretextos para acelerá-la e aprofundá-la, canalizando em favor dela as dores que ela gerou.

Numa obra memorável, "Du Pouvoir. Histoire Naturelle de Sa Croissance", Bertrand de Jouvenel mostrou que a história da modernidade não é a história da liberdade crescente, como pretendia Benedetto Croce, mas a história do poder crescente do Estado avassalador.

Esse livro é de 1945. Desde então, o curso da História tomou um rumo que o confirma na medida mesma em que aparenta desmenti-lo. A "descentralização" dos governos nacionais, simulando em escala local uma vitória do liberal-capitalismo sobre as tendências centralizadoras e socialistas, foi posta a serviço da construção do Leviatã supranacional que, inacessível e quase invisível, controla dezenas de Estados reduzidos à condição de entrepostos da administração global. Não só o eleitorado foi submetido a essa gigantesca mutação sem a menor possibilidade de interferir nela ou de compreendê-la, porém até mesmo alguns dos mais intelectualizados porta-vozes do liberal-capitalismo, enxergando apenas o fator econômico e recusando-se a investigar a nova estrutura de poder político por trás da globalização comercial, colaboraram ativamente para que o processo de centralização mundial se implantasse pacificamente, sob a bandeira paradoxal da liberdade de mercado.

O camponês antigo, o servo da gleba e até mesmo o escravo romano gemiam sob o tacão de um poder incontrastável, mas pelo menos tinham uma idéia clara de quem mandava neles e compreendiam perfeitamente o funcionamento do sistema que os governava. O cidadão da "democracia de massas" está cada vez mais submetido a decisões que não sabe de onde vieram, implantadas por um sistema de governo que ele nem conhece nem compreende. O globalismo é a apoteose do processo de centralização do poder, centralizando até o direito de conhecer o processo.


Diretor da PF vai ao STF.

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Diretor da PF vai ao STF.

Coturno Noturno

Poucas horas depois das duras críticas do ministro Gilmar Mendes à postura politiqueira da Polícia Federal, orientada pelo ministro da justiça mais fuxiqueiro e golpista da história da república, o diretor-geral Luiz Fernando Corrêa da PF foi ter um audiência com o presidente do STF. Saiu de lá dizendo: “Os eventuais fatos que possam caracterizar qualquer desvio de comportamento disciplinar ou criminal serão apurados. Nós, na PF, não temos qualquer problema de apurar desvio de conduta interna.” O problema não é este. O problema é que não investiga desvios de conduta em outros órgãos do governo Lula, como a Casa Civil, por exemplo.

Postado por Coronel às 21:11:00

"Famiglia" Silva.

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

"Famiglia" Silva.

Coturno Noturno

Em protesto contra a nova lei de imigração européia, à qual chamou de "racista", Lula deveria obrigar seus filhos e sua esposa a devolverem a cidadania italiana. Da boca para fora, tudo é fácil. Quero ver Lula cortar na carne. Quero ver a "famiglia Silva"rasgar o passaporte vermelho em solidariedade aos imigrantes proibidos de entrar na Europa.

Postado por Coronel às 17:29:00

STF contra polícia política de Lula.

Terça-feira, 1 de Julho de 2008

STF contra polícia política de Lula.

Coturno Noturno

"É preciso encerrar esse quadro de intimidação. É um absurdo o que se vem realizando em um modelo de estado policial", criticou Gilmar Mendes, em entrevista coletiva sobre o balanço das atividades do STF no primeiro semestre. O presidente do STF ministro disse, há pouco, enxergar no vazamento de informações da Polícia Federal "episódios com caráter de retaliação e tentativa de controle ideológico dos juízes". Mendes citou casos recentes em que ele, o ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, foram vítimas de informações "plantadas" na imprensa para, supostamente, intimidá-los. Esta é a PF, de tantas tradições e bons serviços, sendo usada pelo governo Lula como polícia política.

Postado por Coronel às 17:22:00

Banqueiros mandam, Lula obedece: Brasil quer criar fundo soberano com petróleo a ser explorado na camada pré-sal

Terça-feira, Julho 01, 2008

Banqueiros mandam, Lula obedece: Brasil quer criar fundo soberano com petróleo a ser explorado na camada pré-sal

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O desgoverno entreguista de Lula da Silva já sabe de onde vai tirar recursos para formar o “fundo (nada) soberano” que o Brasil pretende criar para gerar ainda mais recursos para a Oligarquia Financeira Transnacional que controla nossa economia. A maior parte da grana viria da criação de uma nova empresa “estatal”, especialmente criada para gerir os recursos obtidos com os mega-campos de petróleo descobertos na camada pré-sal. O controle sobre tal fundo é um dos pomos da discórdia entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, prestes a cair, e os mais próximos de Lula, como a super-ministra Dilma Rousseff.

A ordem para criar o fundo vem de fora. Dos banqueiros! Eis o motivo pelo qual o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, promete correr, ainda este ano, com uma proposta de mudança na lei do petróleo. Os entreguistas brasileiros querem seguir o modelo da “estatal” norueguesa de petróleo Petoro, que produz 1,4 milhão de barris de petróleo por dia (500 mil a menos que a Petrobrás). A empresa norueguesa (que não paga impostos) administra um “State Direct Finacial Interest”, uma espécie de fundo soberano, que fechou 2007 com US$ 420 bilhões em caixa.

O esquema de exploração da camada pré-sal é estratégico para a Oligarquia Financeira Transnacional. O Brasil teria reservas de petróleo da ordem de 90 bilhões de barris na nova província do pré-sal (incluindo as reservas de Carioca, Tupi e Júpiter na Bacia de Campos). A Petrobrás descobriu mais dois campos (Guará e Bem-te-vi) na camada do pré-sal da Bacia de Santos.

Mas a previsão é de um potencial de exploração ainda maior. Não foram explorados os 41 blocos do pré-sal que foram retirados do 9º leilão da Agência Nacional de Petróleo. Além deles, existem os 10 blocos na borda do pré-sal incluídos no 8º leilão (suspenso por liminar). Além da Petrobrás, cuja presidente do Conselho de Administração é Dilma Rousseff (mãe do PACo e potencial candidata a vice-presidente da República na chapa com Aécio Neves na cabeça), quem tem informações precisas sobre os campos inexplorados de petróleo no Brasil são as transnacionais do petróleo e seus banqueiros controladores.

O diretor de Comunicação da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, Fernando Siqueira, denuncia que a Halliburton administra, há 10 anos consecutivos, o banco de dados da Agência Nacional de Petróleo. Na verdade, segundo Siqueira, a transnacional manipula os dados sobre exploração que a Petrobrás é obrigada a repassar à ANP, por força do artigo 22 da Lei 9478/97, aprovada no desgoverno entreguista de FHC.

Fernando Siqueira também denuncia que a Haliburton tem um representante na diretoria da ANP: o conselheiro Nelson Narciso, que foi diretor da transnacional em Angola, antes de ser mandado para cumprir sua “missão” no Brasil. Além disso, Siqueira critica que precisa ser revista a relação incestuosa da empresa com a Petrobrás. Há vários anos, a Halliburton tem um mega-contrato de serviços com a Petrobrás para perfilagem e canhoneio de poços.

Fernando Siqueira também denuncia que a Repsol vem fazendo lobby fortíssimo pela reabertura dos leilões da ANP e pela permanência do atual marco regulatório que favorece às grandes transnacionais do petróleo. Siqueira lembra que a Repsol é uma empresa do Banco Santander, cujo dono é o Scotland National Bank Co. Trata-se do mesmo capital anglo-americano que coordenou a invasão do Iraque. A Repsol é presidida pelo também presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), João Carlos de Luca, famoso e conhecido por sua grande capacidade de promover lobby..

Mudanças urgentes

A Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet) propõe mudanças na Lei do Petróleo, 9478/97, que está com incoerências que precisam ser eliminadas.

O artigo 26 (imposto pela Oligarquia Financeira Transnacional que comanda o setor petrolífero) deixa claro que quem produzir o petróleo é dono dele.

O dispositivo bate de frente com os artigos 3º e 21º, que rezam que as jazidas e o produto da exploração delas pertencem à União, consoantes com a Constituição Federal.

Outra falha

Além disso, a lei 9478/97 estabelece que a União terá uma Participação Especial na produção pelas concessionárias.

Mas o Decreto 2705, de 1998, estabelece esta participação num patamar absurdamente baixo.

Para águas profundas, aqui no Brasil, a participação varia de 0 a 40%.

No mundo, os países exportadores recebem, em média, 84% a título de Participação Especial.

Produzindo para quem?

Nos próximos anos, a produção diária de petróleo vai dobrar no Brasil.

A estimativa é de que, com as novas descobertas, a produção passe de 2 milhões de barris para 3,5 milhões até 2015.

Assim que a produção no pré-sal for realizada, a produção chega a 4 milhões.

O petróleo é vosso

O livro “Confissões de um assassino econômico”, do norte-americano John Perkins, mostra como funciona a máquina político/econômico/militar da Oligarquia Financeira Transnacional, que usa recursos escusos, pressões e constrangimentos para manter seu poder sobre os países ricos em recursos minerais, porém pobres em soberania.

Um exemplo novíssimo é o Iraque, que ontem decidiu abrir à estrangeiros a exploração de seis campos de petróleo com reservas garantidas, para elevar em 80% a produção de 2,5 milhões de barris/dia.

Foram pré-qualificadas 41 empresas que não incluem a Petrobras.

Quatro ou cinco terão convite para campos em operação.

Ignorância atrevida

por Thomas Sowell em 01 de julho de 2008

Resumo: A mídia tem sido crucial para toda a candidatura de Barack Obama, o que não é novidade, já que as únicas realizações de significância nacional em toda a sua carreira foram retóricas e midiáticas, provando que você não precisa saber dos fatos quando é um ignorante atrevido e tem a mídia a seu lado.

© 2008 MidiaSemMascara.org


Ao se tornar o candidato democrata à presidência dos EUA, para a alegria da mídia doméstica e internacional, o senador Barack Obama escreveu uma carta ao Ministro da Defesa como se ele já fosse presidente e estivesse se dirigindo a um de seus subordinados.

A carta termina assim: “Aguardo uma resposta imediata”.

Com as guerras do Iraque e Afeganistão ainda em andamento, um ministro da Defesa deve ter outras coisas com que se preocupar antes de elaborar uma “resposta imediata” a um candidato político.

Por causa das estatísticas, amplamente divulgadas, de que a taxa de suicídio entre os soldados americanos se elevou, o senador Obama diz querer saber do ministro, imediatamente:

“Quais mudanças o senhor fará para providenciar aos soldados no campo de batalha o apropriado tratamento médico?”.

“Qual tipo de treinamento o Pentágono tem dado aos profissionais de saúde que trabalham nas zonas de guerra para que eles reconheçam quem está a ponto de cometer suicídio?”.

“Que tipo de assistência o senhor providenciou para as famílias que estão aqui em casa para que elas possam reconhecer os fatores de risco de suicídio e, desta forma, ajudar os profissionais a prestarem assistência aos soldados necessitados?”

“Quais são os programas que o Pentágono tem implementado para reduzir o estigma que carrega alguém com problemas de saúde mental, de forma a que um maior número de militares procure a ajuda apropriada?”.

Tudo isso parece muito plausível, como muitas outras coisas ditas pelo senador Obama. Mas, como muitas das outras coisas, isso não se sustenta sob o devido escrutínio.

O que tem sido amplamente divulgado pela mídia é que o número de suicídios entre soldados americanos aumentou. O que não tem sido amplamente divulgado é que essa taxa maior de suicídios não é ainda tão alta quanto a taxa de suicídios entre grupos demograficamente comparáveis de civis.

Ninguém precisa ser lembrado de que suicídio é uma questão séria, quer entre soldados, quer entre civis. Mas a mídia tem agido de forma a criar a impressão de que é o serviço militar no exterior a causa dos suicídios entre os soldados americanos, quando se sabe que civis de mesma idade e mesmas características demográficas estão cometendo, em casa, suicídio a taxas ainda mais elevadas.

Ademais, esta não é a primeira vez em que o serviço militar é descrito na mídia como a causa de problemas que são piores na população civil no país.

O New York Times foi o primeiro a tratar na primeira página do jornal a questão dos homicídios cometidos por militares que voltam da guerra, colocando a culpa disso no “trauma de combate e no estresse da permanência na zona de guerra”. Por outro lado, o New York Post mostrou que a taxa de homicídio entre os veteranos de guerra é uma fração da taxa de homicídios entre os civis demograficamente comparáveis.

Em outras palavras, se os veteranos militares não são completamente imunes aos problemas encontrados na população civil no país, então os problemas dos veteranos são culpa do serviço militar – pelo menos para a mídia mais influente.

Saberá o senador Obama a relação entre os suicídios ou homicídios entre os veteranos militares e entre a população civil? Terão os fatos alguma importância para ele, comparados a uma oportunidade de ganhar alguns pontos políticos?

Talvez ainda mais importante: estará a mídia minimamente preocupada se o senador Obama sabe do que ele está falando? Ou esse simbolismo do “primeiro presidente negro” é tão importante, mesmo se isso significar um presidente com uma ignorância atrevida em tempos de perigo para a nação?

A mídia tem sido crucial para toda a candidatura de Barack Obama. Suas únicas realizações de significância nacional em toda a sua carreira têm sido retóricas e midiáticas.

Talvez a maior delas tenha sido ser candidato com uma imagem totalmente incompatível com o que ele realmente tem feito por décadas. Esse homem, que vai agora supostamente nos “unir”, tem trabalhado lado a lado e contribuído com seu dinheiro e com o dinheiro dos contribuintes com gente que procura nos dividir da forma mais demagogicamente grosseira.

Com toda a sua expressa preocupação com a guerra do Iraque, ele não pôs os pés lá por mais de dois anos – incluindo exatamente os anos em que progressos têm sido feitos contra os terroristas.

Você não precisa saber dos fatos quando é um ignorante atrevido e tem a mídia a seu lado.

Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

A “mão invisível” e o “espírito animal”

por João Luiz Mauad em 01 de julho de 2008

Resumo: A metáfora da mão invisível não pretende explicar que o mercado seja um sistema intrinsecamente perfeito, imune a falhas, ineficiências ou má administração, que funciona independentemente do bom planejamento, gerenciamento, controle, etc.

© 2008 MidiaSemMascara.org


“It is much simpler to buy books than to read them and easier

to read them than to absorb their contents.”

(William Osler)

É dura a vida de quem se propõe a falar sobre o que não está perfeitamente informado, especialmente quando se pretende criticar. Diz a lenda que alguns dos autores mais comentados de todos os tempos só foram lidos por muito poucos. Entre esses autores, estão os economistas Karl Marx, Adam Smith, John M. Keynes e Joseph Schumpeter, dentre outros menos cotados. O problema maior, nesses casos, é que a ignorância, combinada com julgamentos afoitos e precipitados, é o caminho mais curto para o dogmatismo.

Em recente artigo para a revista Veja, em que pretendeu defender uma espúria reserva de mercado para os administradores públicos, meu colega Stephen Kanitz cometeu alguns deslizes conceituais, deixando claro que, em algumas de suas críticas, falava do que não conhecia, ou melhor, que ouvira o galo cantar mas não sabia exatamente onde nem por quê.

Num texto de viés evidentemente intervencionista, o autor procura desqualificar os mecanismos de livre mercado, em prol de uma ideologia estatizante. Em um dos trechos do citado artigo, podemos ler o seguinte:

“Os seguidores de Adam Smith acham que os administradores em nada contribuem para a riqueza das nações. Eles acreditam que produtos chegam a nosso lar na hora certa, na quantidade certa, ao custo certo graças à "mão invisível" do seu deus "mercado". Outros acadêmicos, como Joseph Schumpeter e John Maynard Keynes, acham que o crescimento depende do "espírito animal" dos empresários e empreendedores com boas idéias, e não dos administradores que as fazem acontecer. Uma afronta a todo administrador.”

Ora, qualquer um que já tenha lido “A Riqueza das Nações” sabe perfeitamente que a imagem da “mão invisível” não tem qualquer similitude com aquilo que foi descrito pelo senhor Kanitz. Adam Smith jamais escreveu que a produção, a distribuição e a comercialização de produtos se dessem sem planejamento, gerenciamento e trabalho árduo. O escocês nunca diria semelhante bobagem. O que ele, textualmente, disse foi que "todo indivíduo está continuamente empenhado em descobrir os mais vantajosos empregos para os capitais sob seu comando. É o próprio lucro que ele tem em vista, e não o da sociedade. Porém, ao examinar o que melhor lhe convém, ele naturalmente, ou melhor, necessariamente, acaba preferindo aquele emprego que é mais vantajoso para a sociedade" .

Na passagem em que Adam Smith escreve sobre a mão invisível, ele diz, literalmente, o seguinte: “Orientando sua atividade de tal maneira que sua produção possa ser de maior valor, [o empreendedor] visa apenas a seu próprio ganho e, neste, como em muitos outros casos, é levado como que por uma mão invisível a promover um objetivo que não fazia parte de suas intenções. Aliás, nem sempre é pior para a sociedade que esse objetivo não faça parte das intenções do indivíduo. Ao perseguir seus próprios interesses, o indivíduo muitas vezes promove o interesse da sociedade muito mais eficazmente do que quando tenciona realmente promovê-lo.”

Esse é o verdadeiro sentido da famosa – porém não menos mal compreendida – “mão invisível”. É pela busca constante de seus próprios interesses que o empreendedor fomenta o interesse geral da sociedade, e não pela sua benevolência. O contexto da mão invisível não tem, portanto, qualquer tradução de falta de planejamento, execução ou controle administrativo. Em sua mais famosa sentença, Smith escreve que “Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu próprio negócio”.

A metáfora da mão invisível, portanto, não pretende explicar que o mercado seja um sistema intrinsecamente perfeito, imune a falhas, ineficiências ou má administração, que funciona independentemente do bom planejamento, gerenciamento, controle, etc. Pelo contrário, o mercado só funciona porque é um sistema extensiva e racionalmente planejado e bem administrado. Só que a administração capitalista se dá de forma pulverizada, através da ação de cada indivíduo. As pessoas planejam comprar imóveis, automóveis, eletrodomésticos, alimentos, roupas e tudo mais. Planejam que tipo de trabalho querem fazer e, conseqüentemente, que profissões deverão abraçar, bem como a quem devem oferecer as habilidades específicas que possuem. As empresas, por seu turno, planejam produzir novos produtos ou descontinuar os existentes; planejam alterar seus métodos produtivos ou continuar usando os atuais; planejam abrir filiais ou fechá-las; contratar novos trabalhadores ou demitir os atuais; aumentar seus estoques ou diminuí-los; fazer novos investimentos ou não.

De acordo com o professor George Reisman, "um gigantesco e extensivo planejamento econômico privado não somente existe, mas é totalmente coordenado, integrado e harmônico no capitalismo". Todo esse planejamento, dos indivíduos, das famílias e das empresas, está regulado por um mecanismo sólido, autônomo e extremamente eficiente, denominado "sistema de preços". Quem quer que planeje adquirir bens e serviços, de qualquer natureza, irá inevitavelmente considerar os respectivos preços e estará sempre pronto a mudar os seus planos em função das oscilações do mercado. Também os que pretendem vender alguma coisa levarão em conta a receita que podem auferir e estarão prontos a alterar seus planos na eventualidade de mudança nos preços praticados.

Kanitz mistura alhos com bugalhos quando pretende tirar o mérito dos empreendedores, que assumem os riscos do investimento, e entregá-lo aos administradores. A contribuição do trabalho destes últimos para o desenvolvimento econômico é tão importante quando o de qualquer outro profissional qualificado. Ou será que ele acha que administradores são mais importantes do que, sei lá, engenheiros ou médicos? No extenso processo de divisão do trabalho, todos têm sua contribuição a dar e não é porque sou formado em administração que vou achar que o meu trabalho é mais importante do que o dos demais.

Quando Schumpeter e Keynes se referiram ao “espírito animal” dos empresários, eles não falavam de habilidade e destreza profissional apenas, mas de obstinação, arrojo, ousadia, coragem para assumir riscos, espírito de liderança, capacidade de agregação, realização, inovação, etc. São os indivíduos que possuem essas virtudes que fazem as coisas acontecer, não os administradores. É evidente que um administrador pode ser um ótimo empresário. Mas nada justifica que se pense que os conhecimentos e habilidades de um bom administrador são suficientes para que ele se transforme num empreendedor de sucesso, pois isso depende de muitas outras virtudes, como vimos acima. Em resumo, regras e princípios administrativos são ferramentas poderosas nas mãos de um bom empresário, mas estão longe de serem suficientes.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Em Roraima, 'governo mundial' coloca Itamaraty em xeque

Em Roraima, 'governo mundial' coloca Itamaraty em xeque

Editoria on 24 Junho, 2008 09:16:00



20/jun/08 (Alerta em Rede) - A feroz e decisiva batalha que se trava em torno da forma de delimitação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, no nordeste de Roraima, tem ensejado nas últimas semanas uma insidiosa escalada da mobilização do aparato indigenista internacional controlado pelo Establishment oligárquico anglo-americano, visando pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF), a quem caberá a decisão final sobre o caso. O esforço tem incluído uma série de intromissões ostensivas nos assuntos internos nacionais por parte de indivíduos e organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras, que só têm paralelo na campanha semelhante realizada há duas décadas em favor da delimitação contínua da reserva ianomâmi, também em Roraima , diante das quais o Governo Collor sucumbiu em 1991.


A intensidade do esforço, encabeçado pela ONG britânica Survival International (SI) e suas virtuais filiais brasileiras, o Conselho Indígena de Roraima (CIR) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), denota a consciência de que se trata de um embate decisivo para os seus interesses desse aparato de "governo mundial" no Brasil, o que está levando os "indigenistas" a ações quase desesperadas, como a divulgação de informações falsas no exterior e até mesmo ameaças abertas às autoridades brasileiras.

Recorde-se que a ofensiva ocorre no contexto de uma série coordenada de atos agressivos cometidos por indígenas em vários estados, as quais culminaram com o covarde ataque ao engenheiro da Eletrobrás Paulo Fernando Rezende, em Altamira (PA), no qual este foi ferido por um golpe de facão, em 20 de maio último.

A escalada dessa investida está a exigir uma atitude determinada das autoridades brasileiras, em especial do Itamaraty, não cabendo mais qualquer tipo de tergiversação ou tolerância quanto às ações desse aparato contra os interesses do Brasil. Afinal, não é a primeira vez que o pretexto da "proteção" de tribos indígenas é empregado em investidas contra a soberania brasileira. Em 1904, depois de aceitar a arbitragem do rei da Itália, o Brasil perdeu para a Grã-Bretanha a soberania sobre mais de 15.000 km2 da bacia do rio Pirara, hoje território da Guiana, tendo Londres pretextado a pretensão de proteger "indígenas independentes" interessados em ser súditos britânicos. De fato, o território inicialmente reivindicado pela Grã-Bretanha, mas não aceita pela arbitragem, incluía o que atualmente constitui a área da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

Desafortunadamente, a atitude da diplomacia brasileira diante da agenda ambientalista-indigenista orientada contra o Brasil desde o final da década de 1980 tem sido, para dizer o mínimo, de uma complacência que tem contribuído sobremaneira para os numerosos sucessos daquele aparato intervencionista no País. Orientada, de início, por um "pragmatismo" míope motivado pelo desejo de não ver o Brasil prejudicado em órgãos multilaterais e negociações internacionais influenciados pelo crescentemente influente movimento ambientalista, tal complacência seria depois reforçada pela intenção de não dificultar o antigo sonho de consumo da Casa de Rio Branco, de integrar como membro permanente o Conselho de Segurança das Nações Unidas – pretensão que pode ser qualificada como uma autêntica troca de soberania por prestígio.

Esse fato não escapou à diretora da Survival International, Fiona Watson. Em uma raivosa carta publicada na Folha de S. Paulo de 4 de julho de 2005, em resposta a um artigo do general reformado Carlos de Meira Mattos publicado dias antes pelo jornal, no qual o militar expunha algumas integrantes daquele aparato internacional, ela confirmava que a SI integrara e integrava as campanhas para as demarcações das reservas indígenas ianomâmi e Raposa Serra do Sol, ambas em Roraima, e dizia textualmente:

O Brasil quer desempenhar um papel maior no mundo, com mais comércio, mais turismo e um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas, em troca, precisa levar a sério as suas obrigações internacionais: o Brasil ratificou a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os direitos dos povos indígenas e, agora, deve implementar essa convenção, que, entre outras medidas, obriga os Estados a reconhecerem o direito dos povos indígenas de possuir terras.


Além da Convenção 169 da OIT, o Brasil foi um dos signatários da Declaração dos Direitos Universais dos Povos Indígenas, aprovada pela ONU em setembro de 2007 e atualmente em exame pelo Senado Federal – cuja atitude não poderá ser outra senão a de retificar a decisão e retirar o País daquele capcioso tratado internacional.

Agora, o Itamaraty ver-se-á obrigado a tomar uma atitude firme frente à insidiosa campanha internacional da SI, CIR e CIMI, cuja desfaçatez só pode ser descrita como ultrajante para os brios da Nação. Está na hora de a Casa de Rio Branco deixar de lado pragmatismos e ilusões e juntar-se decididamente aos setores da nacionalidade que já perceberam que o País trava em Roraima uma batalha decisiva para as suas perspectivas de adentrar o século XXI como um Estado nacional perfeitamente soberano.



"Missão indígena" e fraudes na Europa

Na semana passada, a trinca Survival International-CIR-CIMI enviou à Europa uma "força-tarefa" indígena, para uma série de eventos de alto perfil midiático em favor da demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, incluindo encontros com autoridades governamentais e parlamentares em seis países. No roteiro, estão Espanha, Reino Unido, Bélgica, França, Itália e Portugal. A SI está tentando também um encontro dos indígenas com o Papa Bento XVI, mas até o momento em que escrevíamos a reunião não havia sido confirmada.

A "força-tarefa" é constituída por dois representantes dos indígenas da reserva favoráveis à demarcação contínua: o macuxi Jacir José de Souza, um dos principais líderes do CIR, e a coordenadora da Organização de Professores Indígenas de Roraima, Pierangela Nascimento da Cunha, da tribo wapixana.

Souza, um dos mais agressivos tuxauas do CIR, também encontra-se ativamente engajado em promover a limitação dos casamentos entre indígenas e não-índios, segundo ele, para evitar o convívio com "maus elementos". Na verdade, a iniciativa promove uma autêntica 'purificação étnica' e é um dos itens da agenda "etno-racista" que o aparato indigenista e seus cúmplices pretendem impor ao Brasil, no estado que tem os mais elevados índices de miscigenação étnica em sua população. [1]

Em 19 de junho, segundo um boletim postado no dia seguinte no sítio do CIMI, a dupla inaugurarou a sua turnê européia em Madri, onde foram recebidos por representantes da Agência Espanhola de Cooperação Internacional (AECI) e do gabinete da Secretaria de Estado de Cooperação Internacional. Além disso, reuniram-se com a Comissão Parlamentar de Cooperação Internacional do Congresso dos Deputados, que se comprometeram a enviar uma carta ao Governo Federal brasileiro e aos ministros do STF. [2]

A escala seguinte deverá ser Londres, onde a SI já se encontra engajada em uma ativa campanha para promover a visita, inclusive, recorrendo a uma das mais descaradas fraudes recentes envolvendo assuntos brasileiros, a qual, não obstante, denota cabalmente o modus operandi de tais grupos internacionalistas. No dia 20, a SI colocou com destaque em seu sítio [www.survival-international.org] uma nota com o bombástico título "Vídeo dramático mostra ataque a aldeia indígena".

O texto, ainda mantido no momento em que escrevíamos, era acompanhado por um vídeo que, supostamente, mostraria um ataque de "pistoleiros de aluguel" a uma aldeia macuxi na reserva Raposa Serra do Sol. Pela grande relevância dos fatos envolvidos, o transcrevemos na íntegra para a avaliação dos nossos leitores:

Um extraordinário vídeo divulgado pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) e a Survival International mostra o momento em que pistoleiros de aluguel atacam uma aldeia indígena macuxi no Brasil.

Embora os macuxis vivam em uma reserva oficialmente reconhecida, fazendeiros poderosos estão ocupando ilegalmente o território e recusam-se a sair. Pistoleiros contratados por estes fazendeiros atacam regularmente os índios. O governo do estado tem instado o Superior Tribunal do Brasil, pedindo-lhe que deixe os fazendeiros permanecerem nas terras indígenas. Uma decisão é esperada para o próximo mês.

O vídeo mostra pistoleiros disparando fuzis de assalto e lançando bombas de confecção caseira contra um grupo desarmado de macuxis. Acredita-se que os pistoleiros estavam a serviço de Paulo César Quartiero, que também é prefeito de um vilarejo vizinho. Dez macuxis foram feridos no ataque, seis deles crianças.

O Sr. Quartiero foi preso, mas já foi liberado. A polícia encontrou uma grande quantidade de armas em sua fazenda.

O vídeo foi feito pelo CIR.

Dois índios da área, Jacir José de Souza, o fundador do CIR, e Nascimento da Cunha (sic), estarão em Londres na próxima semana e disponíveis para entrevistas.


O diretor da Survival, Stephen Corry, disse hoje: "Depois que a Survival divulgou as fotos de índios não-contactados no Brasil, há três semanas, algumas pessoas disseram que tais tribos deveriam ser incentivadas a se juntar à sociedade. Esse vídeo extraordinário mostra o que eles podem esperar que a sociedade leve a eles – violência incessante, se eles tentarem simplesmente viver em paz em suas terras."

O que a SI fez foi nada menos que inverter os fatos reais. O que mostra o vídeo não é um ataque de "pistoleiros de aluguel a uma aldeia macuxi", mas a reação dos funcionários da fazenda de Quartiero a uma invasão de indígenas instigada pelo CIR, ocorrida no último dia 5 de maio. O fato de a invasão estar sendo filmada denota que os seus planejadores já contavam com uma reação violenta, com o intuito de gravar imagens "fortes" de indígenas feridos ou até mesmo mortos. Ademais, os invasores estavam notoriamente armados com bordunas e facões, como foi amplamente divulgado pela mídia brasileira na ocasião (e, como constatou o engenheiro Paulo Fernando Rezende, dias depois, facões são armas bastante eficientes quando se permite que seus portadores se aproximem o suficiente para usá-las).

Ou seja, a SI está divulgando uma farsa completa para sensibilizar o público britânico e promover a visita de Jacir José de Souza e Pierangela Nascimento da Cunha a Londres (é sintomático que a covarde agressão a Rezende tenha sido ignorada).

Mas o festival de fraudes não acaba aí. Em sua edição de 22 de junho, o jornal The Observer desfaz a outra história promovida pela SI, a da "tribo perdida", que divide os destaques da página de abertura do sítio da ONG com o "ataque à aldeia" e uma declaração do astro hollywoodiano Richard Gere sobre os motivos que o levam a apoiar a ONG britânica. A reportagem do editor de assuntos estrangeiros Peter Beaumont ("O segredo da tribo 'perdido' que não existia") não deixa margem a dúvidas:

(…) Agora, vem à luz que, longe de ser desconhecida, a existência da tribo já era conhecida desde 1910 e a missão encarregada de fotografá-la foi empreendida para provar que tribos "não-contactadas" ainda existiam em uma área ameaçada pela indústria madeireira. A revelação foi feita pelo homem que está por trás das fotografias, José Carlos Meirelles, 61, um integrante do punhado de sertanistas – especialistas em tribos indígenas – que trabalha para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) brasileira, que se dedica a procurar tribos remotas e protegê-las... Meirelles admitiu que a tribo já era conhecida há quase um século e que o encontro aparentemente casual que produziu as imagens já famosas não foi acidental... A Survival International, a organização que divulgou as fotos, juntamente com a FUNAI, admitiu ontem que a FUNAI já sabia dessa tribo nômade há pelo menos duas décadas. (...)

Outra fraude a menos.



Uma visita impertinente

Na mesma linha, enquadra-se a visita a Brasília do sociólogo mexicano Rodolfo Stavenhagen, ex-relator das Nações Unidas para os Direitos Humanos dos Povos Indígenas. A visita de Stavenhagen teve um alto perfil, incluindo uma ruidosa conferência na Universidade de Brasília (UnB), na qual ele chegou a afirmar que o caso da reserva roraimense poderia ser levado à Corte Interamericana de Direitos Humanos, caso a sua forma fosse alterada pelo STF.

Segundo ele, o caso seria comparável ao ocorrido na Nicarágua, em 2001, quando os indígenas mayagna da comunidade de Awas Tingni acionaram a Corte Interamericana, devido a uma concessão de exploração de madeira feita pelo governo nicaragüense a uma empresa sul-coreana, a qual, como se verificou depois, havia sido de fato feita irregularmente, contrariando os preceitos da própria Constituição do país.

"Foi um divisor de águas na jurisprudência internacional; foi a primeira vez que a corte interamericana assumiu a defesa aberta dos direitos dos povos indígenas... essa sentença é válida para o Brasil", disse Stavenhagen [3]

Na palestra, Stavenhagen, que ocupou o posto na ONU entre 2001 e abril deste ano, não mediu palavras para dar o seu "recado" às autoridades brasileiras:

Notícias de que a Suprema Corte e alguns ministros têm feito declarações contra essa conquista de direitos humanos são muito preocupantes.

O reconhecimento do território de acordo com a Constituição de 1988 e com a legislação internacional é um passo muito bom para os direitos humanos dos povos indígenas, derrubar isso seria problemático, uma grosseira violação dos direitos adquiridos.

(...) Eu falo da perspectiva dos direitos humanos dos povos indígenas, que sempre foram vítimas do racismo, e agora que tem direito adquirido a essas terras, o argumento que surge é o de que eles são ameaça. Esse argumento não é válido, não sei quais as motivações.

Stavenhagen também defendeu a retirada dos produtores de arroz da área da reserva, contrariando os fatos: "A situação [da reserva] é inteiramente legal, são eles que estão na ilegalidade, foram para lá mesmo depois da demarcação." Como se sabe, alguns dos arrozeiros estão na região há décadas.

O sociólogo mexicano afirmou ainda que informará o seu sucessor na ONU, James Anaya, e o Conselho de Direitos Humanos da organização, sobre a situação que encontrou no Brasil.

Stavenhagen é um veterano participante de intervenções semelhantes. Em 1997, também a serviço da ONU, ele esteve no Chile para averiguar a oposição que os indígenas mapuches faziam à construção de empreendimentos de infra-estrutura e à exploração florestal em terras consideradas ancestrais, inclusive, com ações violentas, como invasões de propriedades e incêndios criminosos. Na ocasião, ele criticou como ilegais as sentenças de prisão impostas a alguns dos líderes mais agressivos de tais atos.

As declarações de Stavenhagen foram firmemente rebatidas pelo ministro Carlos Ayres Brito, do STF, relator do caso da Raposa Serra do Sol, que, em entrevista ao canal Band News (13/06/2008), foi enfático:

'Aqui no Brasil, quem manda é o Brasil. Nós somos um Estado soberano e a ordem jurídica brasileira aqui incide em todo o nosso território com exclusividade.'

Esperemos que a determinação do ministro Ayres Brito seja compartilhada pelas demais autoridades brasileiras, inclusive o Itamaraty.

Quem é a Survival International
O perfil a seguir foi extraído do livro Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do Governo Mundial, de Lorenzo Carrasco (coord.), originalmente publicado em 2001 e atualmente em 11ª. edição.

Survival International

A Survival International (SI) é a seção de “assuntos humanos” do WWF. Foi fundada em 1969, com o patrocínio de sir Peter Scott, então presidente da WWF, para oferecer financiamento para “ajudar os povos indígenas a proteger suas terras, seu meio ambiente e seu modo de vida”, eufemismo para a criação de enclaves onde habitam os indígenas com autonomia sobre o solo e subsolo de seus “territórios” sobre os quais as nações onde se localizam exerceriam o que denominam “soberania limitada”.A SI foi fundada visando a criação da gigantesca reserva ianomâmi no Brasil e na Venezuela.

Em 1971, o antropólogo britânico Robin Hanbury-Tenison, então presidente da SI, empreendeu viagens exploratórias à América do Sul, cujos roteiros coincidiram com os eixos naturais de integração do subcontinente. Em seu livro Worlds Apart, o próprio Hanbury-Tenison apresenta um mapa onde demonstra esta preocupação e revela que a importância estratégica de seus roteiros lhe fora indicada pessoalmente pelo príncipe Philip.

Em 1976, a equipe da SI , encabeçada por Kenneth Taylor e pelo antropólogo Bruce Albert, foi expulsa do Brasil. Em 1980, Marcus Colchester, antropólogo britânico e colaborador da SI, publicou uma proposta para criar um parque em território venezuelano fronteiriço com o Brasil. Em 1985, a Organização dos Estados Americanos (OEA) instou o governo brasileiro a criar um parque Ianomâmi para preservar seus costumes e sua “cultura”.

Em 1989, a SI levou o líder Ianomâmi Davi Kopenawa em uma turnê pela Europa, durante a qual recebeu uma enorme cobertura da imprensa internacional.

Notas:
[1]Roraima: índio quer minério, autonomia, e promove ‘purificação étnica’, Alerta Científico e ambiental, 01/05/2008
[2]A cooperação e o diálogo marcam encontros de lideranças indigenas com autoridades espanholas, CIMI, 20/06/2008
[3]Índios de Roraima têm chance em corte internacional, diz ex-relator da ONU, BBC, 12/06/2008

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Transnacional de inteligência empresarial constata que servidores públicos e militares são alvos de grampos

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Transnacional de inteligência empresarial constata que servidores públicos e militares são alvos de grampos

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Exclusivo – Por causa do enorme endividamento no crédito pessoal ou consignado, os militares brasileiros, sejam das forças armadas ou das forças auxiliares, e demais servidores públicos precisam tomar cuidado redobrado com o que conversam ao telefone. Todos estão grampeados ou com seus e-mails monitorados. A privacidade destes profissionais foi para o saco há muito tempo. Os serviços de inteligência militares não sabem como lidar com o problema.

Empresas terceirizadas de inteligência e segurança, principalmente as ligadas ao sistema financeiro, andam vazando informações sobre devedores. As informações são trocadas para empresas de cobrança. O cruzamento de dados é usado para garantir um cerco ao cliente que deve na praça. Mas o mesmo sistema serve para monitorar os hábitos, conversas telefônicas e até o IP (Internet Protocol) dos devedores. Se o militar ou funcionário público tem “importância”, o conteúdo de sua conversa ganha importância no mercado negro de informação e contra-informação.

O sistema de arapongagem ilegal contra os servidores públicos, militares ou policiais, foi identificado por uma grande transnacional, da área de logística no setor de petróleo, que investe pesado no monitoramento de políticos e de altos servidores das Forças Armadas. A varredura desta empresa confirmou que existe um esquema paralelo de vigilância ilegal da privacidade das pessoas, cujas informações são usadas para conceder crédito ou para pressionar quem deve na praça ou tem o “nome sujo”.

Os militares e funcionários públicos se transformaram em presa fácil do “sistema” porque hoje sobrevivem pendurados no cheque especial ou no crédito consignado (com desconto em folha de pagamento). Além disso, no mar de denúncias contra a administração pública, os servidores viraram “alvos preferenciais” de investigações. As companhias telefônicas fornecem ao Ministério Público (Federal e Estadual) os cadastros de clientes que se identifiquem como “funcionários públicos”, “militares” ou “policiais”.

Crime contra o desempregado

Nenhuma empresa pode usar informações da Serasa (que mais parece um SNI dos Bancos) na seleção de pessoal, impedindo que alguém com dívidas deixe de ter o direito elementar a um emprego.

A Manpower Staffing Ltda., do Paraná, foi condenada pela Justiça do Trabalho a abster-se de tomar informações na Serasa como requisito para a realização de contratações de novos funcionários.

Quem bateu o martelo foi a Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, considerando que a empresa usava as informações com o único objetivo de discriminar empregados ou candidatos a emprego.

Bisbilhotice econômica ilegal

A decisão judicial foi resultado de uma ação cível pública movida pelo Ministério Público do Trabalho do Paraná, a partir de investigação realizada contra a Innvestig Consultoria Jurídica de Segurança Ltda. (que fornecia dados criminais, trabalhistas e creditícios dos candidatos a emprego).

Segundo o MPT, a Manpower utilizava os serviços da Innvestig desde 2002, prática que possibilitava a discriminação contra trabalhadores que possuíssem restrições.

A empresa pesquisava antecedentes criminais, ações trabalhistas dos candidatos a emprego e sua condição econômico-financeira , com base em cheques devolvidos ou títulos protestados com registro na Serasa.

O problema é que nada acontece com a poderosa Serasa, que hoje é uma transacional controlada pelo Experian Group, da Inglaterra.

Sábia decisão

Quanto à utilização de informações creditícias, os desembargadores trabalhistas consideraram que a Serasa se destina somente a consultas com o intuito de verificar a idoneidade de clientes (futuros devedores) e não de empregados, que, na verdade, são credores dos salários.

Afinal, se um candidato a uma vaga de emprego tem dívidas, isso não pode ser fator impeditivo da contratação.

Ao contrário, segundo raciocínio correto dos julgadores da Justiça Trabalhista, a obtenção de trabalho possibilitará que ele salde suas dívidas.

Chamem o Tuma

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Alerta Total

Chamem o Tuma

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) ficou fulo da vida com o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Motivo: Ustra o colocou na lista de testemunhas de defesa do processo em que o Ministério Público tenta obrigá-lo a arcar até com as despesas da União com indenização de presos políticos que acusam o militar de comandar um esquema de torturas e mortes – o que o coronel nega com provas históricas e documentais.

Na época em que Ustra foi comandante do DOI-CODI paulista, entre 1970 e 1974, o então delegado Tuma era um dos homens fortes da inteligência do regime militar.

Naquele tempo, Romeu Tuma, como delegado da Polícia Civil, era o elemento de ligação entre o Comando do II Exército e o Departamento de Ordem Política e Social, órgão no qual estava lotado.

Freqüentador assíduo

O argumento de Ustra para chamar Tuma é que o então delegado acompanhava de perto aos trabalhos dos órgãos de repressão que prenderam adversários do regime, em particular integrantes de organizações armadas.

No texto de sua defesa, Brilhante Ustra lembra que o trabalho do delegado Tuma consistia em realizar inquéritos relativos às prisões realizadas pelo DOI.

Quem atuou no DOI-Codi lembra que Tuma lá comparecia praticamente todos os dias ao DOI e que teria conhecimento de tudo o que acontecia ali.

Testemunha-chave

Ustra sustenta que nunca participou de torturas nem autorizou qualquer tipo de violência contra presos políticos

Em carta enviada à revista Época, o coronel Ustra recorda que o então delegado Tuma tinha função de registrar legalmente as prisões efetuadas pelo DOI.

Em suas palavras, se alguém foi “estraçalhado” no porão militar, Tuma também viu tudo.

Vai dar Boi ou bode?

Embora cumprisse tarefas de “inteligência” na investigação das organizações de esquerda, misteriosamente, até hoje, Romeu Tuma nunca foi denunciado por envolvimento em tortura ou assassinatos.

Atualmente filiado ao PTB, o senador Tuma integra a base parlamentar do governo Lula, de onde têm partido sinais de estímulo à reabertura de investigações dos crimes ocorridos durante a ditadura militar e também sobre o papel de Ustra à frente do DOI.

Além disso, Tuma tem um acordo “moral” com um grande sindicalista daquela época, cujo codinome era “Boi”, e que colaborava com informações estratégicas para os órgãos de repressão.

Se Tuma vier a público contar a verdadeira história do Boi, vai dar o maior bode...

Manobra abortista

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Manobra abortista

Alerta Total

A base desgovernista quer acelerar a votação do Projeto de Lei n° 1.135/91, que pede a supressão do artigo do Código Penal que torna crime a gestante praticar aborto, uma matéria polêmica que tramita há 17 anos na Câmara.

Por isso, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados realiza na próxima quarta-feira, às 14h, audiência pública para discutir o projeto de lei que trata da descriminalização do aborto.

A audiência foi proposta pelo relator da matéria, o presidente da comissão, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Foram convidados para a audiência o ministro da Saúde, José Gomes Temporão; a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres,; o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa; e a presidente do PSOL, Heloísa Helena.

Injustiça programada

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Alerta Total

Injustiça programada

Nada menos que 641 testemunhas de defesa vão tentar aliviar a barra dos 39 réus do escândalo do mensalão, no julgamento do Supremo Tribunal Federal, que só deve terminar lá para 2014, quando o Brasil estiver sediando a Copa do Mundo e Lula for candidato novamente a presidente da República.

Só o ex-ministro José Dirceu, processado por cinco crimes, terá 40 testemunhas.

Existe o risco real de algum investigado se livrar da pena antes mesmo de ser julgado, caso o processo se estenda até 2015, quando as práticas de formação de quadrilha prescrevem para os acusados.

Otimista

Antes de ouvir as testemunhas de defesa, a Justiça ainda tem que interrogar as 41 testemunhas de acusação, todas indicadas pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, faz uma estimativa mais otimista para a conclusão do caso.

Ele acredita que os réus poderão ser julgados em 2011.