sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A esquerda que se opõe à esquerda

Mídia Sem Máscara

Às vezes me pergunto como seres como estes, dentro de suas camas, não têm consciência do monstro que criaram? E agora, demagogicamente, o Sr. Bicudo e Arns vêm em defesa da democracia que tanto ajudaram a destruir?

Jornalistas, juristas, intelectuais, artistas, professores, enfim, gente envolvida da USP e da nata da inteligentsia paulistana, criaram o alardeado "Manifesto pela Defesa da Democracia", contra os desmandos e perigos do governo Lula para as liberdades civis e políticas e instituições democráticas, além da ameaça contra a liberdade de imprensa. Muitos blogs e sites de tendências não-esquerdistas estão apoiando o tal manifesto. No entanto, embora alguns liberais e conservadores estejam empolgados com essa declaração, na prática, porém, alguma coisa está errada com esse movimento.

É que na verdade, quem encabeça a declaração de defesa do sistema democrático são as mesmíssimas criaturas ressentidas que promoveram o governo atual. Que moral tem esquerdistas históricos como o "jurista" Hélio Bicudo, o "jornalista" Arnaldo Jabor, o "filósofo" Arthur Giannotti, o cardeal bolchevista chique Dom Paulo Evaristo Arns em criticar o governo Lula, se foram, muitas vezes, seus fiéis promotores? Que moral eles têm em criticar um governo que julgam "antidemocrático", se sempre se engajaram na ideologia totalitária do PT? Seria muita ingenuidade crer que essas sumidades intelectuais e políticas paulistanas desconhecessem os intentos ditatoriais do governo atual.

Os liberais e os conservadores, como sempre, prestam-se a fazer pose de bobos, de massa para outras esquerdas. Na pior das hipóteses, as pessoas realmente defensoras da democracia não têm voz própria que defina o caráter dos seus valores. Pelo contrário, para criticar as esquerdas, tem que ser de esquerda ou passar pelo seu crivo. Ou na pior das hipóteses, participarem de uma espécie de ecumenismo ideológico com ela. Há gente que acredita piamente que dialogar com a esquerda dita "democrática" ou se unir a ela é prova de tolerância, de bom senso, de espírito pluralista. Na verdade, o Manifesto dito "democrático" apenas reitera o elemento totalitário esquerdista no âmbito da cultura ou da política. Por mais que haja um credo liberal em alguns tópicos do texto, na prática, contudo, é a esquerda fazendo oposição contra a esquerda.

Alguém poderia objetar afirmando que a democracia deve ser um consenso entre os grupos políticos e sociais e que tal manifesto tem a vocação de unir tendências diferenciadas de ideologias na sociedade. No entanto, quando a esquerda controla até as manifestações oposicionistas da chamada sociedade civil, não se pode dizer que isso é pluralismo. Se os liberais e os conservadores, carentes de representatividade ou organização própria, precisam de seres toscos como o Sr. Hélio Bicudo ou Dom Paulo Evaristo Arns, históricos petistas, é porque realmente não existe pluralidade alguma.

O mesmo se pode dizer do PSDB. É muita ingenuidade acreditar que o tucanato seja, de fato, uma oposição séria ao PT. Na verdade, percebe-se que são duas faces da mesma moeda, dois partidos cujas origens históricas e intelectuais são comuns. Dilma Rousseff era terrorista e José Serra era amiguinho de grupelho pseudo-católico, a Ação Popular, que virou terrorista. Fernando Henrique Cardoso e Arthur Giannotti eram marxistas históricos que viraram tucanos de ocasião, ora rendendo loas à social-democracia, fazendo concessões ao mercado, ora apoiando a revolução cultural gramsciana. Se alguém foi responsável pela expansão das mazelas culturais esquerdistas atuais, o PSDB tem sólida contribuição, divulgando em massa a ideologia politicamente correta que assola a educação, o linguajar, o pensamento e o imaginário do país. O PSDB e o PT são solidários no crime de destruírem o país na alma.

Neste ínterim, mais uma vez, os liberais e os conservadores servem de coro para essa gente, na falta de opção. Vazios de estruturas próprias, acreditam em cada promessa dessa esquerda dita "democrática" e se atomizam, cada vez mais, na sua falta de identidade e organização política. Em outras palavras, as pessoas que fazem oposição ao governo Lula mal percebem o tipo de controle que há nestas manifestações. A briga é tão somente do petismo e do tucanato fora do poder contra o petismo que está no poder. Os liberais e os conservadores apenas dão força à máscara da hegemonia cultural e política das esquerdas.

Eu jamais me aliaria a Hélio Bicudo ou ao cardeal bolchevista Arns para a defesa da democracia. Aliás, eles, como católicos, são tristes, indignos e lutaram pelas causas mais inimigas da Igreja Católica. É uma das esquizofrenias estranhas da chamada "esquerda católica": são aliados políticos dos abortistas, dos materialistas, dos comunistas, dos ateus militantes, dos apologistas do movimento gay, dizendo-se crentes em Deus, defensores da tradição matrimonial e da vida. Tal conduta política beira a mais completa burrice e estupidez. Ou mesmo a safadeza intelectual. Às vezes me pergunto como seres como estes, dentro de suas camas, não têm consciência do monstro que criaram? E agora, demagogicamente, o Sr. Bicudo e Arns vêm em defesa da democracia que tanto ajudaram a destruir?

Outro "filósofo" partícipe da "defesa" da democracia, o Sr. Roberto Romano, em entrevista à Revista Veja, na data do dia 29 de setembro de 2010, falou algo que se aproxima de uma inverdade filosófica. Perguntado a respeito das inspirações intelectuais de Lula, ele responde: "Lula nunca foi um estudioso das teorias da esquerda. . .Isso vem desde seus tempos de sindicalista, quando mobiliza massas. Não é um conhecimento ao modo da esquerda clássica, que passaria pelo estudo da obra do italiano Antonio Gramsci ou da prática do revolucionário russo Lênin. É um conhecimento intuitivo. Digo isso porque, quando ele encontra resistências na imprensa, considera aquilo um desserviço direto à sua personalidade".Ué? Por acaso Lula fabrica sua imagem sozinho? O séquito de gramscianos e marxistas que o apóiam não conta para a formulação e consolidação de sua personalidade autoritária e de seu poder pessoal? E desde quando o desprezo pela livre imprensa é uma qualidade apenas de Lula? Não me conste que Gramsci e Lênin desse ouvidos à liberdade de imprensa. O último, inclusive, achava um capricho bem burguês, eliminando-a, de fato, quando se tornou ditador da Rússia.

O Conselho Federal de Jornalismo, que pretendia censurar a liberdade de imprensa, não foi idealizado por Lula, mas pelos leninistas e gramscianos que Roberto Romano tenta omitir dentro das estruturas ideológicas do petismo. Mesmo a Confecom, Conferência Nacional de Comunicações, reunião de jornalistas comunistas vendidos que exigem o "controle social" da imprensa pelo governo, provém justamente das cartilhas de Antonio Gramsci e Lênin. Apresentando assustadora desonestidade intelectual, típica de uma certa esquerda que finge ter desilusões com o totalitarismo, ele ainda acrescenta: "Nesse ponto, ele está mais próximo dos caudilhos sul-americanos." Ou seja, ainda que Lula tenha o apoio das esquerdas latino-americanas e dos Partidos Comunistas, ainda que seu governo aplique, nas entranhas do Estado brasileiro, as teses gramscianas e leninistas de estrutura de poder, claro, a culpa da esquerda ser de esquerda nunca é da esquerda: é coisa de caudilhos de direita.

Roberto Romano parte desse mesmo joguinho, numa certa "Carta à Esquerda", em uma publicação de 04 de agosto de 2010, no Estado de São Paulo, onde critica a posição do governo Lula em relação ao Irã. Os seus exemplos de posturas consideradas "éticas" para a esquerda constituem um problema, por assim dizer, "ético". Assim diz: "Caso os senhores ainda se imaginem na ala esquerda, deveriam atentar para a escolha de algo que define a sua dignidade: preferem a truculência palaciana ou a "avacalhação" da praça? Optando pela primeira, os senhores entram para o clube de Mussolini, Francisco Campos, Filinto Müller, Pinochet e similares. Se a escolha for pela segunda, aceitem os cumprimentos de Sobral Pinto, García Lorca, Pablo Neruda, Evaristo Arns, Vladimir Herzog".

Para esse tipo considerado "intelectual", ser de esquerda já implica um valor ético por si mesmo. No estreito mundinho do Sr. Romano, não existe o século XX do totalitarismo soviético e similares. Quando as esquerdas são totalitárias, não são esquerdistas, são "fascistas". Malgrado essa forma de raciocínio dialético-stalinista do século passado (rotular todo mundo aleatoriamente de "fascista" é uma invenção da propaganda da antiga NKVD soviética), ainda me pergunto e me escandalizo como um doutor da UNICAMP escreva barbaridades para defender alguém como Pablo Neruda, um puxa-saco de Stálin e do Partido Comunista, que dentre outras pérolas, apoiou a invasão da Tchecoslováquia pela União Soviética? Esse é seu exemplo de resistência? A questão de Roberto Romano e de alguns indivíduos da inteligentsia esquerdista é a de negarem a responsabilidade pelos fatos concretos de suas ideologias e militância.

Os liberais e os conservadores que assinam este manifesto se enganam em achar que tal protesto contra o proto-totalitarismo petista esteja num universo de pluralismo político. Ainda que por falta de opção, o manifesto seja assinado por muita gente honesta e defensora dos valores democráticos, na prática, porém, é apenas briguinha de menchevique revoltadinho contra bolchevique. Kerenski, o menchevique socialista revolucionário da Duma, que armou os seus inimigos bolcheviques contra os conservadores, faria a mesma coisa. O Manifesto de Defesa da Democracia é a reclamação patética dos Kerenskis da vida que, ao darem de mãos beijadas o poder aos bolchevistas, choram a perda do próprio poder.

Ann Coulter abala evento gay atacando “casamento” gay

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A decisão de Coulter de aparecer no evento não foi em si sem polêmica; ela realmente perdeu um convite para dar uma palestra na Conferência "Retomando os EUA" em 17 de setembro em Miami, Flórida, patrocinada por WorldNetDaily, depois que foi anunciado que ela havia aceitado o convite.

NOVA IORQUE, EUA, 28 de setembro de 2010 (Notícias Pró-Família) - A comentarista conservadora Ann Coulter permaneceu fiel à sua reputação de provocar polêmica durante um discurso para homossexuais conservadores em Nova Iorque no sábado, dizendo-lhes que eles não precisam de direitos especiais e que o casamento é a união de um homem e uma mulher.

De acordo com as reportagens, Coulter encantou, com várias piadas, sua audiência de 150 pessoas importantes na HomoCon, evento gay para levantar dinheiro para o GOProud [entidade de republicanos homossexuais], confessando que foi difícil sair do armário e dizer aos pais dela que eles eram conservadores.

Mas então a famosa palestrante, que costuma falar sem rodeios, disse para sua audiência: "Eu devia ter advertido vocês: nunca deixei de convencer os gays a cair fora desse negócio de casamento gay".

Em sua reportagem, o site Talking Points Memo disse que Coulter explicou para a multidão que ela apoia o casamento como a união de um homem e uma mulher, pois a essência dessa instituição é fundamentalmente sobre a procriação de filhos.

Coulter então declarou com franqueza que manter o casamento definido e restrito para casais heterossexuais não viola os direitos civis dos homossexuais. Ela também disse que o "casamento" de mesmo sexo está sendo "imposto sobre os americanos pelos tribunais".

O casamento, disse ela, "não é um direito civil - vocês não são negros".

Coulter comentou de forma irônica que a endinheirada comunidade homossexual mal se parece com um grupo oprimido - principalmente quando comparada a outras minorias que têm um longo histórico de opressão social.

"Os negros devem estar olhando para os gays e dizendo: 'Por que é que não podemos ser oprimidos desse jeito?'" disse Coulter.

Durante uma sessão de perguntas e respostas com Chris Barron, presidente de GOProud, Coulter pareceu concordar que os políticos que apoiam o casamento tradicional, mas adotam leis de divórcio sem determinação de culpabilidade, estão se envolvendo em hipocrisia, e que os políticos pró-casamento deveriam defender a revogação das leis de divórcio sem determinação de culpabilidade.

O evento, que foi patrocinado pelo GOProud, foi realizado num luxuoso apartamento que dá para a Praça da União em Nova Iorque. O apartamento pertence a Peter Thiel, fundador do PayPal. O site Politico descreveu o GOProud como uma versão gay do Tea Party [moderno movimento conservador de contestação ao sistema socialista] "com ternos escuros bem-feitos no lugar dos uniformes militares".

Coulter também mirou as políticas federais de bem-estar social, as quais ela culpou por estarem demolindo ainda mais a sociedade por meio da desintegração do casamento. Coulter atribuiu o problema de mais jovens voltando-se para o crime ao crescimento no número de mães solteiras, e culpou as políticas assistencialistas do governo por "subsidiarem a condição de mãe solteira" e provocarem o declínio do casamento na comunidade negra.

Coulter também disse para a audiência da HomoCon que eles têm de apoiar o movimento pró-vida, pois "logo que descobrirem o gene gay, vocês sabem quem é que vai ser abortado".

Ela também lidou com a questão da educação sexual, dizendo que a maioria dos pais quer que seus filhos aprendam a ler e escrever, não sobre o "estilo de vida homossexual".

Antes do evento, muitos estavam especulando que Coulter se esquivaria de questões sociais conservadoras, e que em vez disso ela focaria em assuntos econômicos "de interesse comum", os quais a maioria dos membros do GOProud apoiaria. A decisão de Coulter de aparecer no evento não foi em si sem polêmica; ela realmente perdeu um convite para dar uma palestra na Conferência "Retomando os EUA" em 17 de setembro em Miami, Flórida, patrocinada por WorldNetDaily, depois que foi anunciado que ela havia aceitado o convite.

Contudo, Bryan Fischer, porta-voz da Associação da Família Americana - falando por si mesmo em seu blog - teve só palavras de louvor pelo discurso de Coulter no evento de GOProud, e pediu desculpas por criticá-la por ela ter concordado em aparecer no evento.

"Ann lidou direto com eles e lhes falou, ainda que não estivessem prontos para isso, algumas verdades sem rodeios", disse Fischer.

"Os homossexuais não têm nenhum direito de se casar e os homossexuais não podem reivindicar a condição de minoria oprimida. É por isso que os cristãos toleram muito quando se caçoa dos gays. Assim disse a principal palestrante na HomoCon, que recebeu uma boa grana para ofender seus anfitriões bem na cara deles.

"Ann, tudo está perdoado. Um pedido de desculpas jamais demonstrou ser uma atitude tão doce como agora", escreveu Fischer. "Você não mais é a 'Joana d'Arc da homossexualidade', conforme descrevi você no mês passado, você é agora Daniela na Cova dos Leões".

"Não a convidamos aqui porque estamos de acordo em tudo", disse o diretor executivo de GOProud Jimmy LaSalvia, de acordo com o jornal Daily Caller(DC). "Nós a convidamos aqui porque sabemos que ela dá um grande discurso e tivemos um grande diálogo sobre esse assunto de noite".

Por sua parte, Coulter disse para o DC que ela estava tentando persuadir os homossexuais conservadores de que o casamento realmente não era questão deles.

"A verdade é", disse ela, "eles já são contra o casamento gay, eles só não querem confessar isso publicamente. Estou tentando fazer com que esses gays saiam do armário".

Tradução: Julio Severo

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10092807

Obama, suas políticas anticristãs, e Jesus

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Kathleen Gilbert | 01 Outubro 2010
Artigos - Conservadorismo

A devoção de Obama ao aborto não é o único aspecto de uma agenda pública em conflito evidente com a cosmovisão cristã.

ALBUQUERQUE, Novo México, EUA, 29 de setembro de 2010 (Notícias Pró-Família) - Depois de reportagens de ceticismo generalizado acerca de seu cristianismo professado, o presidente Obama na terça-feira invocou os ensinos de Jesus Cristo como a inspiração para sua agenda pública, que ele chamou de parte de um "esforço para expressar minha fé cristã" - e logo em seguida defendeu a matança legalizada de bebês em gestação.

Quando uma professora assistente perguntou a ele o motivo por que ele era cristão durante uma sessão de perguntas e respostas na assembleia municipal na cidade de Albuquerque, o presidente respondeu: "Sou cristão por escolha".

O presidente confessou que seus pais "não eram gente que ia a igreja toda semana" e que sua mãe "não me criou na igreja". "Vim à minha fé cristã mais tarde na vida, e foi porque os preceitos de Jesus Cristo falaram comigo em termos do tipo de vida que eu queria levar - ser responsável por meus irmãos e irmãs, tratar os outros como eles me tratariam", disse ele.

Obama continuou: "E penso também que compreendendo que Jesus Cristo morreu por meus pecados me fez refletir na humildade que nós todos temos de ter como seres humanos, que somos pecadores e temos falhas e cometemos erros, e que só alcançamos a salvação por meio da graça de Deus. Mas o que podemos fazer, já que somos falhos, é ainda ver Deus nas outras pessoas e fazer o melhor que pudermos para ajudá-las a encontrar sua própria graça.

"E eu me esforço para fazer isso. Eu oro todos os dias para fazer isso. Penso que meu serviço público é parte desse esforço de expressar minha fé cristã", disse ele.

Mas o presidente então passou repentinamente a defender a matança legal de bebês em gestação quando a mesma mulher perguntou sobre impor restrições ao procedimento do aborto.

"Agora, com respeito à questão do aborto, realmente penso - o que quero dizer é que há leis a nível federal, estadual e constitucional que estão em vigor", disse ele. "E penso que essa é uma área em que acho que Bill Clinton tinha a fórmula certa há duas décadas - que o aborto tem de ser seguro, legal e raro".

Obama exortou a audiência a "reconhecer" a matança de bebês em gestação como "uma situação difícil e às vezes trágica com que as famílias estejam batalhando". "Penso que as famílias e as mulheres envolvidas são aqueles que devem fazer as decisões, não o governo", disse ele, acrescentando: "Penso realmente que há inúmeras leis que após certo período de tempo, os interesses mudam de tal forma que poderá haver algumas restrições, por exemplo, nos abortos realizados no último trimestre da gravidez, e de forma bem apropriada".

Como senador de Illinois e do Congresso dos EUA, Obama nunca votou a favor de uma restrição ao aborto, apoiando até mesmo o horrendo procedimento de aborto de nascimento parcial [onde o bebê é morto já em época de parto] e votando contra toda lei estadual para proteger os bebês que sobrevivessem durante uma operação de aborto.

Desde que chegou à Casa Branca, ele solidificou seu registro 100% pró-aborto buscando dar maiores financiamentos para organizações abortistas nos EUA e em outros países. Ao elaborar a reforma da saúde pública federal, o governo de Obama trabalhou intimamente com a Federal de Planejamento Familiar, a maior organização de aborto dos EUA, à qual ele prometera em 2007 que a saúde reprodutiva estaria "no centro, no coração" de seus planos de saúde pública.

A devoção de Obama ao aborto não é o único aspecto de uma agenda pública em conflito evidente com a cosmovisão cristã.

Obama tem adotado uma postura cada vez mais agressiva contra os valores cristãos sobre casamento e a família ao atrair grupos homossexuais de pressão política e vem promovendo o fim da Lei Federal de Defesa do Casamento, a revogação da proibição de homossexualidade assumida nas forças armadas dos EUA e a adoção gay. Obama também liderou com muito sucesso a inclusão do termo "orientação sexual" como uma característica protegida pelo governo federal junto com raça e religião nas leis federais contra "crimes de ódio".

Uma pesquisa do Centro de Pesquisas Pew em agosto revelou que aproximadamente um em cinco americanos crê que Obama é muçulmano, e só um em três crê que ele é adepto da religião que ele afirma; 43 por cento disseram que estavam incertos. A Casa Branca rapidamente respondeu às pesquisas de opinião pública, afirmando que "campanhas de desinformação" direitistas haviam produzido os resultados.

Entretanto, os céticos provavelmente permaneceram apáticos quando, depois que os resultados do Pew foram coletados, Obama apoiou a proposta de se construir um centro comunitário islâmico e mesquita perto do local onde ocorreu o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque. O presidente anunciou seu apoio num banquete na Casa Branca celebrando o jejum muçulmano do Ramadã.

Líderes cristãos estão expressando frustração com as afirmações de Obama de que ele é cristão, apesar de que ele tem deixado de frequentar cultos regularmente desde que ganhou a eleição presidencial de 2008, inclusive os cultos de Natal de 2008 e 2009.

Tradução: Julio Severo

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Publicado com o título Obama diz que ensinos de Jesus Cristo "falaram com ele" e então defende o aborto

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10092907

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O eleitorado e a militância

Mídia Sem Máscara

Terminado o pleito, das duas uma: ou a militância sairá mais forte, ou mais revoltada. Sua periculosidade é a mesma nos dois casos.

A diferença entre eleitorado e militância é a que existe entre um gás e um sólido. O primeiro pode concentrar-se num ponto por alguns momentos, mas acabará se dispersando no ar espontaneamente. O segundo só pode ser movido do lugar mediante algum esforço, proporcional à sua massa e peso.

As próximas eleições vão opor, à solidez maciça e ao peso formidável da maior militância organizada que já houve no País, a substância gasosa de um eleitorado espremido às pressas, anarquicamente, num recipiente que vaza por todos os lados. A militância, adestrada para praticar com boa consciência todos os crimes necessários à eternização da sua liderança no poder, já deixou claro que considera qualquer tentativa de divulgar esses crimes um atentado contra a democracia e - nestes termos - "contra a liberdade de imprensa".

Não se espantem com a enormidade desta última alegação. Ela só mostra que a inversão revolucionária de sujeito e objeto já se automatizou na mente das massas militantes ao ponto de tornar-se uma segunda natureza.

Nenhuma dose de fatos e argumentos pode nada contra isso. Nada pode contra isso o julgamento passageiro e difuso de milhões de eleitores. Militância não é uma tendência de opinião: é uma força física.

O problema, portanto, não é saber quem vai ganhar as eleições: é saber se essa força pode ser controlada pela mera pressão de um gás. Terminado o pleito, das duas uma: ou a militância sairá mais forte, ou mais revoltada. Sua periculosidade é a mesma nos dois casos.

Digo isso por um motivo muito simples.

Um partido político existe para concorrer a cargos eletivos, ocupá-los durante um tempo e ceder o lugar aos partidos adversários quando derrotado nas eleições. Cabem nessa definição o PSDB, o DEM, o PMDB e algumas outras agremiações.

Mas a militância petista e pró-petista nasceu e se constituiu com objetivos infinitamente mais amplos que os de qualquer desses partidos. Ela atua em todos os fronts da vida social e cultural, visando à mutação completa e irreversível da sociedade -- o que implica o controle definitivo, e não temporário, monopolístico, e não compartilhado, dos meios de ação política. Ela não ocupa espaços pelo período de uma gestão, como um candidato eleito: ocupa-os de uma vez para sempre, tomando como ameaça "golpista" qualquer veleidade
de removê-la do território que foi conquistado.

Se vencer, o esquema petista vai com toda a certeza proceder ao "salto qualitativo" que está preparando há mais de duas décadas, para substituir, ao governo de transição (que assim se autodefine o governo Lula nas discussões internas do partido), o começo da "construção do socialismo".

E se perder? Um partido político derrotado prepara-se para a revanche nas próximas eleições: a militância revolucionária, na mesma hipótese, simplesmente se mobiliza para defender as posições ocupadas, para assegurar que o resultado das eleições não venha a abalar em nada o poder de que desfruta, no governo e fora dele.

Ora, uma das expressões mais claras desse poder é o domínio que a militância exerce sobre o funcionalismo público federal. O governo pode mudar de mãos, mas o Estado vai continuar petista. Um presidente antipetista terá de escolher: ou vai governar cercado de inimigos, que farão tudo o que puderem para boicotar suas ordens, ou vai tentar demolir a máquina militante que se apossou do Estado.

Na primeira hipótese, será assombrado noite e dia pelo espectro da paralisia e do fracasso. Na segunda, vai enfrentar greves, invasões incessantes de prédios públicos, arruaças de toda sorte e eventualmente a possibilidade de uma insurreição armada.

Graças ao Foro de São Paulo, esta última hipótese é hoje muito mais viável do que na década de 60, não só no Brasil como na América Latina inteira. As quadrilhas guerrilheiras da época, frouxamente articuladas pela OLAS, Organização de Solidariedade Latino-Americana, eram apenas bandos de crianças, se comparadas ao poderio monstruoso da maior organização político-criminal já montada no continente (sob a proteção da mesma mídia que a ingrata agora acusa de golpista).

O que me pergunto é se políticos que morrem de pavor ante a simples hipótese de ser suspeitos de "direitismo" estão preparados para enfrentar qualquer coisa de mais perigoso que uma disputa eleitoral ordeira e pacífica. Se não estão, preparem-se. Vencendo ou perdendo as eleições, preparem-se.