segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Crimes e matanças no dia-a-dia

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

Crimes e matanças no dia-a-dia

Edição de Artigos de Terça-feira no Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Márcio Accioly

Sempre que se fala a respeito das condições de vida nas prisões brasileiras, masmorras medievais que não servem ao supostamente disposto (recuperar criminosos), ouve-se forte clamor de localizados setores das classes médias, numa grita que se multiplica.
Esses setores cuidam logo de associar tal abordagem ao sentimento de certa defesa “irracional” dos direitos humanos, em explícita legitimação da tortura. Mas não se toma qualquer providência com relação à verdadeira “fábrica de bandidos e loucos” em que estão transformados os nossos presídios.

Temos notícias de adolescentes encarceradas em prisões masculinas, engravidadas sob os auspícios do Estado (além de homicídios praticados por apenados, na busca pela ampliação de espaço em celas apinhadas), onde o ato de dormir só pode ser efetuado em rodízio.
Num país onde a pilhagem do dinheiro público tornou-se norma incontrolável, e os assaltantes dos recursos financeiros pertencentes à população estão, em grande parte, responsáveis pela guarda desses mesmos recursos, nada mais escandaliza.

Talvez, por isso, e só por isso, numa sociedade anestesiada por denúncias de roubos, homicídios e crimes hediondos (jamais punidos, pois patrocinados por considerável parcela dos seus dirigentes), ninguém esteja dispensando atenção à CPI do Sistema Carcerário que roda atualmente pelo país.

Fato lastimável! O Brasil está perdendo, dessa forma, excelente oportunidade de discutir a fundo uma das causas mais sérias de sua derrocada e desordem.

Somente a TV Câmara está acompanhando a CPI. Nos arquivos daquela emissora, segundo veterano profissional de imprensa (integrante da comitiva), pode ser encontrado banco de imagens capazes de transformar Sobidor, Treblinka e Auschwitz (campos de extermínio nazista), em espelhos de apropriada dimensão.

As redes de TV não se interessam pelo assunto. E, no Brasil, cuja tradição cultural é oral e visual (rádio e televisão), o assunto passa ao largo das preocupações do dia-a-dia, embora seja fator determinante na estruturação da sociedade.

O que mais impressiona nos presídios e celas de delegacias é a superlotação. De acordo com a ONU, o espaço que deve ser destinado a cada apenado é de 6m² (seis metros quadrados). Em Valparaíso (GO), em três celas com a dimensão de 12m², foram encontrados 30 prisioneiros, amontoados, impossibilitados em seus movimentos.

Não se trata de defesa pura e simples dos chamados direitos humanos, mas da constatação clara e direta de que o Estado brasileiro age, também, de forma criminosa, transformando em loucos aqueles a quem deveria cuidar e recuperar para o convívio.

Enquanto isso, cresce o número de crimes cometidos diariamente, com o esforço aberto da maioria dos dirigentes em escamotear dados oficiais, especialmente os que se referem a homicídios.

Em Pernambuco, na página mantida por conta do esforço pessoal de quatro jornalistas (http://www.pebodycount.com.br/home/index.php), tomamos conhecimento de que, em 55 dias (desde janeiro), 703 pessoas foram assassinadas.

Média capaz de deixar qualquer mandatário sem dormir, se nós vivêssemos num país que respeitasse cidadãs e cidadãos. Mas nada será feito e os dados estatísticos irão se perder em planilhas e promessas, enquanto a matança aumenta a escalada.

O certo é que, na desmoralização de um Estado ineficiente e passivo, os direitos humanos de todos, cidadãs e cidadãos, estão perdidos.

Márcio Accioly é Jornalista.

Alerta Total de Jorge Serrão

A fórmula da pobreza

A fórmula da pobreza

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 25 de fevereiro de 2008

Em 2003, o Brasil ocupava o 58º lugar no Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation. Em 2008, está em 101º lugar. A relação direta entre liberdade econômica e prosperidade é a coisa mais evidente do mundo. Se alguém tem dúvidas, basta conferir os primeiros e os últimos dez colocados da lista da Heritage. De um lado, Hong Kong, Singapura, Irlanda, Austrália, EUA, Nova Zelândia, Canadá, Chile, Suíça e Reino Unido. Na outra ponta, Coréia do Norte, Cuba, Zimbábue, Líbia, Burma, Turcomenistão, Irã, Belarus, Bangladesh e Venezuela. E estamos muito mais perto destes do que daqueles, pois a escala vai de 1 a 157 e temos a honra temível de estar no último terço da lista. Acima de nós, ficam ainda o Japão, a Áustria, a Dinamarca, a Alemanha, a Holanda, Taiwan e a Espanha. Abaixo, a Bolívia, Angola, o Vietnã, a Nigéria e Ruanda. Só agora entendo a famosa "opção preferencial pela pobreza", slogan do falecido Dom Helder Câmara que se tornou o emblema mundial da bondade esquerdista: ela não significa ajudar os pobres -- significa, simplesmente, ficar pobre.

O Índice da Heritage mostra com clareza máxima: a gestão Lula está estrangulando o capitalismo brasileiro, ao mesmo tempo que aposta nele para financiar seus programas sociais e garantir a boa imagem do governo entre os investidores internacionais.

Enquanto isso, ainda há nos círculos liberais quem jure que a opção socialista do partido governante é só jogo de cena para acalmar os "radicais", que no fundo Lula aderiu de coração à economia de mercado.

É claro que nem Lula nem ninguém no PT é socialista ao ponto de acreditar na supressão completa da propriedade privada dos meios de produção. Há muito tempo a esquerda mundial já desistiu dessa idéia, uma das mais idiotas que já passaram por uma cabeça humana. O que a esquerda quer agora é o controle indireto da economia, através de impostos e regulações restritivas, e mesmo assim só o suficiente para garantir o principal: o domínio sobre a mentalidade pública, a ditadura da engenharia psicológica. Mas o governo brasileiro já ultrapassou esse mínimo. Em contrapartida, é notável a prudência, a circunspecção com que vai impondo lentamente, suavemente, quase imperceptivelmente, os controles culturais que lhe interessam.

Na verdade, ele nem precisa se expor muito nessa área: os partidos ditos "de oposição" passam adiante dele, impondo por sua própria iniciativa os regulamentos politicamente corretos que a moda esquerdista exige.

Exemplo deprimente: antes mesmo da ascensão do PT ao poder, quando na esfera federal as políticas "anti-homofóbicas" eram ainda uma vaga sugestão, o governador de São Paulo, sr. Geraldo Alckmin, apressou-se em assinar a lei estadual nº 10.948, de 2001, que pune "toda manifestação atentatória ou discriminatória praticada contra cidadão homossexual, bissexual ou transgênero". Essa lei acaba de ser aplicada contra o cidadão Juliano da Silva, da cidade de Pontal, por ter chamado de "veado" um homossexual com quem discutia. A lei nada estatui contra chamar disso quem não seja homossexual, ficando claro portanto que o insulto só será punido se tiver pelo menos um fundo de veracidade. Antes de chamar alguém de "veado", portanto, certifique-se de que ele não o é. Legislações politicamente corretas transformam a Justiça numa palhaçada só para atender à prepotência de grupos ativistas. Os partidos de esquerda que as propõem sabem perfeitamente que o único objetivo delas é desmantelar o sistema desde dentro, criar a atmosfera de caos e anarquia necessária para que a conquista integral do poder por uma das facções – com exclusão de todas as outras – passe despercebida, que é exatamente o que está acontecendo.

A oposição "liberal" cai no engodo e acaba servindo ela própria de canal para a implementação dessas políticas, seja porque é tola o bastante para levar a sério os pretextos morais que as adornam, seja porque acredita que o politicamente correto é rentável em termos de votos. No primeiro caso, é vítima de ingenuidade moral, mas no segundo incorre numa estupidez política que dificilmente se poderia perdoar em indivíduos que têm alguma experiência em eleições.

No Brasil, gayzismo, abortismo e coisas do gênero não dão voto a ninguém. Podem garantir algum aplauso da mídia, mas quem disse que a mídia é tão influente quanto gosta de imaginar que é? Contra a tagarelice geral dos que se julgam donos da opinião pública, todas as pesquisas mostram as preferências acentuadamente conservadoras do povo brasileiro, que graças a um brutal erro de avaliação dos partidos "de direita", fica excluído da representação política. Os votos da maioria silenciosa estão à espera do candidato que tenha a coragem de falar em nome dela. Os políticos que deveriam fazê-lo preferem no entanto fazer-se de bons meninos ante o beautiful people esquerdista, em troca de nada mais que garantias mínimas para o livre mercado (v. O futuro da direita). E é claro que, quanto mais eles cedem no terreno moral e cultural, mais mínimas essas garantias se tornam. O livre mercado jamais é "causa sui": ele depende de condições culturais, morais e psicológicas que, uma vez anuladas em prol do politicamente correto, dão a um governo de esquerda todos os meio de colocar o capitalismo de joelhos sem que os próprios capitalistas ousem reclamar ou mesmo perceber o que está acontecendo. Hegemonia cultural é, no fim das contas, domínio sobre as consciências, especialmente as dos adversários. A presteza subserviente com que políticos soi disant liberais aderem ao programa cultural da esquerda ilustra o sucesso que vem tendo no Brasil a estratégia gramsciana da "revolução passiva", definida como uma oposição dialética na qual "somente a tese desenvolve todas as suas possibilidades de luta, até capturar os supostos representantes da antítese" ( Cadernos do Cárcere , vol. 5, p. 318).

O desempenho furiosamente regulamentador do governo Lula na lista da Heritage mostra algo que todo mundo já deveria saber: Quando você abdica de tudo em troca do livre mercado, acaba perdendo até o livre mercado.

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Michele Obama, esposa do pré-candidato democrata, disse que agora, pela primeira vez, se orgulha do seu país. Foi uma gafe de dimensões lulianas. O público agora acha que, no entender da candidata a primeira dama, os EUA não prestavam para nada até o advento de Barack Hussein Obama. A coisa fica pior ainda porque, se alguém não tem motivos para se queixar da sociedade americana, é a sra. Obama: ela subiu muito na vida como parte da elite privilegiada que teve acesso a Princeton e Harvard na onda das quotas, passando por cima de candidatos mais qualificados.

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Uma bandeira de Cuba e um cartaz de Che Guevara fotografados por acaso na parede do escritório oficial da campanha de Barack Obama em Houston despertaram finalmente a curiosidade da mídia para o óbvio dos óbvios: as ligações – antigas e fortes -- do candidato democrata com a esquerda radical. Até ontem, ninguém queria tocar no assunto.

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O namoro da imprensa esquerdista chique com John McCain acabou. Serviu só para evitar que os republicanos escolhessem um candidato genuinamente conservador, que ganharia as eleições sem grande dificuldade. Afastado o perigo, os encantos do velho guerreiro se diluíram da noite para o dia. De repente, a tendência a repentinos ataques de fúria, a mais notória falha de caráter de McCain, esquecida durante meses, voltou à pauta. Não se fala de outra coisa.

A boa notícia para McCain é que Michael Savage, o terceiro radialista mais ouvido do país, aderiu à campanha dele. Não dá para compensar a birra que o primeirão dos primeirões, Rush Limbaugh, tem com o candidato republicano -- mas que ajuda, ajuda.

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Segundo uma nota de Phil Brennan publicada no Newsmax e no Front Page Magazine ( So Much for Global Warming), a U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) informa que todo o gelo marítimo "perdido" do hemisfério norte voltou. Os níveis, que tinham baixado de 5 milhões de milhas quadradas para 1,5 milhão de janeiro de 2007 a outubro do mesmo ano, já são quase os mesmos de antes. E na Antártida a camada de gelo cresceu um terço acima do seu nível normal.

Isso deve esfriar um bocado o entusiasmo aquecimentista da própria NOAA, senão também o do sr. Al Gore.

Por que a Lei de Imprensa é o filão dos danos morais

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Por que a Lei de Imprensa é o filão dos danos morais

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com
Por Pedro Porfírio

"O País não pode prescindir de uma Lei de Imprensa, moderna e contemporânea. O exercício do jornalismo não pode estar submetido ao controle do Código Civil." (Celso Schröder, vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas)

Desculpe a franqueza, mas este País está cada da vez mais ridículo. Ridículo? Reconheço que estou sendo generoso. Onde campeia a mais exaltada mediocridade, onde os espertos manejam os cordéis de todos esses podres poderes, onde a percepção crítica evapora-se por todos os poros e os cérebros são encadernados por controle remoto em séries numeradas, a astúcia da farsa diversionista contamina muito mais do que aparenta.

Tem sentido essa festa de arromba para mais um ato monocrático e plenipotenciário de um astro do Poder Judiciário, no uso dessa perigosíssima ferramenta chamada LIMINAR, como se com ela estivessem nos livrando de um "entulho autoritário" que sobrevive há 19 anos desde a nova Constituição? É preciso esclarecer:

Primeiro: essa "decisão histórica" chove no molhado, já que a antiga Lei de Imprensa, mesmo mantida após a 1988, perde sua validade nos casos em que conflita com a Lei Maior. Não há, portanto, nenhuma novidade a comemorar.

Segundo: não sendo advogado, ouso dizer que houve mais uma vez a banalização da medida LIMINAR. Não se configuravam as premissas que devem se somar: o "periculum in mora" (perigo da demora) e o "Fumus boni iuris" (fumaça do bom direito).

Terceiro: sem uma Lei de Imprensa, caímos na vala comum do Código Civil, sujeitando-nos ao filão dos "danos morais", preferido por 9 em cada 10 reclamantes, porque, conforme o parágrafo primeiro do seu artigo 953, "se o ofendido não puder provar prejuízo material, CABERÁ AO JUIZ FIXAR, EQÜITATIVAMENTE, O VALOR DA INDENIZAÇÃO, NA CONFORMIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS DO CASO".

Quarto: a petição assinada pelo deputado Miro Teixeira em nome do PDT foi uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, mas em caráter genérico, não identificando nenhum direito lesionado. Poderia ser até matéria para o STF, mas sem fugir ao rito processual regular.

O próprio PDT assina uma Ação Direta de Inconstitucionalidade - a ADI 3994 - contra artigos da Lei 11.101/05, que ferrou de cara 9 mil trabalhadores da VARIG, cujos direitos trabalhistas foram solenemente desconhecidos. Na ação de agosto do ano passado, que criou o primeiro grande desconforto para o ministro Carlos Lupi, o PDT também requereu LIMINAR. E até agora, nenhuma fumacinha pintou no horizonte perdido.

Ao contrário: a petição dormita entre as pilhas de processos distribuídos ao ministro Ricardo Lewandowski, desde o dia 2 de agosto de 2007.

Vídeos de sucesso

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Vídeos de sucesso

O filósofo Olavo de Carvalho faz um desabafo contra o PT e seus parlamentares (principalmente contra o agora relator da CPI dos Cartões), revelando a ligação da política com o narcotráfico na América Latina.


Relembre também o discurso de 21 de junho de 2006, no qual o falecido senador Antônio Carlos Magalhães afirma que Lula é o maior ladrão do Brasil.

http://www.weshow.com/br/p/29508/acm_chama_lula_de_ladrao

“Só se salvarão os que sabem nadar”

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

“Só se salvarão os que sabem nadar”

Edição de Artigos de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Maria Lucia Barbosa

No Manual del Perfecto Idiota Latinoanericano, de Plínio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Alvaro Vargas Llosa, o capítulo sobre Cuba começa com a seguinte citação: “Só salvarão os que sabem nadar”. Explicam os autores, sendo que Montaner é Cubano, que a frase memorável pertence a um cantor de nome Cataneo e foi pronunciada na manhã de 8 de janeiro de 1959 quando Fidel Castro entrava em Havana. Acrescentam que desde então Cataneo ficou conhecido como o profeta.

Fidel e seus guerrilheiros provocaram entusiasmo e simpatia e a população cubana apoiou, através de suas organizações, o líder que prometia trazer para o país progresso e justiça ao derrotar o ditador Fulgêncio Batista, golpista que depusera em 10 de março de 1952 o presidente Carlos Prío Socarrás. Também a América Latina sucumbiu ao carisma daquele salvador da pátria que prometia restituir a Cuba as liberdades que a ditadura de Batista confiscara ao povo.

Entretanto, como é comum acontecer nas revoluções, Fidel Castro traiu os anseios dos cubanos e se tornou um dos mais sanguinários ditadores latino-americanos. Antes, paladino da liberdade subtraída por Batista, no poder reprimiu com mão de ferro os que não concordavam com ele.
Conforme dados citados por Reinado Azevedo em artigo na Veja de 27/02/2008: “Fidel mandou matar em julgamentos sumários 9.479 pessoas”. “Estima-se que os mortos do regime cheguem a 17.000”. E conforme a professia de Cataneo, dois milhões de cubanos fugiram para os Estados Unidos, sendo que não foram poucos os que morreram tentando a travessia para a liberdade. Mostra Azevedo, que isso corresponderia a “27 milhões de brasileiros no exílio”.

Este é o herói, o estadista, o humanista, o democrata exaltado por Lula da Silva, Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Frei Betto e tantos outros como José Dirceu que chora diante do comandante e adquiriu sua segunda cara em Cuba. Dirceu, outrora guerrilheiro marxista sem-tiro é agora capitalista inserido na globalização e gerentão dos negócios do chefe.

Dois anos depois de apear Batista Fidel fez aliança com a União Soviética e o regime comunista foi estabelecido formalmente em Cuba em abril de 1961. Contudo, apesar de Cuba passar a ser sustentada pela potência comunista, Fidel só conseguiu produzir miséria. Os alimentos foram racionados (e continuam), o salário do trabalhador cubano foi aviltado (e assim permanece), todas as liberdades, incluindo a religiosa, foram anuladas.

A pobreza dos cubanos é culpa dos Estados Unidos por conta do embargo, dirá esquerda, inclusive, a petista, que hoje pratica marxismo de mercado e esbanja luxo e consumo através dos cartões corporativos.

A culpa norte-americana é uma das mentiras inventada por Fidel e disseminada largamente. Mas o que de fato existiu foi uma proibição de comércio de empresas dos Estados Unidos com Cuba, como represália aos confiscos do governo cubano a propriedades norte-americanas. Isso, contudo, nunca impediu que produtos dos Estados Unidos chegassem à Ilha vindos do Canadá, Venezuela ou Panamá.

Com o colapso do império soviético Cuba passou por maus pedaços. Foram, então, encorajados investimentos estrangeiros. Para tanto o comunista Fidel promoveu uma abertura ao capital estrangeiro de forma quase indecente. Ofereceu mão-de-obra barata, ausência de conflitos trabalhistas, livre remessa de lucros de sócios estrangeiros para o exterior, inexistência de imposto de renda durante o tempo estabelecido em cada contrato, nenhum encargo social para as empresas.

Todas essas vantagens excepcionais atraíram a Cuba especialmente espanhóis (maiores investidores em turismo), canadenses (mineração), italianos (telecomunicações) enquanto se processavam as associações com norte-americanos (indústria farmacêutica, etc.) apesar da choradeira de Fidel referente ao embargo.

Entretanto, apesar da “abertura econômica” o povo cubano vive numa pobreza franciscana e afastado dos “negócios entre amigos” processados pelo governo. Contrastando com a miséria de sua gente, Fidel Castro foi classificado pele revista Forbes como o sétimo homem mais rico do mundo. Quanto aos nativos é proibido freqüentar os melhores lugares da Ilha, todos reservados aos estrangeiros a poder do turismo e dos seus efeitos colaterais, a prostituição.

Deve-se ainda dizer, que Hugo Chávez substituiu a União Soviética no sustento da Ilha caribenha, e que o Brasil também tem dado generosamente seu quinhão ao democrático companheiro Fidel Castro.

Com a renúncia de Fidel, depois de quase um século de opressão, cogita-se sobre quem será seu sucessor e se haverão profundas mudanças em Cuba.

Provavelmente as mudanças serão lentas até que a múmia caquética do déspota cubano se una no além a de outros monstros que infernizaram seus povos. Com relação ao seu sucessor, na América Latina, sem dúvida, é Hugo Chávez com seu socialismo do século XXI.

Cabe, então, lembrar, inclusive ao presidente Lula da Silva, o pensamento de Winston Churchill: “O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja”. “Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Alerta Total de Jorge Serrão

Collor à Presidência?

por Ipojuca Pontes em 25 de fevereiro de 2008

Resumo: O fato concreto é que Collor, no último ano de governo, estonteado pela furiosa união esquerdista disposta a arrancar-lhe o poder, e impotente diante da saraivada de acusações, terminou – segundo Rosane, sua ex-esposa - nos terreiros de macumba implorando em rituais macabros a proteção dos babalorixás.

© 2008 MidiaSemMascara.org


Numa dessas revistas semanais de São Paulo (todas as revistas semanais, no Brasil, são paulistas), ganhou pouco destaque a matéria anunciando que Fernando Collor está montando equipe de assessores para disputar as eleições presidências de 2010. O repórter Rudolfo Lago (Isto É, 28/02/2008), tratando o ex-presidente com acentuada dose de descrédito (que ele bem merece, de resto), informa que desta vez Collor vai deixar os “marajás” de lado e se candidatar à Presidência da República empunhando a bandeira (opaca) do parlamentarismo como o novo sistema de governo capaz de redimir politicamente a nação.

Neste sentido, o senador Collor de Mello, depois de estratégica licença de quatro meses, viajou por todos os Estados e manteve reuniões com políticos locais para pedir apoio à emenda de sua autoria, ora em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, que estabelece o regime parlamentarista na vida política brasileira. Nos encontros, para vender seu peixe, o ex-presidente repassou aos políticos regionais cópias de cartilha ressaltando as maravilhas do parlamentarismo, bem como de programa de rádio, objetivando divulgar as vantagens do regime parlamentar em contraposição ao presidencialismo, que, diz Collor, “é, no Brasil, sinônimo de crise”.

Para avançar em tão redentora tarefa, segundo a revista, o ex-presidente conta com uma equipe de dois auxiliares: o diplomata aposentado Marcio Coimbra, seu cunhado e ex-chefe da Casa Civil do governo impedido, e ainda o general da reserva Sávio Costa, oficial da área de inteligência que organizava, a cada final de semana, o espetáculo burlesco da “descida da rampa”, presságio (simbólico) do que viria ocorrer mais tarde.

Na foto da revista semanal Collor aparece mais gordo, vestido com esmero, caprichosamente penteado e com o pendão nacional às costas. Em suma: o homem posa de político maduro e responsável, quem sabe predestinado a recolocar o país nos eixos. Só que a sua nova bandeira, o parlamentarismo, não comove ninguém, salvo os formalistas de praxe. Por dois motivos elementares: primeiro, porque a utópica “constituição cidadã” do Dr. Ulysses já enterrou o país numa estranha espécie de parlamentarismo sem primeiro-ministro, onde o Congresso, por força de conchavos (mensalões), concede suas imensas responsabilidades ao arbítrio presidencial; segundo porque, na prática, o exercício do sistema parlamentarista nunca evitou crise política em qualquer lugar onde se instalou.

O apelo do parlamentarismo é, no Brasil, um mito repudiado em dois plebiscitos. Mas, por conta da luta travada pelo poder político, os profissionais do ramo vez por outra retornam com a panacéia de puro teor formalista, visto que neste terreno (minado) o problema não é de forma, mas, sim, de conteúdo. Para assumir o poder, por exemplo, o notório Jango aceitou o regime parlamentarista e, no outro dia, já estava tramando contra ele.

No histórico, sai parlamentarismo, entra presidencialismo, sai presidencialismo, entra parlamentarismo - mas o cerco sobre a democracia e a soberania política do indivíduo se faz cada vez maior. Pois o imbróglio é que, com ou sem governo constituído por um gabinete e ministros de Estado, a nação vive sempre subordinada aos interesses de grupos ideológicos afeitos à crença da supremacia do governo sobre a sociedade.

Outra meizinha cultivada para os males da vida política nacional é o federalismo, forma de governo pela qual vários estados se reúnem numa só nação, sem perderem sua autonomia fora dos negócios do interesse comum. Mas, bem examinada a questão, parlamentarismo e federalismo não passam de formas de governo que, se idealmente podem diminuir aqui e ali as imperfeições do sistema presidencialista, na prática não alteram o predomínio ideológico e partidário dos grupos que se apossam do poder.

Voltando à vaca fria: bom moço, diante do iminente processo de cassação do então presidente do Senado, o alagoano Renan Calheiros, o ex-presidente achou oportuno arrumar as trouxas e licenciar-se. “Isso é assunto que não me interessa” - teria dito Collor que, mesmo não se interessando pela questão, ordenou que o suplente Euclides Mello (um primo) votasse contra a cassação do antigo presidente do Senado, considerado pela generalidade da opinião pública como um político corrupto. Mais que isso, o ex-presidente determinou que o suplente Euclides votasse pela cobrança da famigerada CPMF, um imposto que atingia de modo perverso o bolso da população mais pobre.

O que teria ocorrido com Collor de Mello? No final da década de 1980, com a queda do muro de Berlim, a derrocada da União Soviética e, no Brasil, o fracasso do pusilânime governo Sarney (que emplacou uma inflação de 3% ao dia), ele representou sem sombra de dúvida uma fulgurante esperança política para milhões de brasileiros que o elegeram. Num espaço conturbado pela corrupção e pelos conchavos políticos, Collor representava sangue novo, estava amparado no bem-sucedido programa conservador de Margareth Teatcher e vendia, para os seus eleitores, coragem, audácia e disposição.

O fato concreto é que Collor, no último ano de governo, estonteado pela furiosa união esquerdista disposta a arrancar-lhe o poder, e impotente diante da saraivada de acusações que culminaram com a denúncia da compra ilícita de uma modesta Fiat, terminou – segundo Rosane, sua ex-esposa - nos terreiros de macumba implorando em rituais macabros a proteção dos babalorixás.

Para se manter no cargo, o ex-presidente não precisava chegar a tanto. Bastava ter denunciado ao país a tramóia, na capital paulista, em junho de 1990, do Foro de São Paulo, cujo objetivo era detoná-lo da presidência e, depois, levar a comunalha – sob a batuta de Lula e Fidel Castro – ao poder. Mas Collor, coitado, arrogante, além de fechar o SNI pensava que o comunismo fora derrotado.

Hoje, virou assecla de Lula.

Pena? De quem?

por Percival Puggina em 25 de fevereiro de 2008

Resumo: No Brasil existe uma imensa dificuldade de entender as condenações, as penas decorrentes de processos judiciais, pelo viés da inflição, do castigo proporcional ao dano causado.

© 2008 MidiaSemMascara.org


A que idéia, caro leitor, você associa a palavra “pena”? Pensa no revestimento das aves? Pluma? Coisa leve? Ou, quem sabe, a palavra lhe traz a imagem de comiseração, pesar, mágoa? Ou lhe aparece associada à escrita, ao desenho, às habilidades literárias, gráficas, manuais? Certamente, a acepção menos comum desse polivalente vocábulo é a de castigo, punição.

Talvez venha daí a imensa dificuldade que temos, no Brasil, de entender as condenações, as penas decorrentes de processos judiciais, pelo viés da inflição, do castigo proporcional ao dano causado. Certamente os outros conceitos atuam com maior intensidade no juízo dos que interferem no sistema: coisa leve para o legislador, comiseração para os advogados, e mero produto da caneta para o julgador.

Suponhamos um estuprador, sentenciado a seis anos de prisão. Até as mudanças introduzidas em 2007, ele cumpriria um aninho em regime fechado, outro em regime semi-aberto e o restante em liberdade. Por quê? Porque era o que dizia a lei e porque não temos estabelecimentos penais adequados a essas duas modalidades previstas. Assim, o semi-aberto significa, na prática, que o criminoso passa o dia na rua, recolhendo-se à cadeia para dormir, se quiser. A maioria não quer. E, no regime aberto, o sujeito vai embora com o “compromisso” de não sair de casa à noite. Tá bom? Com as mudanças de 2007, o prazo para a progressão de regime passou para 2/5 da pena, ou seja, no exemplo acima, avança de um ano para 2,4 anos. Pergunte à estuprada se, em sua opinião, lhe terá sido feita justiça.

Os jornais de hoje relatam o caso de duas mulheres violentadas no decurso do furto do veículo em que trafegavam. Imagine, leitor, os traumas e o horror que carregarão na memória pelo resto de suas vidas. Parece-lhe provável que esses bandidos sejam novatos na vida criminosa? Que já não tenham passagens pelas delegacias e presídios do Estado? O que estão fazendo na rua esses animais? Saiba: se forem presos, se o processo transcorrer com perfeição e não propiciar a menor brecha à ação dos advogados de defesa, os estupradores voltarão às ruas depois de escassos 28 meses. Agora, vá dormir tranqüilo porque, se tudo der certo, essa é a justiça que será feita. E que se declarará satisfeita.

Não estou exagerando. Bem ao contrário, estou contido pelos limites de toques deste texto e pelos que a civilidade impõe à palavra escrita e impressa. Os mesmos jornais de hoje, por exemplo, informam que o tal Urso, investigado no crime da corretora de seguros, era foragido do regime semi-aberto... E assim vamos nós, com semi-abertos, semi-condenações, semi-justiça e insegurança total.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

23/02 - Cortinas de fumaça

23/02 - Cortinas de fumaça

sábado, 23 fevereiro 2008

A verdade sufocada

Por Heitor De Paola - Jornal Inconfidência

Mensalões e mensalinhos; farta distribuição de cargos para notórios corruptos; e agora, os cartões corporativos. Denúncias e mais denúncias constantemente. A população é mantida sob contínuo stress denuncista, a mídia fazendo sua parte. O que tudo isto significa?

Os prestidigitadores hábeis sabem como atrair a atenção da platéia para um ponto qualquer que não interessa, enquanto fazem seus truques. Os partidos de esquerda que tomaram o poder em nosso País em 1994 são exímios prestidigitadores: criam constantemente celeumas e polêmicas que interessam à platéia de néscios que é o povo, enquanto praticam seus crimes mais graves e hediondos na surdina. Aliás, nem tanto, as pessoas que desejam se informar olham para o lugar certo. Embora alguns olhem e finjam que não vêem nada! Para não sairmos da área dos espetáculos artísticos, o que se faz é armar um grande circo para desviar a atenção do público dos autênticos problemas que afligem a Nação.

Texto completo

Durante oito anos o circo foi constantemente armado pelo PT. Desde 2002, obedecendo rigorosamente ao rodízio acordado em Princeton, cabe ao PSDB fazê-lo - e com mais habilidade ainda! O PMDB não é um partido: é um bando de caçadores de cargos públicos e de estatais. O DEM, embora tenha quadros importantes e sérios, parece um amontoado de baratas tontas que tende a se tornar um partideco sem importância, controlado pelos Maias – com o devido perdão de Eça de Queiroz.

A triste novidade da atual crise (atual enquanto escrevo, em meados de fevereiro; quando sair o artigo pode ter outras mais) é o envolvimento de um General do Exército Brasileiro – mesmo que da Reserva - invocando o sigilo dos cartões da Presidência em nome da segurança nacional. Será que vão comprar tanques modernos – me refiro aos de guerra, não aos de lavar roupa - com American Express? Mirages com Visa? Ou submarinos nucleares com MasterCard? Antes fosse, mas sabemos todos que não é, pois para estas coisas de que o Brasil necessita urgentemente é necessário aprovação de várias Comissões e do plenário do Congresso, transparência total, crédito consignado no Orçamento e todos os óbices que são dispensados para as despesas de cabeleireiro das Primeiras Damas, muito mais importantes para a Segurança Nacional, obviamente!

As constantes “descobertas” de focos de corrupção e a criação dos espetáculos circenses das CPI’s de mentirinha – já ficou combinado que as despesas familiares dos Presidentes não serão divulgadas - servem para impedir a população de enxergar os verdadeiros crimes cometidos pelos partidos hegemônicos. Pura balela, pois quando as CPI’s descobrem alguma coisa a Justiça resolve e absolve. Ninguém, ninguém mesmo lá em Brasília, quer diminuir a corrupção – acabar é quimera -, pois todos se locupletam, direta ou indiretamente. A corrupção está ligada diretamente ao gigantismo do Estado onipotente que, aqui no Brasil, foi fundado há 200 anos pela corte fujona de João VI (razão pela qual não vejo nenhuma razão para comemorar, sim para lamentar que não tivessem ido para Goa). O símbolo máximo foi a criação da primeira estatal brasileira, o Banco do Brasil.

Se quisessem de verdade, bastava reduzir o Estado a uns 30% do tamanho atual e desestatizar totalmente a economia. Atenção: desestatizar não é privatizar! Privatizar é o que o FHC fez: privatiza os lucros, mas mantém o controle do Estado via Agências Reguladoras, créditos do BNDES que se torna sócio, e dos fundos de pensão das Estatais. Desestatizar é o que se fez na Alemanha Oriental quando da reunificação: vender o que for vendável, doar o que não tiver compradores e extinguir o que ninguém quiser. Principalmente acabar com o regime de “concessões” dando plenos direitos aos proprietários. Mas isto ninguém quer: e os cabides de empreguismo fácil?

Dizer que os governantes estão interessados pura e simplesmente em roubar é dar armas ao inimigo: é dizer que o maldito dinheiro é a causa de todos os males e que, portanto, o mal está no famigerado regime capitalista. Com isto encobre-se o acelerado avanço do socialismo em nosso País. Chamar nossos governantes de ladrões é, pois, contraproducente, é atirar dentro da própria trincheira! Os países que realmente adotam a economia liberal – apelidada por Marx de capitalismo - são os menos sujeitos à corrupção, a qual quando ocorre não fica impune como entre nós. O sentimento de posse do dinheiro público é apanágio dos socialistas, herdeiros diretos das monarquias, que se sentem perfeitamente justificados em fazê-lo, pois estão “construindo um futuro melhor e mais brilhante para todos os povos”. Durante a cúpula Ibero-Americana de 2006 eu estava em Montevideo, no hotel Balmoral, o mesmo em que estavam hospedados os agentes da DGI, a segurança da delegação cubana. Seus carros eram todos BMW zero km, certamente alugados com cartões corporativos. Ao final do conclave, retirados os ternos e já em gozo de férias, eles chegavam com imensas bolsas contendo toda a sorte de gadgets produzidos pelas decadentes indústrias capitalistas. Um deles estava com mais de 200 celulares! Eu vi, porque ele abriu a bolsa mostrando todo orgulhoso para seus coleguinhas. Suspeito que a forma de pagamento tenha sido também cartões corporativos!

Reafirmo que o alvo da luta de uma verdadeira oposição deve ser o avanço socialista que vem sendo escondido pela cortina de fumaça dos escândalos de Brasília, denunciando:

1 - o Foro de São Paulo, de onde emanam todas as decisões de Brasília, como uma organização comunista criminosa (desculpem o pleonasmo!) fundada pelo atual Presidente e por Fidel Castro;

2 – o criminoso desmantelamento de nossas Forças Armadas e o aviltamento dos soldos militares, planejados pelo Diálogo Interamericano e pela Comissão Trilateral, dos quais faz parte FHC, para as transformarem em meras milícias regionais;

3 – a ameaça à soberania nacional na entrega da Amazônia a ONG’s principalmente européias;

4 - o PT, por associação ilícita e formação de quadrilha com os narcotraficantes das FARC, companheiros no Foro de São Paulo, que são os responsáveis pela morte por drogas de milhares de jovens brasileiros, além de estarem dando instrução militar aos bandidos das favelas cariocas;

5 - a verdadeira razão de nosso ensino ter caído tão baixo na escala mundial: o método criminoso de Paulo Freire. Se nas avaliações houvesse questões sobre comunismo nossos estudantes seriam imbatíveis, idem se fosse sobre “educação sexual”, principalmente no quesito das aberrações;

6 - o MST e organizações urbanas afins, os “povos indígenas organizados” e os quilombolas como organizações guerrilheiras e terroristas que visam extirpar a propriedade privada de nosso País e representam ameaça à nossa soberania;

7 - a participação dos dois últimos governos (FHC e Lula) no adestramento destas mesmas forças irregulares, piores do que as Ligas Camponesas; enfim ...

8 - conquistar as ruas, única propriedade privada que será mantida: a do PT, aprendendo com o bravo povo venezuelano como é que se faz oposição de verdade.

Se ficarmos lutando contra o acessório e não contra o fundamental, quando nos dermos conta só poderemos dizer como o bardo: agora é tarde, Inês é morta!

23/02 - A GRANDE MENTIRA

23/02 - A GRANDE MENTIRA

sábado, 23 fevereiro 2008

Por Nivaldo Cordeiro

A verdade sufocada

A economia nacional vai bem? Sim, podemos dizer, embora as taxas de crescimento do PIB estejam aquém das médias das economias emergentes e aquém do auge do crescimento brasileiro nos anos setenta. Podemos dizer que a economia vai bem por causa do governo Lula? Seria Lula o autor da bonança? Não, definitivamente não. A economia vai bem a despeito de Lula, cujo governo aproveitou-se de dois pontos de apoio para atrapalhar pouco o movimento favorável: o conjunto de reformas posto em prática pelo governo FHC, debelando a inflação e devolvendo credibilidade ao País, de um lado e, do outro, o momento altamente favorável na economia internacional, cuja prosperidade elevou o quantum exportado e os termos de trocas. Os preços das commodities jamais estiveram tão bons.

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Lula terá o mérito de não atrapalhar muito, podemos dizer. Pôs Henrique Meirelles no Banco Central, que funciona com relativa autonomia e acabou com os sobressaltos. Esse fato só nos diz que a esquerda finalmente descobriu algumas das leis elementares da economia no que se refere à moeda, nada mais. Banco Central algum será autor de desenvolvimento, pois a boa administração da moeda não se traduz automaticamente em crescimento, sendo apenas um pré-requisito. O motor foi de fato a economia mundial. Mas também o foi o trabalho duro e competente dos brasileiros, fato que explica a essência do processo. Nenhum país se transformar no maior exportador mundial de carnes, por exemplo, se seus pecuaristas não forem também os melhores do mundo, em qualidade, preço e produtividade. Vimos isso acontecer recentemente.

Da mesma forma, setores como os bancos nunca lucraram tanto. E o que explica esse desempenho, tirante que a taxa de juros contem uma cunha altista injustificável que funciona como dumping contra as empresas nacionais? A rentabilidade cresceu porque os nossos banqueiros agregaram valor à economia, criaram o Sistema Brasileiro de Pagamentos, uma maravilha tecnológica, têm prestado excelentes serviços de cobrança e de conta corrente, incorporaram definitivamente a Internet e os caixas eletrônicos à vida das pessoas. Contribuíram para o aumento geral da produtividade do Brasil, deve ser dito. Mesmo com a redução dos juros nominais nos últimos tempos os lucros cresceram por mérito dos empresários banqueiros, que, se não puseram os bancos como financiadores do sistema produtivo, puseram-nos como instrumento de serviços inestimáveis e inovadores, a preços relativamente baixos. Nem os lucros dos bancos podem ser creditados a Lula, pois são mérito dos próprios banqueiros.

É uma grande mentira dizer que Lula e o PT são autores do que quer que seja. Seus méritos são “negativos”, ou seja, deixaram de fazer as besteiras gigantes que estávamos a esperar deles, embora fizessem outras besteiras, mas não aquelas que pudessem comprometer os pilares estruturais do sistema econômico. Uma besteira que passa por mérito é a distribuição das tais bolsas-esmola, que supostamente alimentariam os pobres. Compram votos, na verdade, fecham os currais eleitorais dos grotões, onde Lula é imbatível. Mas em São Paulo, por exemplo, onde o valor das bolsas-esmola é irrelevante, o samba toca diferente, o ritmo é do Adoniran Barbosa. Aqui o PT e sua laia não têm chance nem de ganhar a prefeitura paulistana e muito menos o governo do Estado. A fraqueza estrutural do PT em não ter o poder em São Paulo vai continuar, pela graça de Deus.

Por isso que o artigo do brilhante José Nêumanne (“Enchendo o bolso do rico e a barriga do pobre”), publicado na edição de ontem do Estadão, me deixou tão perplexo. À primeira leitura tendi a concordar, mas vi depois que o articulista meteu os pés pelas mãos e deixou-se enganar pela superficialidade dos fatos. Ele escreveu:

“Egresso do Planeta Fome,como disse Elza Soares ao se apresentar como caloura no programa de Ary Barroso, Sua Excelência sabe muito bem que a contrapartida para o sono tranqüilo dos banqueiros deve ser a saciedade dos miseráveis: os banqueiros podem ressonar à vontade, desde que a barriga dos pobres não ronque. Imaginar que a elite financeira vai pôr em risco seus lucros espetaculares por ter uma ministra sem expressão gasto dinheiro público em free shop e que as favelas vão rufar seus tambores de guerra porque o ecônomo que abastece a despensa da primeira família usa de forma perdulária recursos retirados da economia em forma de impostos equivale a esperar o desembarque de Papai Noel no verão tórrido em pleno semi-árido”.

Onde está a falácia? Achar que o governo tem poder de enriquecer os banqueiros e de alimentar os pobres. Não tem, ou melhor, tem de forma limitada no caso dos banqueiros. O poder de gerar riqueza está no mercado. O Estado só pode mesmo transferir recursos e atrapalhar a produção. Certo que o PT não tentou expropriar os bancos (algo que sempre prometeu fazer), mas os enormes lucros que estão sendo registrados nos balanços têm origem nos seus méritos empresariais e não meramente na prodigalidade governamental, embora a dívida pública continue gigante e os juros artificialmente altos. Da mesma forma, a fome das gentes pobres não é erradicada pelas bolsas-esmola, embora para os lúmpens dos grotões elas possam ter algum valor e parecer assim. Quem alimenta o povo é o trabalho do povo, trabalho que paga impostos e financia a vagabudagem inclusive de uma horda miserável que virou cliente crônica do Tesouro. E da horda petista toda ela empregada no governo.

Um artigo assim tornou-se uma formidável e involuntária propaganda do governo e, enquanto grande escritor que é, o engano do jornalista transformou a mentira grotesca na verdade mais formidável. Vai ser posto num quadro na Presidência da República e na sede nacional do PT. Em face do engano é que ele pôde concluir: “Difícil é crer que, tendo criado a receita do povo feliz com o milionário mais rico e o miserável saciado, Lula não se deixe tentar pelo diabinho do terceiro mandato”. Bem informado como é Nêumanne sabe que Lula e o PT estão fazendo de tudo para ter mais um mandato. Isso equivale a rasgar a Constituição e ao início da ditadura rumo à venezuelização do Brasil. O fórum para decisão é o Senado Federal e talvez apenas dois míseros votos sejam ainda a diferença para que esse pesadelo não tenha se tornado realidade.

Por isso tenho acompanhado com tanta atenção os movimentos de FHC e de seus correligionários. Sobre os ombros desses homens pesa toda a responsabilidade de dizer Não!. O futuro inteiro na Nação está nesses poucos votos. Dizem que todo homem tem seu preço. Espero que o dessa gente seja bem alto, pois a contrapartida será mergulhar o País na incerteza de uma aventura errante, de cunho bolivariano, à moda de Chávez. Talvez até mesmo uma guerra civil. Oremos e vigiemos!

Nivaldo Cordeiro

www.nivaldocordeiro.net

23/02 - QUEM SÃO OS FASCISTAS

23/02 - QUEM SÃO OS FASCISTAS

sábado, 23 fevereiro 2008

Por Nivaldo Cordeiro

A verdade sufocada


Li de um fôlego o livro de Jonah Goldberg LIBERAL FASCIM The Secret History of the American Left, From Mussolini to the Politics Meaning, que ainda não chegou em tradução brasileira. O livro não por acaso está na lista dos mais vendidos da www.amazon.com . Escrito em estilo panfletário, linguagem em torrente de fogo, Goldberg mostra documentalmente a verdade mais óbvia: que a esquerda política dos EUA é que é fascista de crença, ela que rotineiramente acusa os conservadores de sê-lo. A farta documentação é sublinhada por uma narrativa poderosa das personalidades históricas. Os sucessivos presidentes, desde Wilson, têm seus governos esmiuçados. Fabuloso.

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Alguém poderia argüir que é um livro norte-americano para um público local. Errado. O que Goldberg revela é também a nossa imagem e semelhança. Veja você, caro leitor, que a nossa esquerda acusa o regime militar de “fascista” todo tempo e, no entanto, quem tem agigantado o Estado, regulado a vida privada e mesmo destruído o modo de vida tradicional, incluindo a criação de um racismo institucional que nunca houve em nossa história republicana é a esquerda, ela mesma que se apossou do Estado em 1985 para não mais largá-lo. Quem são os fascistas?

Goldberg traça paralelos incríveis entre a história da Alemanha e da Itália com a história dos EUA do mesmo período e mesmo de momentos mais recentes. Mostra que a raiz da ação política e da ação governamental, desde Wilson, tem sido basicamente a mesma que deu fundação ao nazismo e ao fascismo italiano. Mostra mais, a cumplicidade entre os mesmos grupos políticos, as mesmas crenças, as mesmas motivações. A inspiração na Prússia de Bismark. Eugenia, abortismo, gaysismo, ambientalismo, regulação da vida prática, destruição dos laços familiares, absorção da formação infantil pelo Estado: todo o projeto totalitário foi posto em prática na terra de Tio Sam. Até o nome Terceira Via foi tomado dos fascistas. Os verdadeiros fascistas dos EUA, aqueles doutrinários, estão no Partido Democrata. Criaram o que ele chamou de “mommy state”, o Estado que esmaga o indivíduo pelo excesso de cuidados que chamou para si. Mãe terrível que devora seus próprios filhos.

Uma das práticas típicas do fascismo é o ativismo, especialmente o de caráter bélico. E o ativismo pacifista também. Então tivemos a curiosa situação de ter naquele país um governo esquerdista fascista que fazia a guerra e que mobilizava seus militantes para fazer passeata contra a mesma. Uma completa loucura cuja lógica só pode ser captada quando se olha a coisa na sua dinâmica política, à luz de sua gênese e da filosofia inspiradora.

E o fato é que o resultado desse processo foi o vertiginoso crescimento do Estado, cuja arrecadação já supera 30% do PIB. E crescendo a cada período, não obstante espasmódicos momentos de redução dos impostos, feitos por presidentes republicanos. Mas estes também passaram a defender a causa fascista do Estado grande, na crença de que assim se legitimam e podem se manter no poder. Elegem-se para deixar tudo como está, até porque não teriam força no Congresso para fazer o que precisaria ser feito. A verdadeira batalha política que se trava no campo eleitoral é saber quem será mais populista e mais “mommy” para os eleitores. Lá como cá. Quem dá mais bolsa-família?

Goldberg destaca a aliança entre o big business e os fascistas, embora estes digam que são os conservadores os representantes das grandes corporações. O que desse conluio resulta é a criação de barreiras artificiais à entrada nos mercados e a cartelização de tudo. Quando uma nova empresa se destaca, como a Microsoft, é questão de tempo que os burocratas ponham as mãos sobre ela. O caso da empresa de Bill Gates demonstrou isso. Não há como alguém escapar de pagar os lobbies e os elevados gastos com políticos e advogados.

Acertadamente o autor tributa a Nietzsche a grande responsabilidade filosófica de inspirar essa virada nos valores e de ser o patrono dos totalitários. Mas, infelizmente, sua análise pára aí. É verdade que Goldberg gostaria de restaurar uma ordem conservadora e que ele é um franco lutador da causa do livre mercado. Mas Nietzsche sozinho não explica o século XX e a emergência do Estado Total (ou fascista, como ele chama, o que é a mesma coisa). Para compreendê-lo ele teria que voltar ao Renascimento, a Maquiavel, a Hobbes e a Locke, pelo menos. E bem sabemos como esses autores são os queridinhos dos que defendem o liberalismo clássico de forma acrítica. Foi aclamorasamente aqui. arrogância da razão defendida por esses filósofos que destruiu a ordem estabelecida pelos valores judaico-cristãos e sem entender o verdadeiro significado que tomou o Direito Natural com os modernos não se compreenderá o que está se passando. Goldberg falhou

O autor sublinha a semelhança das políticas dos presidentes conservadores com a agenda dos fascistas do Partido Democrata. Esse ponto é muito importante. Firmemente creio que, lá com cá, a alternância de poder entre os partidos não consegue recolocar as coisas no trilho, não tem como reduzir o tamanho do Estado Total. Muito ao contrário. Então o que vemos é que, qualquer que seja o eleito, lá como cá já sabemos que nada vai mudar, ou melhor, que teremos, o povo, que pagar mais impostos e agüentar mais regulação da vida privada. A pergunta é: qual é o limite desse processo? Onde vai parar? Na Europa já há Estado arrecadando cerca de 50% do PIB. Toda a gente passou a depender, direta ou indiretamente, do Estado. Na prática as liberdades cessaram.

Na América e aqui também. O que vejo é a criação de um enorme Estado policial, que regula tudo e, ao fazê-lo, cria mais e mais cargos de inspetores estatais para garantir que as leis malucas criadas sejam cumpridas. Uma rosca sem fim. Um exemplo claro são as leis de trânsito, sempre cheias de boas intenções e que, na prática, estão destruindo a liberdade de ir e vir. Mas a coisa também vai para áreas de indiscutíveis questões morais, como o aborto e o casamento gay. Ver essas questões pela ótica de saúde pública ou suposta igualdade de direito é desfocá-las: nem aborto é questão de saúde e nem casamento gay é questão de igualdade. Na prática o que se vê é a destruição daquilo que sempre se considerou mais sagrado, tendo-se em troca a institucionalização de crimes e de vícios milenarmente abominados.

Os mesmos ativistas que fazem campanha contra o tabaco são aqueles que pelejam pela liberação das drogas ilícitas. A coerência é total, contrariando as aparências: ambas as ações servem para abolir a liberdade individual, sujeitando-se as pessoas ao coletivo anônimo impessoal da burocracia do Estado. Além disso, mantêm a agenda febril do ativismo. O mesmo vale para as questões envolvendo alimentação, obesidade, doenças em geral. A obsessão com a saúde era uma das coisas mais caras a Hitler e Mussolini. Antes como agora.

Evidente que estamos vivendo uma forma de culto pagão ao Estado, um renascer de Baal. Essa gente progressista não esconde que cultua o paganismo, ao tempo em que rejeita como anátema as coisas da tradição judaico-cristã. Ambientalismo, Nova Era, Mãe-terra, Orientalismo: todas essas coisas são maneiras de negar as verdades bíblicas tão cultivadas no passado. E aqui Goldberg chama Hollywood de a maior agência de propaganda da história, por produzir filmes em série em defesa da ideologia fascista. É certo que alguns dos filmes comentados não caberiam nessa estética fascista, como os do Clint Eastwood e os dos Irmãos Wachowski. A metralhadora giratória de Goldberg, todavia, não poupou ninguém. Tomei como uma hipérbole.

Ler o livro é útil também para acompanhar as eleições que estão em processo nos EUA. O discurso e o papel de cada um dos pré-candidatos fica mais claro para estrangeiros. E podemos ter uma certeza: nesse jogo político insano que é jogado nos EUA todos perdem, o mundo todo perde, pois a verdade da alma está perdida: a religião do Estado Total escolherá seu sumo sacerdote e as coisas continuarão como sempre foram. Mais guerras virão, mais direitos também e, claro, mais impostos. Onde irá parar?

Receio que se não houver um renascimento vigoroso dos valores tradicionais, inclusive por parte das igrejas, isso não vai parar. A esquerdização das igrejas no EUA foi a mesma que vemos por aqui. No começo os fascistas infantilizaram os eleitores, toda a gente. Mas depois eles mesmos foram infantilizados, passaram a acreditar nas suas próprias propagandas fajutas, de sorte que se perdeu o discernimento. Toda a classe dirigente enlouqueceu, perdeu o descortino da realidade. Vive-se num sonho gnóstico muito perigoso. Nunca devemos esquecer que essa gente tem o poder de comando sobre os gatilhos atômicos e já deram prova real de que não hesitarão em apertá-los de novo. Lamentavelmente Goldberg não leva às últimas conseqüências o seu raciocínio. A derrocada dos fascistas históricos – Hiltler e Mussolini – tem a nos dizer que esse é o caminho da destruição: acabará tudo na mais insana empreitada, morrendo todos no final de uma maneira violenta.

Quem viver verá.

Nivaldo Cordeiro

www.nivaldocordeiro.net

Jornalismo ignorante ou FDP?

Domingo, Fevereiro 24, 2008

Jornalismo ignorante ou FDP?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Jorge Serrão

Garotas que fazem programa, por favor, perdoem a inquirição. Mas perguntar é preciso, sem inquisição: o jornalismo brasileiro é ignorante ou FDP? Existem violentos indícios de prostituição na mídia anti-brasileira e amestrada ao poder. Nossos meios de comunicação de massa funcionam como supermercados de desinformação ou contra-informação. Negociam notícias obedecendo à mentalidade pragmática de um camelô de esquina que engana o consumidor. Tudo parece normal e aceitável para veículos de comunicação dependentes crônicos de verbas e favores oficiais. O jornalismo chapa-branca é amigo ou aliado de qualquer rei.

No modelo de negócio, nossos jornais, rádios, revistas, tevês e afins se parecem mais com requintados bordéis. Seus funcionários (salvo raras exceções) nada ficam devendo, em termos éticos-operacionais, a mais vagabunda profissional de prostíbulo. Jabá e michê são sinônimos na conta bancária das empresas ou na carteira destes agentes conscientes do anti-jornalismo. Muitos jornalistas famosos se vendem (caro ou barato) aos poderosos de plantão, na área pública ou na privada. Que bosta! Viciaram-se nos “mensalões”. Que droga! Só a morte pode libertá-los deste maligno vício!

Mas existem jornalistas que padecem de um mal tão ou mais doentio que o vício da corrupção. Tudo indica que sofrem da Síndrome da Estultice. Trata-se de outro tipo bastante comum de câncer na vaidosa e falsa intelectualidade que infesta as redações tupiniquins. A grave doença promove estragos tão sérios ao País e à opinião pública quanto a desinformação manipulada pelos FDP corruptos do jornalismo. São os agentes inconscientes das idéias fora do lugar propagadas pela mídia. Tais figuras ajudam a difundir notícias ou factóides.

Escrevem, falam e reproduzem fatos absolutamente sem veracidade comprovada. Ferem de morte a ciência e a objetividade. Uns agem por partidarismo ideológico. Sobrevivem como reféns intelectualóides dos conceitos equivocados, inoculados e cultivados em suas mentes. Outros operam mesmo na imperdoável ignorância. Agem no melhor estilo da falecida Velhinha de Taubaté (Que Deus a tenha no fogo do inferno!). Acreditam nas besteiras que divulgam. Os inocentes inúteis fazem parte de uma burguesia empobrecida e sem consciência de classe. Que a terra lhes seja leve! Machado lhes cortaria a cabeça impiedosamente.

Quem é pior no jornalismo? O ignorante? Ou o Neto da Prostituta (aquele que herdou o bordel da velha e dilapidou todo o patrimônio)? Enquanto cada um mata esta dúvida cruel (em um jogo que parece terminar empatado), é preciso criticar, duramente, a postura da mídia ignorante ou NDP sobre o recente relatório do Banco Central do Brasil com o pomposo título "Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil - Evolução Recente". O documento produziu um dos mais cínicos diagnósticos econômicos dos últimos tempos.

Só a mídia ignorante ou FDP comprou e vendeu a desinformação do jeitinho que ela foi fabricada no Departamento de Imprensa e Propaganda do desgoverno Lula - ou, como preferirem, no Bolcheviquepropagandaminister do Palácio do Planalto. A manchete enganosa dos principais veículos de comunicação proclamava que o Brasil conseguiu juntar tantos dólares em reservas internacionais que poderia, se quisesse, quitar toda a dívida externa e ainda sobraria uma grana para se tomar bilhões de latinhas de Kaiser (a cerveja preferida do nosso popular chefão).

A Rede Globo foi a primeira a cumprir a missão desinformativa. O resto da mídia amestrada a acompanhou. Na edição de quinta-feira do Jornal Nacional, a manchete triunfal: “Brasil já pode pagar sua dívida externa”. E explicou o motivo: “O Banco Central anunciou, nesta quinta-feira, uma situação inédita. O Brasil estaria em condições de pagar toda a dívida externa e ainda sobrariam US$ 4 bilhões”. Na reportagem sobre a “novidade”, mais mistificação: “Nos últimos cinco anos, poupar e comprar dólar foram prioridades do Banco Central. Em 2003, o País tinha pouco mais de US$ 16 bilhões em caixa. Neste ano, ultrapassamos os US$ 180 bilhões. Fora o dinheiro que o governo tem investido no exterior”.

O JN da Rede Globo funcionou como o “Diário Oficial” de costume: “Nesta quinta-feira, pela primeira vez na história, o Banco Central anunciou que o Brasil tem dinheiro em caixa para quitar todas as dívidas do país no exterior. Governo e empresas brasileiras devem juntos US$ 197,7 bilhões. O Brasil poderia pagar tudo e ainda sobrariam US$ 4 bilhões. Ficou pra trás o fantasma da dívida externa que assombrou o país nas décadas de 80 e 90. No Palácio do Planalto, o presidente Lula comemorou a notícia. No Rio, o ministro da Fazenda Guido Mantega disse que, em breve, o Brasil deve receber a classificação de investment grade, ou grau de investimento, uma espécie de sinalização aos investidores que o País é seguro para aplicar dinheiro”.

A matéria chapa-branca do Jornal Nacional ainda teve a genial competência de justificar por que o Brasil não deveria pagar a dívida, mesmo tendo dinheiro em caixa, apelando para um exemplo digno de reprovação em qualquer escola primária de jornalismo. Sempre com o objetivo didático de facilitar o raciocínio do telespectador modal (o Homer Simpson que sonha trocar sua Margie por uma Fátima Bernardes zero quilômetro), a reportagem do JN indagou: “Mas se temos dinheiro, por que não quitamos a dívida? Primeiro, porque parte dela é de empresas privadas. E, além disso, segundo o Banco Central, não é um bom negócio”.

Como não poderia deixar de acontecer, o JN concluiu a “boa notícia” apelando a um exemplo de um calote cotidiano: “O contador José Antônio França vive situação semelhante. Ele tem dinheiro em caixa para quitar o empréstimo de R$ 30 mil que fez para comprar um carro. Mesmo assim, prefere manter suas economias. ‘Eu posso usar melhor o dinheiro que eu tenho em outra aplicação já que ele me dá um rendimento maior do que os juros que eu pago na compra do carro novo’”. Sem querer querendo, o JN fez a apologia do calote ou do endividamento irresponsável.

O popular chefão Lula da Silva surfou nessa onda ou bebeu na idéia do esperto e pragmático contador José Antônio França. Na sexta-feira, Lula comemorou o fato de o Brasil ter se tornado credor externo e avisou: "Temos de aproveitar este momento e começar a nos endividar para gastar com infra-estrutura". Em discurso no Congresso Nacional da Argentina, durante visita oficial a Buenos Aires, o poderoso Lula questionou quantas pontes, rodovias e outras obras podem ser realizadas a partir desse momento "depois de 500 anos de história em que fomos devedores".

A mídia amestrada elogiou o fortalecimento das reservas internacionais e o programa de recompra da dívida externa e de antecipação de pagamentos promovida pelo desgoverno Lula desde 2003, na gestão do presidente Henrique Meirelles, do Banco Central. O jornalismo ignorante ou FDP festejou que, só no ano passado, as reservas internacionais cresceram 110% e chegaram a US$ 180,3 bilhões no final de dezembro. A imprensa de neurônios nanicos (mas de tesouraria gigante) reproduziu, sem criticar, a explicação oficial da autoridade monetária de que "o principal fator responsável por essa ampliação foi o superávit no mercado cambial, que acumulou US$ 150,6 bilhões de 2003 a 2007".

As manchetes dos jornais de sexta-feira pareciam receitas de bolo fabricadas no Planalto. O Globo: “Brasil reúne recursos para pagar toda dívida externa”. O Dia: “Brasil sai do cheque especial e já pode pagar dívida externa”. Estadão: “Brasil vira credor internacional”. Folha de S. Paulo: “Brasil passa de devedor a credor externo”. Até os jornais que costumam criticar o desgoverno e sua política econômica reproduziram a mesma fábula macroeconômica do Boi Tatá. Tribuna da Imprensa: “Reservas brasileiras já dão para pagar a dívida externa”. Diário do Comércio de SP: “Yes! Já temos mais de US$ 180 bilhões”. Correio da Bahia (da família ACM, em chamada menor na primeira página, que teria feito o velho rolar em seu túmulo): “Brasil eleva reservas e já tem caixa para pagar dívida externa”.

A mídia alternativa da internet não embarcou no papo furado do BC. O sempre atento blog Coturno Noturno observou na sexta-feira: “Arthur Xexéu, que não esconde que nada entende de economia, pegou no pé de Heródoto Barbeiro, hoje, na Rádio CBN, a respeito do seu entusiasmo com o fato do Brasil ter mais dinheiro em caixa do que dívidas na praça, no âmbito externo. Xexéu perguntou a Heródoto se o Brasil iria assinar o cheque e pagar a dívida. Heródoto respondeu negativamente, pois a maior parte da dívida é privada, de empresas”.

“Xexéu insistiu: então o Brasil vai assinar o cheque e pagar a sua parte da dívida externa. Heródoto respondeu com um novo não, pois o fato apenas demonstra a boa condição do Brasil. Condição para quê – alfinetou, de novo, Xexéu: Para contrair novos empréstimos? Não - disse Heródoto: para angariar investimentos, pois o país deixa de oferecer riscos. Xexéu concluiu, com a obviedade de quem nada entende de economia: Então o fato é irrelevante, porque vamos continuar devendo mesmo que, a cada dia que passe, tenhamos condições cada vez melhores para pagar a dívida. Na prática, é exatamente isto: uma boa notícia que não serve para nada, apenas para jogar mais fumaça sobre a corrupção instalada em todos os níveis do Governo Lula”.

O Alerta Total fez uma leitura diferente do relatório "Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil - Evolução Recente". Lá mesmo está escrito, mas a mídia amestrada preferiu omitir, que, “em cinco anos, a divida externa líquida do Brasil foi reduzida em US$ 165,2 bilhões”. Ou seja, o desgoverno Lula transferiu recursos da Nação (que deveriam ser aplicados aqui) diretamente para os bancos credores e seus investidores.

O Banco Central só não revela que os nossos recursos das reservas cambiais estão aplicados lá fora, nos títulos do tesouro norte-americano. Tais papéis virtuais são controlados pelos próprios bancos credores, que usam o nosso próprio dinheiro, ou o resultado da aplicação dele, novamente, para comprar ativos aqui dentro ou faturar alto com os juros siderais brasileiros. Desde 2003, o investidor estrangeiro fica isento de imposto em aplicações de títulos do desgoverno federal.

Acontece que a monstruosa dívida externa é 50% pública (dividida entre o governo federal, estadual e municipal) e 50% privada. O Banco Central não paga manchetes para explicar que, ao mesmo tempo em que a dívida externa líquida foi reduzida, aumentou o passivo externo líquido - de US$ 297 bilhões para US$ 472 bilhões entre 2004 e junho de 2007. O BC não destaca que foi exatamente o dinheiro pago pela Nação brasileira que retorna para cá como “capital motel”, com o apelido mentiroso de “investimentos estrangeiros diretos”.

Usando tais recursos, os estrangeiros faturam alto por aqui. Seja ganhando muito dinheiro com investimentos remunerados pelos juros altos e com isenção de impostos, ou comprando ativos (terras ou grandes empresas) no Brasil. Não foi á toa que o mercado de capitais recebeu US$ 19,74 bilhões em “investimentos estrangeiros” em janeiro. O ingresso de capital estrangeiro no Brasil é um dos fatores de pressão sobre a moeda estrangeira e que ajudam a manter a ilusão do “real valorizado”.

O dólar em baixa frente ao real irreal prejudica os exportadores brasileiros. O agronegócio é duramente afetado. E isso é um movimento econômico proposital. O dólar depreciado interessa aos grandes especuladores. Eles aproveitam para assimilar empresas nacionais, no setor agropecuário, ou para comprar fazendas (quase falidas) onde existam reservas minerais. Os fazendeiros na pinimba não agüentam a pressão dos compradores. Escancaram suas porteiras aos “investidores” que os abduzem no imediatismo. A turma do agronegócio dificilmente percebe que a intenção estratégica do grande capital transnacional é controlar o mercado de carne brasileiro. A produção bovina é única cuja tecnologia é inteiramente dominada pelos brasileiros.

No mundo globalizado, nada acontece por acaso. O tal boicote da União Européia, que vai restringir a compra de carne a 300 fazendas daqui, é uma estratégia para reduzir o tamanho do mercado, para dominá-lo via cotação de preços (na compra da produção no mercado futuro) ou diretamente na aquisição das principais fazendas produtoras. Os negócios da pecuária bovina são o filé mignon da Bolsa de Mercadorias &e Futuros (prestes a se fundir com a Bovespa) – em armação pilotada pelos banqueiros ingleses que manipulam as corretoras ligadas ao banco espanhol Santander. Só não vê esse movimento a mídia que não quer (porque ignora ou porque é bem paga para omitir a informação estratégica).

A mídia amestrada deu pouca bola, mas o Alerta Total deu destaque a uma crítica feita a essa política econômica suicida. O ataque foi de um insuspeito ex-diretor do Banco Central e ex-executivo das Organizações Globo. O economista Carlos Thadeu de Freitas resumiu, em três frases, a armadilha de se fazer reservas cambiais tão altas: “Toda vez que o governo compra dólares ele aumenta a dívida interna, que custa caro já que tem taxas de juros entre as mais altas do mundo. E as reservas cambiais são aplicadas em títulos do governo americano que pagam juros cada vez menores. Então, esse acúmulo de reservas está custando muito caro ao país e está chegando ao limite”.

Ouro crítico da tal política, o professor de economia Ricardo Bergamini destaca que “o Brasil é remunerado na suas reservas em dólares na base 3,50% ao ano, enquanto os reais correspondentes são remunerados pelo Brasil em 13,00% ao ano, na média do ano de 2007”. Portanto, pelo que explicou facilmente Thadeu de Freitas e complementou Bergamini, é uma sacanagem de molusco bêbado comemorar – como faz a mídia amestrada ou ignorante – que, “pela primeira vez na história, o Brasil deixou de ser devedor e passou a ser credor externo”.

Direto de Niterói, o professor João Batista de Andrade, outro que sempre defendeu uma auditoria em nossas dívidas externa e interna, envia um comentário “estraga prazer” feito por um doutor em Economia sobre a festinha da mídia. João recebeu do professor aposentado da UFF Airton Albuquerque Queiroz uma lista com dez pontos críticos de observação: “1) As reservas superam o total da dívida em US$ 4 bilhões. Serão mais até o final do ano. 2) Todavia, isto é uma tristeza, pois estas reservas são constituídas a um custo mais caro que a dívida que ela supera. O diferencial da carestia é de 7%. 3) Daí o Lula dizer (bem instruído) que o negócio é recomeçar a se endividar para fazer investimentos em infraestrutura. Só que é difícil PACA. 4) Reduziu-se uma parte da dívida externa que era barata e ficou mais barata ainda, por uma parcela ainda de dívida interna que é mais cara. Os próprios credores externos trocaram seus créditos externos (pelos quais recebiam pouco), por internos (pelos quais recebem mais)”.

O professor Airton Albuquerque Queiroz prossegue: “5) Ainda assim, já nesse ano teremos uma inversão no sinal no saldo das transações correntes, além de um decréscimo no saldo comercial. Tudo isso, na hipótese benfazeja de que a economia americana não entre em recessão, só reduza seu crescimento de 3% para 1%aa. 6) Também é preciso lembrar que o passivo externo líquido (PEL) - que é a diferença entre os haveres do Resto do Mundo aqui no Brasil e os haveres do Brasil no Resto do Mundo - cresceu bem mais, nos últimos cinco anos, do que o aumento de nossas reservas. 7) Razão por que a remessa de lucros que não chegava a 5 Bi, passou em 2007 de 20 Bi. Hoje o Brasil paga, relativamente, pouco de juros da dívida externa, mas, triste compensação, as remessas de lucros, dividendos e royalties são altas e tendem a crescem com o disparo do PEL”.

O economista acerta na veia: “8) E o PEL cresce mais quanto mais capital externo entre aqui. Ao entrar, tal capital de fora aprecia o Real, deprecia o dólar e dificulta as exportações, as quais só se têm mantido em invejável patamar via preços (graças à China), pois em volume têm decrescido e fechado parques fabris e causado desemprego em algumas regiões. 9) Quanto mais cedo se avizinhe o investment grade para o Brasil, o volume de capital afluirá ainda mais forte agravando o quadro descrito acima. 10) Infelizmente, essa notícia alvissareira de sermos credores, pela primeira vez na história, tem pés de barro”.

A partir desse factóide sobre as reservas e a dívida externa, o desgoverno petista ainda prepara outra jogada econômica do mais puro cinismo. O Ministério da Fazenda pretende iniciar, nos próximos meses, uma campanha para divulgar as ações do Tesouro Direto. O sistema do Tesouro Nacional permite que pessoas físicas comprem, diretamente, títulos da dívida pública federal. O coordenador de Planejamento Estratégico da Dívida do Tesouro Nacional, Rodrigo Cabral, promete iniciar uma ampla campanha publicitária para informar os cidadãos sobre a compra de títulos da dívida federal. Ou seja, seremos nós quem vamos pagar a dívida interna que ultrapassa um trilhão de reais.

Os grandes bancos vão adorar tal campanha, já que ganham bilhões e têm lucros cada vez maiores com a rolagem do gigantesco endividamento no mercado interno, sempre crescente, seja por parte do governo, seja por parte das entidades governamentais e as estatais e também pelo setor privado, com destaque para a dilatação cada vez mais crescente dos prazos de financiamentos. Como sempre, além dos impostos sobre quase a metade do que produzimos, seremos convidados a pagar mais uma conta.

O País vive uma maldição institucional prevista por um militar: "Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso" (Mourão Filho, Olympio: "Memórias". Porto Alegre, L&PM, 1978. Pag. 16). O General Mourão era mesmo um super-vidente.

O Brasil continua refém do modelo neocolonial dependente. Não gera e nem distribui renda produtivamente. Não produz poupança interna. Prefere deixar o nosso dinheiro aplicado em títulos estrangeiros sem lastro verdadeiro. O Brasil espera mais dinheiro de fora para se mexer. Continua contando sempre com o ovo na cloaca da galinha A nação obrevive dos favores do crédito. Os brasileiros, mal pagos, apelam para jogadas informais. Ou apelam para a “boa vontade” dos bancos e financeiras – que lucram cada vez mais com os empréstimos a juros altos. Ou vivem viciados nos “bolsas esmola” da vida.

O desgoverno não enxuga seus gastos desnecessários. Não investe no que realmente precisamos: infra-estrutura, educação e saúde. O nosso dinheiro aplicado lá fora retorna em outras mãos (que exploram e compram os ativos reais brasileiros). São duplamente remunerados por nossos juros altos internos e pelas isenções fiscais descabidas. Quem paga os impostos são os simples mortais brasileiros.

Eis o inferno de Lula que a maioria da população ignora ou não quer enxergar (por mil e uma conveniências e interesses). Mais terrível que isto é ouvir e ler o guru do chefão, José Dirceu de Oliveira e Silva reclamar “da ditadura da mídia que aos poucos foi se impondo e hoje já reina absoluta junto com o denuncismo irresponsável que tomou conta do Pais". Até quando seremos uma nação rica, porém mantida artificialmente na miséria e na ignorãncia pelos interesses de uma Oligarquia Financeira Transnacional que nos controla há séculos? Taí uma boa pergunta para ser respondida tanto pelos jornalistas ignorantes quanto pelos FDP. O problema é que eles não estão preocupados com o Brasil. Estão nem aí com os brasileiros. Cuidam apenas de sua vaidosa vidinha de intelectual da mídia.

Assim, a cada novidade produzida oficialmente por nossos gênios amestrados ou abestados do jornalismo, a opinião pública é induzida a esquecer os escândalos do mensalão, dos cartões corporativos, das ONGs, dos bancos, do lixo do Palocci, do assassinato do Celso Daniel e por aí vai... E vida que segue. Eh, oh, oh, vida de gado. Povo marcado; povo feliz. E tudo no desgoverno do “Boi”. O ambiente de manipulação e ignorância é perfeito para a nossa vaca ir definitivamente para o brejo. E nunca mais sair do atoleiro. Coisas do País do Créeeeeeeeeuuuuuuuuuuuu!

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

Postado por Alerta Total de Jorge Serrão às 01:09

Retratos de Fidel para todos os gostos

Sábado, Fevereiro 23, 2008

Retratos de Fidel para todos os gostos


Edição de Polêmicas de Sábado do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Fidel Castro abriu mão do poder esta semana. Mas só Deus sabe se conseguirá vencer a enfermidade não revelada que o obrigou a transferir o poder, há um ano e meio, a seu irmão Raúl. Em comunicado oficial no jornal oficial Gramma, terça-feira passada, o líder cubano abriu mão da reeleição em 24 de fevereiro como chefe de Estado. “Aos meus estimados compatriotas, que me fizeram a imensa honra de me eleger em dias recentes como membro do Parlamento, lhes comunico que não aspirarei nem aceitarei – repito - não aspirarei nem aceitarei, o cargo de presidente do Conselho de Estado e comandante-chefe". Fidel admitiu não estar "em condições físicas" de encabeçar outro mandato presidencial, embora goze, segundo ele, de "domínio total" sobre suas faculdades mentais.

Fidel se afastou temporariamente do poder em 31 de julho de 2006, depois de uma operação intestinal que o manteve, segundo disse, à beira da morte. Não é visto em público desde então, exceto por fotos e vídeos. Aos 81 anos de idade, Fidel foi o governante que ficou mais tempo no poder em mais de um século. Há pouco mais de um mês, Lula fotografou Fidel, que posou sorridente, em uma poltrona, com o rosto apoiado em uma mão e vestindo agasalho esportivo Foto AFP). A história oficial (sempre mal contada) revela que Fidel sobreviveu a mais de 600 tentativas de assassinatos por parte da CIA. Verdade ou mentira? Eis a questão.

Fidel é uma lenda viva da chamada esquerda mundial. Também é um mito odiado pela chamada direita global. Já que toda ideologia é uma forma de dominação, o Alerta Total oferece aos leitores quatro retratos de Fidel. Que cada um escolha o perfil que mais bem convier.

Postado por Alerta Total de Jorge Serrão às 08:42

TV Brasil: ao trabalho, senhores senadores.

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

TV Brasil: ao trabalho, senhores senadores.

Coturno Noturno

Na Espanha, a Constituição, no seu Artigo 20, garante valores de pluralismo, veracidade e acessibilidade com a finalidade de contribuir para a formação de uma opinião pública informada e prevê a regulação por lei da organização e controle parlamentar dos meios de comunicação social dependentes do Estado. No Brasil, estão querendo botar este poder na mão do Presidente da República.

A Lei 17/2006, de 5 de junho, que estabelece os preceitos do rádio e televisão de titularidade estatal na Espanha, ao contrário da MP 389, que cria a TV pública no Brasil do Lula, reforça e garante sua independência, mediante um estatuto e órgãos de controle adequados, que são as Cortes Gerais e um organismo supervisor que se configura como autoridade independente, que atua com autonomia em relação aos Administradores públicos, leia-se, aqui, Ministros de Comunicação e Presidentes da República. Lá é o Congressom que nomeia o Presidente do Conselho de Administração, por exemplo.

Está na lei espanhola que a TV pública "garantirá a informação objetiva, veraz e plural, que deverá se ajustar plenamente ao critério de independência profissional e ao pluralismo políco, social e ideológico, presente na sociedade, assim como a norma de distinguir e separar, de forma perceptível, a informação da opinião". Nada disso está previsto na MP que cria a TV pública no Brasil.

Na sua natureza jurídica, a TV pública espanhola "goza de autonomía em sua gestão e atua com independência funcional do Governo e da Administração Geral do estado." O corpo diretivo é eleito pelo Conselho de Administração que, por sua vez, é escolhido pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. O Presidente da República não participa do processo, ao contrário do que se quer impor no Brasil, onde Lula poderá indicar todos os cargos de comando da televisão pública.

Os Senhores Senadores deveriam chamar, para as audiências públicas que estão sendo realizadas, exemplos de outros países. A lei espanhola pode ser lida aqui. Convidem os presidentes da TVE, da BBC e de outros modelos democráticos para trazerem os seus depoimentos para o Brasil. Convidem políticos que estão participando de Comissões nestes países. Enviem Comitivas para estudar estes modelos in loco. Não dá para aprovar um projeto deste porte pela palavra de um Franklin Martins e de uma Teresa Cruvinel. Eles não tem nenhuma credibilidade, autoridade ou conhecimento para isso. São apenas velhos jornalistas chapa-branca, que nunca exerceram cargos importantes de gestão na área, que só estão aí em agradecimento por serviços prestados. Ao PT e ao Lula.

Coronel