quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Do derrotismo contra a Colômbia à prefeitura de Bogotá

Mídia Sem Máscara

Escrito por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido | 11 Janeiro 2012
Internacional - América Latina

Merecerá um terrorista governar os bogotanos?


A eleição de Gustavo Petro, terrorista desmobilizado do M-19, como prefeito de Bogotá, é a mais evidente burla à justiça e à democracia na Colômbia. Condenado por delitos atrozes, Petro não podia, nem merecia ser a primeira autoridade dos bogotanos, nem muito menos ocupar o segundo cargo político mais importante do país.

Com uma folha corrida manchada de sangue e terror contra os colombianos, Petro é o responsável pela morte do cabo Wilson López da Escola de Engenheiros, que ofereceu sua vida desativando uns explosivos que Petro e outros bandoleiros do M-19 deixaram como armas mortais contra as tropas e a população civil, depois de assaltar um dos municípios de Sabana de Bogotá em agosto de 1986.

Entretanto, este crime foi perdoado ao terrorista que depois tornou-se “boa pessoa” e até moralista, que julga outros politiqueiros de sua mesma estirpe, quer dizer, daqueles que paralelamente ao narco-terrorismo comunista ensangüentaram a Colômbia, mas com o desvio das finanças públicas para seus bolsos.

Que pensarão a mãe, o pai e os irmãos do falecido cabo Wilson López? Isto é justiça? Merecerá um terrorista governar os bogotanos? Estas e mil perguntas mais surgem desta realidade. Para completar, Petro pôs Antonio Navarro Wolff na Secretaria de Governo, outro terrorista desmobilizado do M-19, responsável pelo holocausto do Palácio da Justiça junto com os demais bandidos que dirigiam o grupo terrorista.

Todavia, este patife saiu pela tangente com a desculpa maniqueísta de que ele estava no México quando ocorreu o assalto narco-terrorista ao Palácio da Justiça, em que pese que os fatos históricos demonstram que toda a malta que integra a cúpula de qualquer organização delitiva comunista participa das decisões transcendentais, pois a isso os camaradas denominam “democracia interna”.

O contraditório do assunto é que todos estes terroristas desmobilizados agora são autoridades com salários pagos pela “burguesia” que eles queriam destruir, e são protegidos pelos soldados e policiais aos quais eles assassinaram ou ordenaram assassinar em covardes emboscadas.

Valeria a pena que alguma organização política, democrática e com líderes honestos, começasse uma campanha de revocatória de mandato destes personagens com antecedentes obscuros, pois eles não merecem esses cargos, nem os bogotanos têm porque sustentar com seu dinheiro os que quiseram destruir a cidade e encheram de inquietação e terror diferentes lugares da geografia nacional. Aqui não vale o argumento da tolerância, do perdão e do esquecimento, porque os criminosos devem pagar por seus atos.

A única forma de perdoar suas maldades é que purguem uma condenação e depois se arrependam em público, em frente às suas vítimas sem ter direito a ocupara cargos públicos, como aconteceu com a maioria dos terroristas desmobilizados salvadorenhos do FMLN (Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional), impedidos de participar da política pelo resto da vida.

As tentativas populistas dos personagens em andamento têm como pano de fundo buscar o prêmio maior, pois querem no futuro a presidência da Colômbia, a custa de embustes aos eleitores, e de utilizar para seu propósito totalitário os impostos que os bogotanos pagam a quem tanto odiavam quando empunhavam o fuzil para assassinar a vida em primavera.

Nos anúncios de que as camadas mais pobres da sociedade não pagarão água e que os “ricos” devem pagar um pedágio por usar o carro particular, do qual em contraste estão tributando por seu uso os 365 impostos estaduais e nacionais, há um evidente viés e a intencionalidade de promover a arcaica idéia da luta de classes, de pobres contra ricos. E o pior é que tudo isso o fazem com o dinheiro arrecadado dos impostos dos odiados ricos, cujo silêncio é manifesto, pois dentro da lógica perversa comunista é rico quem tenha um veículo particular, sem importar sua marca e modelo.

Porém, por outro lado, é inconcebível que homens sem mácula moral, como o general Jesús Armando Arias Cabrales e o coronel Luis Alfonso Plazas Vega, estejam privados da liberdade por haver salvado a república em uma de suas horas mais críticas, quando os comparsas de Petro e Navarro Wolff assaltaram a sangue e fogo o Palácio da Justiça, assassinaram soldados, policiais, magistrado e civis por todo lado, e o que é pior, é que este par de sujeitos agora sejam os que governam a cidade.

E uma pérola mais: em dezembro passado, os que meses antes emboscaram pessoas humildes nos bairros de Suba, em Bogotá, para que votassem pelo “camarada” Petro como prefeito, também estiveram repartindo presentes de Natal entre as crianças pobres, em nome do movimento político.

Vale a pena que a Procuradoria investigue: quem financiou a compra desses presentes? Seria com dinheiro da Prefeitura de Bogotá? Seria com dinheiro da campanha de Petro? Ou seria uma doação do camarada bolivariano de Caracas?

Para completar, ocorreu ao camarada Petro a idéia genial de suprimir o porte de armas legítimas, como se ele, que atuou por muitos anos como terrorista urbano e rural contra a Colômbia, não soubesse que não importa nem um pouco aos delinqüentes a lei que regula o porte de armas, e que, pelo contrário, esta idéia lançada irresponsavelmente, em vez de intimar os bandidos para voltar à legalidade, os estimula para cometer mais delitos.

A solução para o problema do tráfico de armas a têm a Polícia Nacional, as aduanas, as guarda-costeiras, as patrulhas terrestres do Exército e a Justiça, impondo castigos exemplarizantes para quem cometa estes delitos.

Para evitar crimes cometido com armas de fogo, não se deve utilizar o dinheiro dos contribuintes “burgueses” para fazer politicagem e levar a cidade à polarização entre pobres e ricos, nem promover de maneira encoberta o tráfico de armas e o estímulo aos delinqüentes para assassinar a vida em primavera, ou cometer mil delitos contra os inermes cidadãos, que com seus impostos pagam os elevados salários que hoje recebem dois questionados personagens, que há alguns anos utilizaram o terrorismo e a violência para destruir o país.


Tradução: Graça Salgueiro

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O pecado tem direitos?

Mídia Sem Máscara

O PLC 122/2006 pretende dar direitos ao pecado do homossexualismo.

Se o PLC 122/2006 for aprovado, ocorrerá no Brasil o que já está ocorrendo em outros países que fizeram leis semelhantes: uma perseguição aos cristãos e a instauração da tirania homossexual.


No dia 06/12/2011, o jornal O Globo publicou “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia” (1). A notícia causou perplexidade na comunidade católica. Como poderia uma Conferência Episcopal fazer algum acordo sobre um projeto que pretende exaltar o homossexualismo e punir como criminosos os que se opõem a ele? Rapidamente a CNBB publicou uma nota oficial desmentindo o suposto “acordo”. Eis o seu inteiro teor:

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Brasília, 07 de dezembro de 2011

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006.

A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana.

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB
(2)


A nota gerou alívio e apreensão. Alívio por esclarecer que não houve acordo. Apreensão porque a CNBB não disse que repudiava o projeto. Ao contrário, segundo a nota, a CNBB recebeu a senadora, “fez recomendações” e “deu sugestões”, dando a entender que o projeto em si poderia ser aproveitado com emendas. Por fim, afirmou que a Igreja está disposta a “combater todo tipo de discriminação”, sem distinguir a discriminação justa da injusta.

Parece, portanto, haver um perigo real de o projeto anti-“homofobia” ser aprovado com a complacência ou ao menos com a tolerância de nosso episcopado.

Existem discriminações justas

A nota de esclarecimento da presidência da CNBB diz que a Igreja combate “todo tipo de discriminação”. Supõe, portanto, que uma “discriminação” seja sempre injusta. Mas, objetivamente, não é assim. Na verdade, existem discriminações justas e até mesmo necessárias. A discriminação é, de fato, uma das práticas mais normais da vida social. Todos nós a praticamos dia a dia. Ao aplicar uma prova, o professor discrimina os alunos que tiraram notas altas daqueles que tiraram notas baixas. Aqueles são aprovados. Estes são reprovados. Ao escolher o futuro cônjuge, as pessoas geralmente fazem uma discriminação rigorosa, baseadas em diversos critérios: qualidades morais, inteligência, aparência física, timbre de voz, formação religiosa etc. Entre centenas ou milhares de candidatos, somente um é escolhido. Os outros são discriminados. Ao selecionar seus empregados, as empresas fazem uma série de exigências, que podem incluir: sexo, escolaridade, experiência profissional, conhecimentos específicos, capacidade de relacionar-se com o público etc. Certos concursos para policiais ou bombeiros exigem, entre outras coisas, que os candidatos tenham uma determinada altura mínima, que não ultrapassem uma certa idade e que gozem de boa saúde. Todos esses são exemplos de discriminações justas e necessárias.

Outros poderiam ser dados. O ladrão que é apanhado em flagrante é preso. A ele, como punição pelo furto ou roubo, é negada a liberdade de locomoção, que é concedida aos demais cidadãos. A prisão é um lugar onde, por algum tempo, são discriminados (com justiça) aqueles que praticaram atos dignos de discriminação.

Existem discriminações injustas

Se é justo privar da liberdade um criminoso (que perdeu o direito a ela pela prática de seu crime), não é justo negar a liberdade a alguém em virtude de sua cor. A escravidão dos negros, abolida no Brasil em 1888, é um exemplo de discriminação injusta. Também não é justo privar uma criança do direito à vida por causa de uma doença incurável, como querem os defensores do aborto eugênico. Um bebê deficiente tem o mesmo direito de nascer que um bebê sadio. Lamentavelmente, a senadora Marta Suplicy (PT/SP), quando era deputada federal, em 1996, foi autora de um projeto de lei (o PL 1956/96) que pretendia legalizar tal discriminação injusta.

Não é justo que a Igreja prive alguém da Santa Missa ou dos sacramentos por causa de sua pobreza ou condição social. Mas é justo (e necessário) que aqueles que estão em pecado grave abstenham-se da Comunhão Eucarística, sob pena de cometerem um sacrilégio.

Por isso, o Catecismo da Igreja Católica teve o cuidado de distinguir: “evitar-se-á para com eles [os homossexuais] todo sinal de discriminação injusta” (n.º 2358). O texto supõe, portanto, que a Igreja admite discriminações justas para com os homossexuais. E de fato admite. Uma delas é a proibição de receberem a Sagrada Comunhão, enquanto não abandonarem seu pecado (o que vale também para qualquer outro pecado grave). Outra é a impossibilidade de serem admitidos em seminários e casas religiosas.

Os homossexuais têm direitos?

Na sua primeira carta aos coríntios, São Paulo enumera alguns dos que não herdarão o Reino de Deus: “Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nesta passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).

Será que nenhum dos que foram enumerados acima têm direitos? Certamente que têm. O empregado que trabalhou para mim durante um mês tem direito a receber seu salário, mesmo que lamentavelmente se tenha embriagado. O ladrão que furtou meu dinheiro conserva seu direito à vida (e por isso eu não posso matá-lo).

Mas o ladrão não tem direito à vida como ladrão, e sim como pessoa. Da mesma forma, o bêbado não tem direito ao salário como bêbado, e sim como pessoa que trabalhou.

Assim, se o homossexual tem algum direito – e o tem de fato –, não o tem como homossexual, mas como pessoa. E assim como não faz sentido elaborar uma Carta dos Direitos dos Ladrões ou uma Declaração dos Direitos dos Bêbados, é absurdo uma lei que defenda os “Direitos dos Homossexuais”.

Sendo um pecado (e um pecado contra a natureza!), o homossexualismo não acrescenta direitos à pessoa. Ao contrário, priva-a de direitos, a começar pelo direito ao Reino de Deus.

O que pretende o PLC 122/2006?

Os defensores dos supostos direitos dos homossexuais apregoam que estes são continuamente vítimas de violência. Segundo os homossexualistas, haveria até mesmo “esquadrões da morte” para exterminar homossexuais.

Ora, os que investem contra a família não têm compromisso com a verdade. Vamos, porém, apenas por hipótese, supor que haja muitos homicídios contra pederastas e lésbicas. Esse crime já está enquadrado no artigo 121 do Código Penal: “matar alguém”. Pena: “reclusão, de seis a vinte anos”. Note-se que o homossexual não pode ser morto porque ele é alguém, ou seja, uma pessoa humana, não porque ele é praticante do homossexualismo.

Imaginemos agora que um homossexual seja assassinado por um suposto “esquadrão da morte”. Esse delito está previsto na Lei 8072/80, que considera crime hediondo “o homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio” (art. 1º, I).

Que pretende então a senadora Marta Suplicy, relatora do PLC 122/2006? Que nos casos acima, o autor do crime receba um aumento de pena pelo fato de a vítima ser homossexual. Ora, isso é um absurdo! Significa acrescentar direitos a alguém pelo fato de este alguém ter cometido um pecado. Esta é a essência do projeto anti-“homofobia”: dar direitos ao pecado.

Por ser essencialmente mau, o PLC 122/2006 não pode ser “emendado”. Não adianta, como tentou fazer a senadora, acrescentar um artigo tolerando a “manifestação pacífica de pensamento” contra o homossexualismo.

É verdade que se o PLC 122/2006 for aprovado, ocorrerá no Brasil o que já está ocorrendo em outros países que fizeram leis semelhantes: uma perseguição aos cristãos e a instauração da tirania homossexual.

Mas ainda que, por hipótese, esses nefastos efeitos não ocorressem, o projeto seria inaceitável. O motivo é simples: a pessoa não tem direitos especiais pelo fato de cometer uma determinada falta moral. É isso que se espera que os Bispos expliquem aos fiéis.

Anápolis, 8 de janeiro de 2012.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
www.providaanapolis.org.br


Notas:

(1) http://oglobo.globo.com/pais/cnbb-marta-fazem-acordo-sobre-projeto-que-criminaliza-homofobia-3395127

(2) http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/8262-nota-de-esclarecimento-sobre-projeto-de-criminalizacao-da-homofobia

A obra anti-globalista de Pascal Bernardin

Mídia Sem Máscara

Pascal Bernardin acaba de publicar sua terceira obra, A crucificação de São Pedro, subtitulada “A Paixão da Igreja”. Esta obra é de grande importância. Mas antes de fazer a resenha é bom lembrar que antes de A crucificação de São Pedro, P. Bernardin publicou dois outros livros importantes: Maquiavel Pedagogo, em 1995, e O Império Ecológico ou a Subversão da Ecologia pelo Globalismo, em 1998.

Em Maquiavel Pedagogo, o autor explica a “revolução pedagógica que assolou o mundo e continua causando danos. Apoiou-se, principalmente, em publicações oficiais de organizações internacionais (UNESCO, OCDE, Conselho da Europa, Comissão de Bruxelas) para demonstrar que o objetivo dos sistemas educacionais não é mais dar uma formação intelectual mas modificar os valores, as atitudes e os comportamentos, proceder a uma revolução psicológica, ética e cultural. Para alcançá-lo, utilizam-se técnicas de manipulação psicológica e sociológica.

Esse processo, manifestamente revolucionário e totalitário, não encontra nenhuma resistência entre as elites, quer pertençam à direita ou à esquerda (e por uma boa razão!). Concebida e conduzida por instituições internacionais, envolve o conjunto do planeta e são muito raros os países poupados. Inscreve-se num projeto globalista de tomada do poder em escala mundial pelas organizações internacionais. Nessa perspectiva, os diversos governos nacionais não serão, ou não mais são, que simples executantes encarregados de aplicar as diretivas emitidas em escala mundial e adaptá-las às condições locais, esforçando-se , além do mais, por uniformizá-las.

Os documentos apresentados em Maquiavel Pedagogo não deixam nenhuma dúvida sobre o aspecto globalista e revolucionário da reforma psicológica. O formidável potencial subversivo desse processo bastaria por si só para assegurar o sucesso da Revolução em uma ou duas gerações. Maquiavel Pedagogo estabelece, portanto, de maneira certeira que a Revolução prossegue atualmente por meio do sistema educacional.

Ora, as técnicas de manipulação psicológica e sociológica descritas nessa obra não poderiam ser difundidas no sistema educacional mundial se não seguida de um trabalho muito longo, cuidadosamente planejado e rigorosamente executado. Não poderia em caso algum tratar-se de um fenômeno espontâneo, e os textos produzidos o provam abundantemente. É certo que antes da perestroica, os comunistas (e aqueles que os patrocinaram depois de 1917…) haviam criado as estruturas nacionais e internacionais, permitindo que a Revolução prosseguisse por meios menos visíveis que os utilizados quando de sua fase bolchevique”.

P. Bernardin mostra ainda que as técnicas de manipulação psicológica, que em nada se distinguem das técnicas de lavagem cerebral, são utilizadas em todos os níveis. Os alunos são, naturalmente, as primeiras vítimas. Mas os professores e o pessoal administrativo (diretores, etc.) não são, em nada, poupados. Esta Revolução Silenciosa e totalitária quer fazer dos povos massas ignorantes e submissas. Ilustra, de maneira exemplar, a filosofia manipulatória e ditatorial que sustenta a Nova Ordem Mundial e os modos de ação sutis e indiretos, mas também poderosos, que ela utiliza. Compreende-se também, que P. Bernardin tenha concluído que sua obra poderia intitular-se “Breviário da Escravidão”…

Parece que esta estratégia foi aplicada em outras áreas, notadamente naquela que foi o objeto do segundo volume (de 592 páginas) de P. Bernardin: O Império Ecológico ou a Subversão da Ecologia pelo Globalismo.

A propósito deste livro tão importante, o autor escreve: “O desaparecimento do comunismo e a promulgação simultânea da Nova Ordem Mundial parecem ser produzidos sobre um vazio ideológico absoluto. Portanto, o Império Mundial que se edifica sob nossos olhos não poderia se privar do cimento ideológico que, sozinho, poderá assegurar sua perenidade. As organizações internacionais, cujo poder aumenta a cada dia, devem, por outro lado, legitimar sua existência e o desaparecimento progressivo dos Estados.”

Ora, emerge silenciosamente uma ideologia revolucionária. A Ecologia, subvertida e desviada de seu fim primeiro, veicula uma concepção totalitária da natureza do mundo. Nela, o homem é considerado como um elemento do Todo e deve submeter-se aos imperativos do desenvolvimento “sustentável”. Essa reversão de perspectiva priva-o de sua dignidade natural e abre caminho a dois dos principais movimentos totalitários da nossa época: o Globalismo e a Nova Era.

Simultaneamente, põe-se em evidência os “problemas ecológicos globais”, como o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio, que imporiam uma colaboração de todas as nações sob o controle das instituições internacionais e de um poder mundial forte. Esta nova concepção que desloca do local para o global, do nacional para o internacional, do homem para a Natureza, anula o indivíduo em face do Todo, os Estados em face das instituições internacionais e a sociedade em face do poder. Assim, aparecem as premissas ideológicas do Império Ecológico, último avatar do totalitarismo.

O autor apoia-se também, nesta obra, em publicações oficiais de instituições internacionais, e só podemos constatar que as consequências revolucionárias dessa mudança de perspectiva se exercem em todos os campos: político, econômico, demográfico, mas sobretudo espiritual, religioso e ético. A perestroika e o desaparecimento do comunismo, longe de ter marcado o fracasso da Revolução, permitiram, ao contrário, efetuar a síntese entre comunismo e o grande capitalismo, e fizeram convergir todas as forças revolucionárias: comunistas, globalistas e “humanistas”.

A etapa revolucionária atual, que se apoia principalmente sobre a concepção de Deus, do homem e do mundo veiculada por uma ecologia equivocada, deve resultar na instauração de uma nova civilização e de uma espiritualidade global! Assim se acaba a subversão da verdadeira ecologia, respeito devido à obra do Criador, da qual essas forças são o inimigo jurado. É preciso reconhecer que este tour de force foi magistral.

Mobilizar todas as sensibilidades políticas e fazê-las trabalhar por um objetivo supranacional, que envolve “cada um entre nós” — enquanto que a desafeição pela “coisa pública” torna-se geral e que o Sistema perde a cada dia sua credibilidade — revela um prodígio! Quem, agora, pode ousar levantar a cabeça contra os éditos da “Mãe Terra” (Gaia) e não querer colaborar no plano de salvamento universal, pelo qual nos interpelariam todos, assim como as futuras gerações…

Temos que reconhecer que esse “coringa” brandido in extremis pelos Arquitetos do Governo Global constitui uma prestidigitação fenomenal, que a Ecologia Globalista é e vai tornar-se, cada vez mais, o cimento unificador de todos os blocos da pirâmide iluminista, o liame que ninguém poderá recusar sob pena de ser excluído da Sociedade Globalista em gestação!

Isto nos leva a falar do último volume de P. Bernardin, publicado em novembro, 2009: A crucificação de São Pedro. O autor bem demonstrou, nas suas obras precedentes, que a ideologia globalista impregnou todos os setores de atividade da Sociedade, que corre a passos largos para o Governo Global. É impensável que a espiritualidade seja deixada de lado, e que as religiões fiquem fora da “Concentração Global”.

É a razão pela qual a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu, ela também, a investida, tomada pelo turbilhão suscitado pela Nova Torre de Babel Globalista. O autor demonstra, por uma escolha de textos excepcionais, não equivocados, que “o segundo Concílio do Vaticano pôs em marcha um processo “de auto-destruição” da Igreja, que a abalou desde seus fundamentos. Como consequência, todos os países católicos, todas as nações foram gravemente afetadas”. Seria preciso ser cego, ou espiritualmente cego, para não ver “que a Igreja atravessa uma das mais graves crises de sua história e que o Concílio Vaticano II é a origem imediata”.

Pascal Bernardin demonstra, apoiando-se em obras maçônicas e textos do Magistério Conciliar, que “o Concílio Vaticano II e a “Nova Teologia” inspiram-se na doutrina panteísta da Maçonaria, que confunde o Criador e a criatura, a natureza e a graça”!

As provas passam sob os olhos: “o panteísmo maçônico dá conta imediata e necessariamente das inovações catastróficas do Vaticano II: ecumenismo, liberdade de consciência, colegialidade, protestantização do Santo Sacrifício da Missa… Inversamente, essas inovações não podem ser explicadas senão por influência de doutrinas panteístas”.

Na primeira parte desta obra apaixonante, o autor expõe o panteísmo maçônico que forma a armadura da espiritualidade global, difundidas já por várias instituições internacionais como a Nova Era. Pascal Bernardin anuncia que esta “Espiritualidade Global”, que será a Religião Global, ligada indissoluvelmente ao Governo Global, será o objeto da próxima obra, complementar à que acaba de publicar. Esperamos já, com grande impaciência, o aparecimento desta obra que nos dará uma pequena ideia do que será a armadura da Religião do Anticristo!

Compreendemos melhor, nessa perspectiva, porque a igreja Conciliar tinha necessidade do Concílio Vaticano II e que esta Igreja apóstata — que não tem mais nada a ver com a autêntica Igreja Católica — deve se fundir à Religião Universal em curso de edificação…

P. Bernardin nos mostra ainda porque o espírito maçônico soprou sobre o Vaticano II. No começo da introdução escreveu, muito justamente, que “a História da Humanidade é a história da salvação e da luta entre as Duas Cidades pela conquista das almas, única questão que vale a pena. De essência diabólica, a Revolução é uma revolta contra Deus, inspirada constantemente por Satã. Seu fim último é a destruição da Igreja, e a edificação da Contra-Igreja. Com esta verdade elementar esquecida, o fio condutor partido, a História se obscurece, perde seu sentido e se torna um mistério incompreensível.”

Aí está o interesse das notáveis obras de Pascal Bernardin que permite guardar constantemente no espírito esse quadro de análise. Apelamos ao leitor que adquira seus livros e estude-os com a caneta na mão. Enfim, e dedicamos especialmente essas poucas linhas a todos os Celier/Sernine & Tanoüarn, Pascal Bernardin demonstra ainda na sua última obra — e o livro seguinte será a demonstração amplificada — que toda a Revolução desses últimos quarenta anos foi inspirada pela Gnose au Nom Menteur. Toda essa subversão é de essência gnóstica. A Gnose conquistou a Igreja no Concílio Vaticano II. Tudo isso confirma os trabalhos essenciais de Étienne Couvert e condena o miserável veneno dos lamentáveis “Paul Sernine”!

Tradução: Aversoni Zamboni

Em Sous la bannière, n° 147, janeiro-fevereiro de 2010, p. 8-16

Publicado no blog de José Carlos Zamboni.


Consulte também:

O Império ecológico e o totalitarismo planetário - http://www.olavodecarvalho.org/convidados/empeco.htm

A face oculta do mundialismo verde - http://www.olavodecarvalho.org/convidados/bernardin2.htm

Quem está freando a investigação sobre Piedad Córdoba?

Mídia Sem Máscara

Escrito por Eduardo Mackenzie | 10 Janeiro 2012
Internacional - América Latina

As autoridades têm a prova de que Piedad Córdoba passou informação secreta, ou como diz El Tiempo, “privilegiada”, às FARC, para tratar de impedir que as forças da ordem pudessem resgatar o Cel Mendieta.


Há mais de um ano, em novembro de 2010, a Procuradoria Geral confrontou cópias do novo material probatório que tinha sobre os prováveis vínculos da ex-senadora destituída Piedad Córdoba com as FARC, na Corte Suprema de Justiça (CSJ). Não se trata apenas dos documentos e correios eletrônicos encontrados nos computadores de Raúl Reyes, nem dos registros digitais que estavam em poder do “Mono Jojoy”, apreendidos durante a Operação Sodoma, nem das provas básicas invocadas pela Procuradoria ao inabilitar essa ex-senadora. Trata-se de algo mais: de interceptações telefônicas legais realizadas pela Direção de Investigação Criminal da Polícia Nacional (DIJIN), de conversações entre a ex-parlamentar e membros da organização terrorista, especialmente com um tal de “Manolo”, da frente 30 das FARC. (Ver El Tiempo, 19 de novembro de 2010).

A informação produzida pela DIJIN corrobora obviamente os fatos levados em conta pela Procuradoria, ao afirmar a inabilitação da senhora Córdoba para exercer cargos públicos durante 18 anos. Por essa razão, a Procuradoria anunciou, em 19 de novembro de 2010, que abriria um novo processo pela FARC-política e sobre Piedad Córdoba, desta vez embasada nos dados encontrados em centenas de arquivos do “Mono Jojoy”.

A Corte Suprema de Justiça, por sua parte, também recebeu documentação acerca da contribuição financeira, ou doação, que Piedad Córdoba teria feito ao senhor Ricardo Montenegro, ex-candidato à Câmara de Representantes para o período 2010-2014, doação perfeitamente ilegal, pois esta teria sido efetuada quando ela era senadora, violando assim a disposição que proíbe aos funcionários públicos fazer doações a partidos e a candidatos.

Mais grave: as autoridades têm a prova de que Piedad Córdoba passou informação secreta, ou como diz El Tiempo, “privilegiada”, às FARC, para tratar de impedir que as forças da ordem pudessem resgatar o coronel Mendieta, segundo uma mensagem de 14 de setembro de 2008, de Iván Márquez, onde este assegura que Piedad Córdoba, sob o cognome de “Gaitán”, lhes enviou essa informação: “Gaitán envia o seguinte: que o Exército está perto do coronel Mendietta (sic), pelos lados da Clínica. Planejam tirá-lo à força. Conhecem o local preciso”, escreve o chefe terrorista.

El Tiempo dizia em 22 de novembro de 2010 que o processo que a Procuradoria dirigia nesse momento tinha “outras abordagens explosivas” que comprometem a ex-senadora e que falam, sobretudo, de um “contato com um magistrado da Corte Suprema de Justiça sobre o caso dos capturados em maio passado que foram relacionados com atividades da política no ocidente do país”, e que há todo um “capítulo” sobre “o aparente envio de grana desde a Venezuela”. Quer dizer, de “mais de 10.500 correios e chats intervindos”, enviados e recebidos por dois assessores de Piedad Córdoba, Ricardo Montenegro e Andrés Vásquez, onde aparecem milhões de dólares enviados a esse grupo desde a Venezuela.

Por que um ano depois de semelhantes revelações de El Tiempo, a Corte Suprema de Justiça e a Procuradoria Geral da Nação guardam tão estrito silêncio sobre essas investigações? Quem está freando as duas investigações sobre Piedad Córdoba? Alguém está intrigando para que os arquivos digitais do “Mono Jojoy” sejam declarados ilegais, como foram os de Raúl Reyes?

Esse silêncio chocante contrasta com o ruído estrondoso que o Coletivo de Advogados Alvear Restrepo está fazendo contra a ex-chefe do DAS, María del Pilar Hurtado, exilada no Panamá desde novembro de 2010. Esse escritório chegou ao cúmulo do delírio megalomaníaco de ameaçar o próprio Presidente Ricardo Martinelli, e o estabelecimento dirigente panamenho, de iniciar uma denúncia ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos “se não retirarem” o asilo outorgado a María del Pilar Hurtado.

Em outras palavras, o tenebroso coletivo, envolvido em três processos de desfalque contra o Estado colombiano por umas “falsas vítimas”, está cometendo excessos no exterior que custarão caro à Colômbia. Esse opaco escritório, graças ao estranho silêncio do presidente Juan Manuel Santos, acaba de se converter em emissário e agentes de pressões indevidas contra o Panamá. A Colômbia não tem um embaixador lá? Bogotá quer mostrar os dentes ao Panamá? Em que acabará essa aventura?

Parece que nestes dias os colombianos temos que engolir cobras enormes. Além de ter que suportar o questionado juiz Garzón como assessor presidencial, agora temos que aceitar que o Coletivo de Advogados se converta no substituto da chanceler Holguín.

O que pode um observador deduzir disto? Pode-se excluir o fato de que o Coletivo de Advogados, por razões misteriosas que poderiam passar por Caracas, está freando com tudo o que pode as investigações sobre Piedad Córdoba e a FARC-política na Procuradoria e na CSJ, ao mesmo tempo em que, em sentido contrário, trata de açambarcar funções muito delicadas do sistema diplomático colombiano para fazer a ex-diretora do DAS regressar à Colômbia, para crucificá-la com todo rigor em um processo stalinista sem garantias?

A histeria oficial contra María del Pilar Hurtado, a funcionária que cumpriu com seu dever ao indagar, entre outras coisas, sobre as obscuras andanças internacionais de Piedad Córdoba, e a abulia judicial a respeito de Piedad Córdoba, fazem parte de uma mesma operação: impedir que se descubra o escândalo da FARC-política. Quer dizer, os amigos de Piedad Córdoba não querem que ela seja condenada penalmente por seus serviços às FARC e intrigam para que, pelo contrário, os funcionários do governo passado que não estavam dispostos a fechar os olhos ante o que Piedad Córdoba estava fazendo, sejam castigados mediante grotescos processos stalinistas. É o que o ex-presidente Álvaro Uribe chama, com grande precisão, de um processo de “vinganças criminosas”, instigadas por escritórios “que não esclareceram seus vínculos com a guerrilha e enganaram o Estado com falsas vítimas como os casos de Mapiripán, Las Pavas e as inexistentes fossas comuns de La Macarena”.

O que está ocorrendo mostra, pois, a perniciosa influência que o Coletivo de Advogados está exercendo sobre o Governo de Santos, e a forte deterioração que isso implica para a exemplar conduta diplomática que a Colômbia mantinha até agora.

Com esses novos amigos, o governo de Santos acabará pondo em questão o direito de asilo e a Convenção de Genebra de 1951?

E pensar que todo este derrocamento moral e diplomático existe porque a cúspide do poder aspira a erradicar da memória dos colombianos os imensos avanços que o país fez, graças ao governo de Álvaro Uribe. Porém, aspirar é uma coisa. Coroar é outra.

Tradução: Graça Salgueiro