quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Comentário da semana do coronel Gelio Fregapani

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Resistência militar

Comentário da semana nº 21 - 21 de janeiro de 2009

Este comentário segue adiantado por motivo de viagem, até o fim do mês. Como não posso garantir o acesso à internet, envio pelo menos uma notícia que julgo importante (a primeira)

Assunto: Manifestações

AOS MEUS CORRESPONDENTES

Manifestação indígena contra a homologação contínua - Esta é pela unidade nacional

Iniciou hoje a esperada reação. Na "Raposa", a maioria dos índios já há tempo havia compreendido que sairiam perdendo com a expulsão dos não índios. Na medida em que isto parecia iminente, quando alguns dos fazendeiros já preparavam a retirada e iniciavam a acertar as contas de demissão, recrudesceu entre eles a sensação de desespero e conseqüente revolta com os votos ideológicos no STF.

Um grupo de índios está fazendo uma manifestação em frente ao palácio do governo de Roraima. Dizem que a manifestação vai aumentar e que chegará aos dez mil - se acontecer será a quase totalidade dos índios da Raposa.

Alguns deles haviam comentado comigo: "os fazendeiros vão perder suas fazendas, mas lhes restará dinheiro para sobreviver; porém nós índios passaremos fome"

No centro da manifestação está a SODIUR - associação que reúne o maior número de indígenas de Roraima. As notícias que me chegaram são que a manifestação não foi organizada pelos fazendeiros; estes foram chamados pelos próprios índios quando alguns já estavam se retirando. Também me chegam notícias de que a maioria dos índios está tão revoltada que pode partir para a violência. Perguntei onde estavam os índios do CIR , a entidade traidora da Pátria que se mantém apenas com o apoio internacional e as corruptas verbas da Funasa. Responderam-me que o CIR é uma ficção criada por maus sacerdotes, entidades estrangeiras , Funai e MP; que é pouco mais de uma família, a do Jaci e seu filho Dionito.

Essas notícias podem até ser exageradas. Mas pela revolta que noto, me parece possível que quando a fome bater, haverá sangue. O grande culpado - Ayres de Brito, ao usar os pobres índios como massa de manobra para realizar seus ideais esquerdistas de terra coletiva, talvez leve na consciência uma culpa muito pesada.

Obs: Ayres Britto foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal há cinco anos, por indicação do presidente Lula.

Ex-militante petista em Sergipe, ele era uma espécie de cicerone do então sindicalista Lula sempre que este visitava Aracaju. Carlinhos, como era conhecido, tinha a tarefa de buscar Lula no aeroporto e conduzi-lo para cima e para baixo - o advogado era o único petista que tinha carro com ar-condicionado.

Dessas caronas ocasionais, nasceu a amizade entre os dois

Outra manifestação - Esta pela divisão do Brasil em nações étnicas

19/12/2008 em São Francisco do Paraguaçu (BA). Nesse dia, membros do movimento quilombola da região promoveram o terror nas ruas de S. Francisco do Paraguaçu, marcando um dos capítulos mais tristes de sua história. Liderados por políticos-representantes da Associação dos Remanescentes de Quilombo, Conselho Pastoral dos Pescadores, Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese, Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais e Movimentos dos Pescadores do Estado da Bahia saíram às ruas a intimidar os moradores do local, armados de machados, picaretas, foices, estrovengas e até revólveres. Dirigiram-se à Fazenda de Ângela Santana, onde destruíram cercas e porteiras e ameaçando matar quem tentasse dissuadi-los. Aos berros de que "sem sangue não há quilombo", seguiram em direção à propriedade do Sr. Carlos Diniz, onde destruíram as porteiras, cancelas, jardins e até o telhado da capela de Nossa Senhora da Pena. A manifestação só foi contida pela Pol ícia Militar.

- Estes vão perder. É tolice confiar a defesa própria à polícia ou à organizações. Por melhor que seja uma polícia, ela é constituída por pessoas, não por autômatos sem alma. Não funciona querer que eles defendam propriedades que o próprio dono não defende. Querem o que é seu? Defendam-no!

Este é um dos motivos pelo qual penso que, a longo prazo, o Brasil vai ganhar na Raposa. O Brasil está ficando disposto a defender o que é seu.

Senador Mozarildo critica postura do Assessor da Casa Civil em Roraima

O
senador vai, após o recesso, convocar o Assessor da Casa Civil, José Nagib para prestar esclarecimentos sobre sua atuação em Roraima, quanto vem ganhando desde a sua indicação ao cargo e que ele fez de positivo em prol da sociedade roraimense nesse tempo.

Mozarildo afirmou que Nagib, como representante do Governo Lula, não tem nenhum Projeto para Roraima, a não ser entregar a Raposa às ONGs.

Mozarildo critica a postura de Nagib com razão, e tem o apoio de toda bancada federal. Para o senador ele é uma pessoa que faz parte do governo e que não traz nada de positivo para a nossa gente.

Obs. O Nagib é moderado quanto ao uso da violência para retirar os demais brasileiros. Entretanto é também um enganador. Certa vez o ouvi declarar que faria uma fábrica de ar condicionado para exportação em Bomfim (fronteira com a Guiana), que absorveria todos os índios desempregados pelo fim das fazendas. Mentira! Qualquer pessoa normal sabe que nenhuma indústria se instalará em Roraima enquanto a energia não estiver garantida. (ela vem da Venezuela pois o CIR impediu a hidrelétrica no rio Cotingo), e ninguém seria idiota de montar uma grande fábrica em Bomfim, a centenas de quilômetros de qualquer porto, se poderia montá-la em Manaus a beira do porto e com as facilidades da Zona Fanca.

Mesmo na ocasião, a conversa mole não enganou nem aos índios

A História se repete, agora na reserva ianomâmi, Raposa etc.


Depois de meio século de suspeitas e indicações superficiais, chegou-se finalmente a uma certeza: em 1941, os Estados Unidos estavam prontos para invadir o Nordeste, caso Vargas não lhes entregasse as bases aéreas de Natal e Recife, essenciais para que os aviões cruzassem o Atlântico. Em 1940, o exército americano concebeu um plano que previa a ocupação da costa brasileira, de Belém ao Rio. No final de 1941, os EUA tomariam as bases do Nordeste por bem ou por mal, ocupando os campos de pouso de Belém, Natal, Recife e Salvador. Antes mesmo do ataque japonês a Pearl Harbor, as pressões para que Vargas entregasse as bases eram tão grandes que ele registrava em seu Diário: "Não é uma colaboração. É uma violência".

Obs: É bom levarmos em conta este antecedente. A maneira de evitar este tipo de problema é sermos fortes e decididos.

Possivelmente só volto à internet em fevereiro. Até lá, peço evitar me mandar e-mails.

Saudações patrióticas

GF

Félix Maier

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