quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quero uma ideologia para viver...

Mídia Sem Máscara

Ou seja, a culpa de quem impede a concretização das políticas de Obama cai nos ombros de um movimento a-partidário, já rotulado como "oposição organizada", quando não passa de uma resistência informal de pessoas que simplesmente querem ser deixadas em paz.

...pelo menos é o caso deste texto de Patrícia Campos Mello, publicado em seu blog no Estadão, a respeito dos tea-parties. Trata-se de um primor de desinformação, encharcado de "preconceito ideológico". Obviamente, a ideologia aqui em questão é a "obamista", e seu relato sobre a resistência dos tea-parties - adjetivada com os clichês de sempre, como "direitista", "radical", "histérica", etc. - mostra também um medo que prova que tal movimento pode se tornar cada vez mais representativo nos EUA.

O problema central de um texto deste naipe é o de ver o mundo pelos prismas ideológicos - vícios dos quais o jornalista brasileiro parece padecer como se fossem virtudes. Talvez a pessoa nem perceba isso, mas eles estão lá o tempo todo e é muito difícil tirá-los do seu organismo. Trata-se de um peculiar mecanismo de sobrevivência psíquica; o jornalista precisa fazer isso senão ele morre - não só profissionalmente como também existencialmente.

O detalhe que chama a atenção para o serviço de desinformação apresentado pelo texto é que a resistência dos tea-parties não é, em hipótese nenhuma, uma resistência da "direita" ou da "esquerda" e sim de pessoas que, como bem observa o relato, divergem em muitas coisas, mas também estão unidas por um interesse em comum: o desejo de que o Estado não se meta mais na sua vida. Da mesma forma que o Nelson Mandela de Clint Eastwood fez no filme Invictus, uma parcela do povo americano decidiu se unir através de um problema concreto apresentado pelas exigências do real - e não através de uma retórica populista que, a propósito, o próprio Obama percebeu que terá de se afastar se quiser governar decentemente pelos próximos três anos (além de, claro, ganhar as eleições do Congresso de 2010 e as presidenciais de 2012).

Além disso, a jornalista em questão quer embelezar o seu relato com uma sofisiticação acadêmica, ao citar justamente o ensaio de Richard Hofstadter entitulado The Paranoid Style in American Politics. Ora, pois, este é um dos ensaios mais superestimados já escritos; Hofstadter argumenta que a política americana é uma forma mentis que sempre apela para a culpa do outro - ou seja, a responsabilidade do político não ter dado certo na realização de seus projetos é sempre do "comunista", do "conservador", do "reacionário", do "extremista", do "radical". Em outras palavras, trata-se do princípio do bode expiatório explicado para dummies. A ironia do artigo é que a própria jornalista cai na retórica deste raciocínio distorcido ao apelar para o termo - olhem só! - "paranóica" para classificar a existência dos tea-parties. Ou seja, a culpa de quem impede a concretização das políticas de Obama cai nos ombros de um movimento a-partidário, já rotulado como "oposição organizada", quando não passa de uma resistência informal de pessoas que simplesmente querem ser deixadas em paz (E, a propósito, o dia em que os tea-parties virarem uma espécie de "terceira via" tenham certeza de que fracassou - e talvez seja por isso que o apoio de pessoas como Glenn Beck e Sarah Palin pode ser muito mais prejudicial do que vantajoso).

Sugiro à jornalista que não cite mais o ensaio de Hofstadter (Se quiser algo parecido e mais honesto, leia Patriotic Gore, de Edmund Wilson, em especial a sua introdução, uma perfeita amostra de como um intelectual da esquerda pode se soltar das amarras da ideologia política quando necessário); além de datado, mostra uma incompreensão básica de um detalhe essencial da verdadeira política americana: ela é feita através de intimações da vida e não através de slogans ideológicos. Provas destas intimações? Só lembrarmos de 1776, dos Founding Fathers, do Federalista, de Alexander Stephens, de Martin Luther King e Ronald Reagan. E toda vez que o governo americano partiu para a última alternativa se deu mal - vejam os casos de Lincoln, Roosevelt, Kennedy, Nixon, Bush, Jr. e agora Barack Obama.

Pena que não existem possibilidades de se realizarem tea-parties aqui no Brasil - aliás, todas devidamente sufocadas não só por textos como os que são publicados no site do Estadão e outros órgãos supostamente "plurais" da nossa imprensa, como também por uma soi-disant oposição "liberal e conservadora", que escolheu a apatia como meio de vida.

Publicado originalmente no blog da revista Dicta & Contradicta.

A festa do chá e o "beijaço" pró-PNDH

Mídia Sem Máscara

Particularmente, vejo com muito bons olhos a indignação e incredulidade de gente como essas duas jornalistas, cujo cérebro foi abduzido pelo ópio dos intelectuais provavelmente já no jardim da infância.

Ontem, Martim Vasques da Cunha, no site da Dicta & Contradicta, comentou a reportagem de Patrícia Campos Mello, correspondente do Estadão nos Estados Unidos, sobre a convenção do Tea Party, em Nashville, Tennessee, cujo texto era marcado pelo preconceito, que vê o movimento como uma manifestação "direitista", "radical" e "histérica". Pois bem, a reportagem da Folha, de Andrea Murta, não fica muito atrás do concorrente. São curiosos os efeitos que o preconceito produz. No caso dessas duas jornalistas, eles se manifestam sob forma de mal contida indignação, como se nas entrelinhas dos textos pudéssemos ler a indagação: como essa gente que não é de esquerda ousa fazer uma manifestação pública?!

No caso da reportagem de Murta, nota-se também um tom de incredulidade diante do que afirmam os manifestantes, ao falar em "marxismo latino", ao equiparar Lula a Chavez e a execrar Obama, que pretende desenvolver nos States uma política intervencionista análoga à dessa gangue latino-americana. A repórter, pasma, deixa transparecer sua incredulidade diante de tamanha fantasia fundamentalista e, para tranqüilizar-se chama um "analista" da organização Diálogo Interamericano, que deixa claro que tudo não passa de uma teoria da conspiração. Não existem marxistas ao sul do Rio Bravo, mas tão somente socialistas do século XXI... Lula e Chavez, como evidenciou a intervenção do Brasil em Honduras, nada têm em comum.

Particularmente, vejo com muito bons olhos a indignação e incredulidade de gente como essas duas jornalistas, cujo cérebro foi abduzido pelo ópio dos intelectuais provavelmente já no jardim da infância. Isso revela o quanto o ressurgimento de uma direita ativa e bem pensante as perturba e incomoda. Crêem que a maioria silenciosa deve permanecer para sempre silenciosa, a escutar-lhes a voz esclarecida pela vulgata socialista e só podem conceber como um imenso atrevimento o fato de os conservadores pretenderem intervir na vida das nações. No entanto, essa intervenção, que deve estar se gestando desde os anos 60, como contraponto à grita promovida pela revolução dos costumes, explode, afinal, com o mesmo ímpeto juvenil que caracterizou até agora os seus adversários. Que fazer?

Enquanto isso, em São Paulo, um grupo de ativistas a quem a imprensa atribui o direito de se manifestar em público, convocou a realização de um "beijaço" em apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos, na esquina da Augusta com a Paulista, no domingo passado. O nome do protesto deixa claro o cunho anárquico e orgiástico do evento pretendido. A mídia não poderia deixar de noticiar esse ato de caráter evidentemente pós-moderno, progressista e multicultural. O UOL fez questão de dar um espaço à vindoura realização na sua home-page e outros veículos de imprensa também a anunciaram, dando a entender que a manifestação, convocada pelo twitter, havia de fazer frente às elites e aos setores conservadores da sociedade, que tinham ousado protestar contra o PNDH.

Como a moral e o bom senso me aconselharam a não conferir in loco o acontecimento, procurei-lhe notícias nos jornais de ontem, temeroso de que o beijaço reproduzisse, em número de participantes, o comício no Anhangabaú pelas diretas-já. Encontrei somente uma notinha no Notícias Terra, que dava conta da participação de nada mais que uma dezena de casais gays.

http://observatoriodepiratininga.blogspot.com

Valores invertidos

Mídia Sem Máscara

O fracasso dessas experiências é o fracasso da social-democracia, ou seja, da promessa igualitarista, incompatível com a prosperidade econômica.

Não posso deixar passar sem um comentário a bela crônica do João Pereira Coutinho, publicada hoje na Folha de São Paulo (Vender a alma). No texto, o autor relata a iniqüidade que se instalou em Portugal, qual seja, a institucionalização do ócio remunerado, que praticamente condena multidões a nada fazer como se isso fosse algo de bom. Em troca, os déficits da Previdência Social crescem de forma explosiva e o desemprego não dá sinais de que possa regredir.

Essa situação não é incomum, muito ao contrário. Em toda Europa é possível que alguém nasça e morra sem precisar trabalhar nunca, permanentemente dependente da mesada estatal. Foi instituído o "direito humano" à vagabundagem. Obviamente que a trajetória dos déficits públicos, somados ao impacto da grave crise mundial, aponta para um fim dramático dessa iniqüidade, que é contra a natureza e o senso de justiça.

No Brasil vivemos já o império das bolsas com várias denominações, e as aposentadorias descasadas das contribuições, especialmente as do setor público, prática já antiga de remuneração do ócio. Aqui, por vezes com valores estupendos, os famigerados marajás, que caçoam risonhamente dos pagadores de impostos. A eles se juntaram os recebedores da bolsa-ditadura. Como na Europa, a situação das finanças públicas agrava-se dia a dia, por força dessa situação anormal.

O que mais interessa ao observador é o que vai acontecer na esfera política. Os aposentados, portadores de bolsas e desempregados remunerados estão próximos de constituírem uma grande maioria. Que governante poderá ser eleito prometendo corrigir as finanças públicas pela raiz, ou seja, cortando o ócio remunerado das multidões viciadas em não trabalhar? Terá que ser feito, mas como combinar a correta medida administrativa com a manutenção das instituições democráticas?

Veja-se o caso dramático da Grécia, a manchete dos últimos dias. Aquele país passa por uma grave crise financeira e precisará cortar benefícios sociais e empregos públicos, e gastos de um modo geral, uma vez que a válvula da inflação e da desvalorização cambial, pelo acordo para integrar a União Européia, não pode ser usada. Portugal é a bola da vez em termos de volume proporcional de déficit. Como isso será feito no regime democrático? Eu não tenho a mínima idéia. É certo que essas sociedades passarão por processo de empobrecimento rápido.

O fracasso dessas experiências é o fracasso da social-democracia, ou seja, da promessa igualitarista, incompatível com a prosperidade econômica. Estamos chegando a um tempo em que a realidade econômica se imporá de forma inexorável sobre a alucinação política que assumiu a hipótese de que seria possível suprimir a lei da escassez e que parcela crescente da população poderia viver sem trabalhar. Políticos social-democratas e socialistas em geral chegaram ao poder e lá se mantiveram escorados nessa mentira. O tempo do ajuste chegou.

Na melhor das hipóteses aparecerão políticos da estirpe de Margareth Thatcher e Ronald Reagan, que "peitarão" os sindicalistas e os políticos populistas e organizarão as finanças públicas. Na pior, teremos a multiplicação dos regimes de força. O certo é que o tempo das meias medidas acabou e a tolerância com os crescentes déficits públicos (bem como o endividamento do Estado) está chegando ao fim. Em última análise, a quebra técnica dos Estados determinará o realinhamento das forças políticas.

É provável que pactos políticos feitos a partir de algum tipo de lei de responsabilidade fiscal venham a ser exigidos para que partidos políticos possam ser constituídos, uma espécie de cláusula pétrea sobre a qual ninguém poderá questionar. Mas antes que isso ocorra veremos o sofrimento dessas gerações de ociosos remunerados, moradores de beira de praia, praticantes de turismo para preencher o seu vazio existencial. Como fazer alguém assim trabalhar, depois de décadas de ócio? É uma questão em aberto.

E essa gente que chegou aos cinqüenta anos sem constituir família, que fez do subsídio estatal seu único arrimo, como sobreviverá ao duro ajuste? Essa gente sem filhos e sem futuro? A disciplina do trabalho se adquire por longos anos de treinamento. Teremos um fenômeno novo e interessante, da reinserção dessas multidões ociosas na rotina humana, que vem desde que a civilização apontou no horizonte. "Homem, comerás o pão com o suor do teu rosto".

Lula: despreocupado com a ameaça iraniana

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Julio Severo | 10 Fevereiro 2010
Artigos - Governo do PT

Para promover essa "paz", Ahmadinejad até financia grupos terroristas que têm a meta de destruir Israel. Mas, sem dúvida alguma, uma bomba nuclear explodindo bem no meio de Israel garantiria a tão esperada Pax Iraniana. E, como sempre, Lula diria depois da tragédia: "Oh, eu não sabia de nada!"

O Brasil inteiro tem motivos de sobra para se preocupar com o tarado atômico do Irã - um termo que alguém usou muito sabiamente para descrever as pretensões atômicas de Ahmadinejad contra Israel. Graças a Lula, Ahmadinejad e seu radicalismo estão muito mais perto do Brasil do que gostaríamos que estivessem.

A visita do tarado atômico ao Brasil, por convite de Lula, provocou muita polêmica, pois Ahmadinejad chamou Lula de "meu amigo". Por sua vez, Lula defendeu o direito de o Irã desenvolver um programa nuclear para "propósitos pacíficos" - cuja definição é indecifrável para a maior parte da mídia, mesmo diante da realidade patente de que os xiitas iranianos têm a opinião de que o mundo só terá paz quando Israel for varrido do mapa.

Para promover essa "paz", Ahmadinejad até financia grupos terroristas que têm a meta de destruir Israel. Mas, sem dúvida alguma, uma bomba nuclear explodindo bem no meio de Israel garantiria a tão esperada Pax Iraniana. E, como sempre, Lula diria depois da tragédia: "Oh, eu não sabia de nada!"

Lula, que "não sabe" de nada, vive de modo bem despreocupado. É por isso que recentemente Celso Amorim - provavelmente o mais desastrado e patético ministro (produto legítimo made in PT) das relações exteriores que o Brasil já teve - esteve no Irã não só para agendar a própria visita de Lula ao Irã, mas também para negociar a venda de urânio brasileiro para o programa nuclear iraniano.

Seja o que for que o tarado atômico esteja tramando contra Israel, Lula não quer deixar a presidência sem antes dar uma mãozinha para seu amigo iraniano.

No passado, o Brasil não tinha nenhuma presença internacional marcante. Hoje, Lula não só colocou o Brasil no cenário internacional em importante papel negativo, mas também jogou-o no olho do furacão profético ao se aliar às nações que querem a destruição de Israel.

Se Lula lesse o livro de Ester na Bíblia, ele entenderia que dá azar se aliar a um Hamã. Quanto a Ahmadinejad, ou o novo Hamã nojento, se ele fosse um muçulmano sincero, ele veria a incompatibilidade de se aliar a um presidente brasileiro cuja maior preocupação na vida é promover a sodomia - que, aparentemente, o islamismo não aceita.

Seria uma sorte muito grande para o Brasil (e para o Irã) se a bomba iraniana explodisse bem na hora da visita de Lula a Ahmadinejad, bem debaixo do nariz dos dois. Sem essas duas figuras, o mundo veria, independente dos pretensos propósitos "pacíficos" do programa nuclear iraniano, o resultado: mais paz para o Brasil e o Irã.

Segue a notícia publicada pela Folha Online:

Destruição de Israel é iminente, diz o líder supremo do Irã

O líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei, afirmou neste domingo que a destruição de Israel é "iminente" e lançou um apelo à "resistência" contra o Estado judeu.

"Estou muito otimista quanto ao futuro da Palestina, e penso que Israel está em declínio", declarou o aiatolá iraniano, na presença do líder do movimento radical palestino Jihad Islâmica, Ramadan Abdallah Challah.

"Com a vontade de Deus, a destruição de Israel será iminente", insistiu, conclamando os muçulmanos a "continuarem com a resistência" e a "confiar na vitória".

O Irã não reconhece a existência de Israel e apoia os movimentos radicais palestinos.

No fim de janeiro, o líder iraniano disse que o Estado de Israel estava "fadado à destruição".

Em 2005, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, afirmou que Israel deveria ser "varrido do mapa". Ele ainda qualificou o Holocausto de "mito", suscitando a indignação dos países ocidentais.

A retórica anti-israelense do regime xiita é um dos fatores que elevam a preocupação com o programa nuclear do Irã...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hugo Chávez no pico da aura

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A segunda missão de Ramiro é liquidar Chávez, no caso da perda total do poder por causa de um golpe de Estado.

A chegada intempestiva de Ramiro Valdés à Venezuela, se é uma ingerência grave nos assuntos internos do país, não esconde de nenhuma maneira nem para ninguém o caráter ultra-repressivo do homem mais sanguinário do regime cubano. A parte visível de sua missão é a de organizar a repressão violenta para estancar na medida do possível a queda do bolivarianismo, que conseqüentemente afundaria com a Nicarágua, Cuba, Equador e Bolívia, que conseguem manter-se graças ao petróleo venezuelano.

A segunda missão, até agora não comentada, é a de manter Hugo Chávez no poder, custe o que custar, e que ele não faça como no primeiro golpe de Estado quando abandonou o poder durante dois dias e se pôs a chorar como uma prostituta.

Fidel os prefere mártires a exilados políticos.

O caso de Salvador Allende é eloqüente desta política intransigente do líder cubano. Mandou matar Allende para que não se exilasse. Não obstante, que os chilenos de esquerda tanto quanto os de direita não tenham querido admitir a realidade, algum dia a verdade será restabelecida. Nessa oportunidade utilizaram oficiais do Ministério do Interior cubano. Para regular o caso Chávez, se for necessário, mandaram-lhe o mais sinistro da cúpula cubana, o homem que é doutor Honoris Causa em repressão e conspirações "tout azimut".

Ramiro deve ter Chávez sob pressão e não deve perdê-lo de vista; que em um momento de tensão não afrouxe e espante a mula e se ponha a chorar como da primeira vez. O destino de Cuba e o que resta de vida ao regime cubano passa por Caracas, e as estruturas governamentais cubanas preferiram mandar um governador cubano como se se tratasse de uma província do império romano (não americano, como costumam dizer agora), como na Roma Antiga.

Que Ramiro vai exercer uma repressão brutal contra o povo venezuelano é uma realidade. Menos visível é a pressão que ele está metendo ao louco do Chávez e, embora não tenha vocação para mártir, dizem que ele sozinho se matou como "Chacumbele", ou melhor, que o imperialismo o matou. A segunda missão de Ramiro é liquidar Chávez, no caso da perda total do poder por causa de um golpe de Estado.

Nas últimas semanas chegaram à Venezuela vários vôos especiais (charters) com tropas cubanas. Em sua maioria do Ministério do Interior, das Reservas do Alto Comando (RAM, em sua sigla em espanhol) e de tropas especiais. A cifra situa-se entre 800 e mil efetivos. Indiscutivelmente querem afiançar Chávez no poder, custe o que custar; o problema reside em que não têm outro líder para substituir. Estes reforços vêm somar-se aos milhares de oficiais do Ministério do Interior e do Minfar (Ministério das Forças Armadas Revolucionárias), que já estão em terras venezuelanas e que têm o controle do país desde os pontos-chave, porém nem assim conseguem salvar a ditadura chavista. A Venezuela cambaleia e Cuba também; pode-se dizer que ambos os regimes desaparecerão quase em uníssono.

A decisão de eliminar Chávez em caso de descalabro total não é nada novo nem será o primeiro magnicídio planejado e executado desde Cuba. Fidel ordenou o assassinato de Salvador Allende, assassinou o ex-presidente cubano Osvaldo Dorticós, mandou matar o general Caamaño da República Dominicana e esteve profundamente implicado na conspiração do KGB para a eliminação de Agostinho Neto, o ex-presidente de Angola.

Estes quatro magnicídios são mais ou menos conhecidos em detalhes, alguns aceitos outros ainda sob a neblina da propaganda castro-comunista. Ocorrerá como a morte de Stalin: todos os segredos e os assassinatos ordenados pelo ditador comunista sairão à luz e que depois não venham dizer que não sabiam. Nas esferas do poder em Cuba se conhece as arbitrariedades e os crimes dos irmãos Castro.

Resta pouco a Chávez; porém, o maior perigo que corre o aprendiz de ditador, provém do controlador que Havana acaba de lhe enviar e que não duvidará um instante em lhe arrancar a cabeça para que acabe como um homem, e não chorando porque perdeu o poder...

Fonte: http://baracuteycubano.blogspot.com

Tradução: Graça Salgueiro

Brasil: infanticídio indígena e relativismo multicultural

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Do ponto de vista antropológico o Brasil é um dos países mais radicais na defesa do não intervencionismo e do relativismo cultural. A influência relativista está alojada na ABA (Assoc. Bras. de Antropologia), na FUNAI e nas principais ONGs que lidam com a questão indígena.

Agora, no final de janeiro de 2010, o casal Márcia Alves e Edson Suzuki (da ONG - ATINI: Voz pela vida), que tem feito um trabalho de contestação do infanticídio e de apoio a famílias indígenas que discordam da prática, recebeu intimação da Procuradoria Geral da República. A acusação: facilitar a realização de um documentário com índios e crianças indígenas "contra a vontade deles". Obviamente que isso é a ponta de um iceberg de opositores que permeiam o governo e se ocupam em perseguir aqueles que valorizam a vida e as responsabilidades que todos, governantes e governados, têm para com o Criador, acima de programas ateus partidários. São os relativistas multiculturais que querem definir as regras do jogo de nossa sociedade e, se ficarmos calados, prevalecerão.

Em uma palestra realizada na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em 2007, o sociólogo e palestrante inglês Os Guiness fez uma análise das divergências da humanidade, apresentando três caminhos que têm sido seguidos para resolver a convivência com as profundas diferenças da raça humana. Ele detalhou a postura adotada em várias sociedades, e classificando-as como Universalismo Progressivo, o Relativismo Multicultural e a Aliança Cívica Plural; esta última, apontada por ele como a melhor forma de conviver em um mundo de disparidades (maiores informações sobre essa palestra, nesse link). É esse caminho do Relativismo Multicultural, visão que está bem presente em nosso país e com resultados desastrosos, que nos chama atenção nesse momento. Especialmente, quero abordar essa questão muito contemporânea do infanticídio indígena, que tem ceifado inúmeras vidas, perante o olhar impassível de antropólogos e autoridades. Estes têm considerado essa questão apenas como uma peculiaridade de uma cultura, que não pode ser contraditada.

A suposta convivência harmônica de diferenças, no Relativismo Multicultural, se mantém com o sacrifício do reconhecimento de absolutos éticos. O grande perigo existente nesse caminho é o fechamento dos olhos ao mal explícito, rotulando ocorrências condenáveis como legítimas, válidas e inquestionáveis, por serem "expressões culturais".

É exatamente isso que vem ocorrendo em nosso meio, quanto a essa questão, na remoção de vários limites sociais que não deveriam ser derrubados. O antropólogo e teólogo Ronaldo Lidório, entre outros, já chamou atenção para os assassinatos de crianças que ocorrem nas culturas indígenas, no artigo: Não Há Morte Sem Dor e em sua "Carta Aberta Sobre o Infanticídio Indígena". Os questionamentos dessa prática e até a simples discussão da mesma, entretanto, é vista com maus olhos não somente pelas autoridades cegas pelo relativismo multicultural, mas também pela maioria da mídia, que embasa suas pautas e reflexões com igual descaso pelo que seria certo e o que seria errado - obviamente por não aceitar a premissa de que existem, sim, valores universais absolutos.

Uma matéria da Revista VEJA de 15 de agosto de 2007, sobre o infanticídio indígena, apresentou grande exceção nessa insensibilidade imoral, trazendo uma visão favorável à ação de pessoas que têm se colocado contra a prática do infanticídio praticado em algumas comunidades nativas no nosso país. O senso de certo e errado das pessoas (teologicamente isso é identificado como "a lei de Deus impressa em seus corações" - Rom. 2.15), despertado pela reportagem, gerou muitas cartas de apoio à revista que apontava a inatividade e incompetência da FUNAI para resolver essas situações.

Um dos poucos parlamentares que têm se alinhado contra esses assassinatos que ocorrem no nosso solo é o Deputado Henrique Afonso. Parlamentar do Acre, ele tem tomado posições firmes nesta e em outras questões relacionadas com a vida e com a família, com singular independência, seguindo sua consciência de cristão. Por causa dessas posições favoráveis à vida, o deputado foi processado pelo seu antigo partido (PT), do qual se desassociou, em um daqueles típicos processos bolchevistas de antanho. De sua autoria, está na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados um projeto de lei que, se aprovado, aumentará a pena de quem comete ou permite infanticídio em populações indígenas. O PL 1057/2007 criminaliza 12 práticas tradicionais reconhecidamente nocivas.

São muitas as vozes de apoio a essa iniciativa louvável? Não! O Centro Feminista de Apoio e Assessoria - Lobby esquerdista e com posturas declaradamente contrárias à vida e à família, se opõe claramente a este projeto lei, chamando-o de "repressivo" em seu site: "Ele precisa ser discutido com as mulheres indígenas, que serão as principais atingidas pela nova legislação", diz Myllena Calasans, assessora parlamentar do CFEMEA para a área de direitos humanos.

Pago com o seu e o meu imposto, temos uma Comunidade de Discussão do Poder Legislativo - Interlegis (Senado e Câmara). Nesse site somos brindados com a notícia de que "Antropólogos e representantes de povos indígenas defenderam, nesta quarta-feira, o direito de as tribos decidirem sobre infanticídio". Os depoimentos ocoreram em uma audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. A representante das mulheres indígenas no Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres, Jacimar de Almeida Gouveia (da etnia Kambeba), disse que a decisão deveria ser somente das famílias. Ela criticou a atuação de organizações não-governamentais (ONGs) que retiram crianças deficientes das aldeias para levá-las para as cidades.

Vejam a explicação que ela tem para o infanticídio: "Quando uma família decide eliminar um de seus membros, é feito um ritual, que tem um significado, e o assunto é encerrado. Ao contrário, quando uma criança é retirada da aldeia a dor não tem fim, pois eles ficam impedidos de saber qual foi o desfecho". Muito lógico, não? Permitam, consintam e defendam o infanticídio para que a família não fique supostamente desconfortável com um dor que é subjetiva e não aferível. Trocamos o fato concreto de uma criança sacrificada, pelo relativismo cultural intangível da proteção à cultura - muito civilizado!

Mas o que nos espanta, mesmo, é a notícia, no mesmo site (Interlegis) das palavras do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto Freitas Meira, e da representante do Fórum de Defesa dos Direitos Indígenas (IDDI) Valéria Payê. Esses especialistas, de carteirinha, "defenderam o direito às diferenças culturais". O presidente da Funai fica em cima do muro do relativismo ético e, agradando aos antropólogos, diz: "A análise requer cautela, pois o tema é delicado e complexo e não deve ser reduzido ao julgamento moral das práticas e tradições indígenas", ao que Valéria Payê complementa que os indígenas não podem se submeter aos padrões morais e culturais dos brancos. "Eles têm direito a uma concepção própria de direitos humanos. Por que os povos indígenas deveriam aceitar a visão dos brancos sobre direitos humanos como a única correta?"

Do ponto de vista antropológico o Brasil é um dos países mais radicais na defesa do não intervencionismo e do relativismo cultural. A influência relativista está alojada na ABA (Assoc. Bras. de Antropologia), na FUNAI e nas principais ONGs que lidam com a questão indígena. Em seus artigos, Lidório relata vários fatos de diversas culturas que demonstram não ser o infanticídio uma peculiaridade dos nossos índios. Diz ele que "o infanticídio... não é um fato isolado nem mesmo reside em um passado distante; é uma experiência atual". Nem por isso pode passar em branco sem ser contestado; sem que a sociedade condene a prática e ofereça alternativas para as culturas que a pratica.

Edson Massamiti Suzuki, esse que está sendo intimado como criminoso - por defender inocente, afirma que "a prática do infanticídio é uma realidade até os dias de hoje, e que a cada ano dezenas de crianças são enterradas vivas, sufocadas com folhas, envenenadas ou abandonadas para morrer na floresta. Mães amorosas são muitas vezes forçadas pela tradição cultural a trair seus instintos e desistir de suas crianças. Algumas preferem se suicidar a fazer isso. Outras têm que conviver com a dor e o remorso pelo resto da vida. Em alguns casos, as mães lutam pela vida de seus filhos enquanto podem, e são obrigadas a viverem excluídas da sociedade ou a se refugiar fora da sua comunidade".

Poucos, entretanto, estão interessados nos direitos dessas mães, ou nos direitos das crianças, tudo por uma suposta proteção relativista do "direito" de proteção à cultura. Um dos que estão, na cidade de Tupã, estado de São Paulo, é o vereador Airton Peres Batisteti, que se posicionou contra o infanticídio indígena e tem propostas sobre a matéria. Ele disse o seguinte sobre essa questão: "mesmo sendo uma violação aos direitos humanos, o infanticídio acaba sendo protegido pelos órgãos oficiais, sob a política de não interferência cultural".

O deputado Luiz Couto, do PT da Paraíba, nos diz em outro site oficial, pago por nós (Rádio Câmara), que o importante nessa questão de infanticídio é o debate: "Ninguém é dono da verdade. É, nós achamos que é fundamental o respeito a vida mas também o respeito às diferenças... Nós queremos efetivamente que outros debates possam acontecer".

E assim, assepticamente, como se vidas não estivessem envolvidas e sendo ceifadas, vamos debatendo. No caldeirão do relativismo multicultural, cabe tudo. Fechamos os olhos até a assassinatos, porque, acima de tudo, está o "respeito às diferenças" em um mundo do qual se aboliram os valores éticos universais e fundamentais.



* - Solano Portela é teólogo, escritor e conferencista - http://www.solanoportela.net

O pró-cônsul Ramiro Valdés

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Albert Franceschi G | 09 Fevereiro 2010
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

Chávez não nos federou com o Estado castrista cubano porque aspira a ser ele quem dirija esse Estado Federal e não será assim enquanto os irmãos Castro estejam respirando.

Em um dos meus últimos artigos, antes que Ramiro Valdés acabe com estas tribunas da Internet, quero pelo menos fazer constar que não pertencemos à manada de imbecis que Chávez quer enganar com seu calendário eleitoral e seu plano em marcha de anexação estrutural do Estado venezuelano ao Estado castrista cubano.

É um fato HISTÓRICO que venha o "comandante" Ramiro Valdés e seja nomeado para se ocupar do governo da Venezuela, pois Chávez continuará falando idiotices dia e noite como o "grande líder" e enganador de ofício, delegando de fato o governo, de agora em diante e de maneira oficial, nas mãos deste super-ministro castrista.

Por isso a nomeação do chefe comunista cubano, Ramiro Valdés, é de uma gravidade insólita.

O "comandante" Ramiro Valdés é nada menos que o terceiro homem do cérebro do poder tirano castrista, que se apropriou da vida de escravidão material e espiritual de 11 milhões de almas cubanas, incluindo 2 milhões de exilados, de vida emprestada em uma nação estranha, embora a tenham feito um pedaço seu desde há agora 51 anos.

"Ramirito" vem para uma múltipla missão que Chávez pactuou com Fidel e Raúl por sua conta. Dizem que a instituição deste pró-consulado castrista do Estado cubano, que exercia Valdés, foi o que motivou a saída de Carrizales da Vice-Presidência; porém, até que este senhor não fale como foi, presume-se que pode ter saído com sua mulher, também ministra, e com o jovem encarregado do banco central chavista, pelo descobrimento de uma descomunal falcatrua que é o que faz rodar reiteradamente por um tempo a todos os da gasta, desprestigiada, hiper corrupta e sobretudo inútil equipe de Chávez.

O mais simples seria dizer que Ramiro Valdés, como verdugo castrista experimentado, vem dirigir a sofisticada repressão dos meios de comunicação, em primeiro lugar os da rede de Internet que constituiu a última experiência dilatada de Ramirito, depois de dirigir por décadas as mais variadas agências de repressão política, fuzilamentos, torturas e cárceres do regime.

Isso pode ser certo, porém temo que seja mais ampla e complicada a missão encomendada por TODA a burocracia cubana, e alentada em especial pela necessidade de Raúl Castro de afastar a quem lhe faz sombra na cúpula do sinistro e senil poder cubano, quando já sem remédio o tirano Fidel está estertorando, embora em câmera lenta.

Esta missão serve, nada mais e nada menos, para garantir com os recursos da Venezuela a sobrevida já comatosa do nocivo, sarnento, chulo e senil regime ditatorial cubano.

Resumamos as conseqüências deste fato histórico, do dia em que se oficializou o início formal da anexação estatal do Estado chavista ao Estado castrista.

- Ramiro Valdés será um super-ministro que receberá prestação de contas desde o Vice-Presidente Elias Jaua para baixo;

- Desde este super-ministério de colônia, disfarçado com o socorrido disfarce de ministro elétrico, Valdés montará um complexíssimo mecanismo de saque ainda maior de nossos recursos financeiros, energéticos, alimentícios, desviando embarques faturados para a Venezuela; e com cabotagem no Porto de Havana, insumos industriais, equipamentos médicos comprados em dobro com os quais já treinaram o pessoal cubano em Bairro Adentro e agora são manipulados lá na ilha com propriedade;

- Dentro do avultado número de funcionários cubanos - 40, 50, 80 mil? - instalados na Venezuela, que devem pelo menos duplicar o confessado em discursos oficiais, tornou-se urgente o controle policial ultramarino por um grande policial repressor, para pôr ordem na comunidade semi-escrava em funções aqui;

- Todas as mais temidas especulações sobre o rol policial e militar do funcionarismo castrista, assentado e em um vertiginoso crescimento todos estes anos na Venezuela chavista, onde se agregaram ademais a uma apreciável quantidade de disfarçados em pessoal sanitário e de educação, milhares e milhares nas múltiplas funções de registro civil, notarias, passaportes, aduanas e agora de funcionários de alto nível de todo um ministério dedicado supostamente a resolver o problema elétrico, completam com o Comandante Ramiro uma massiva falange de invasão silenciosa, de uma muito curiosa e engenhosa maneira de ligar nossa sorte, soberania, economia e anexação estrutural inclusive militar, do próprio Estado venezuelano, à ditadura castrista e à sua legião de parasitas e capangas;

- Como Chávez nunca pôde completar a demolição do velho Estado capitalista venezuelano, implementou uma anexação gradual da república ao Estado castrista, e Ramiro Valdés é a peça-chave para essa mudança de natureza. Isto não significa que amanhã amanheceremos com uma natureza de estado policial como o cubano, porém o passo dado com a vinda de Ramiro Valdés é um salto qualitativo nessa direção;

- Creio que o que estou dizendo tem implicações realmente graves, porquanto já temos a medida - que muitos na oposição midiática querem continuar ignorando -, de que no futuro mais ou menos imediato, essa anexação ou "enfeudamento" estrutural do Estado venezuelano à direção do Partido Comunista Cubano, significaria obrigar-nos a querer nos emancipar do despotismo a que teria que se adiantar ao próprio Estado castrista cubano o qual teria se anexado o regime chavista. Não digo que já chegamos a isso, porém assinalo que será tal a dependência de Chávez na Venezuela, que a vida dessa burocracia totalitária cubana dependerá da sorte da burocracia ladra e despótica do chavismo na Venezuela.

- Chávez não nos federou com o Estado castrista cubano porque aspira a ser ele quem dirija esse Estado Federal e não será assim enquanto os irmãos Castro estejam respirando. A chegada de Valdés prepara essa federação, embora 95% dos venezuelanos estejamos absolutamente contra esse disparate demencial?

- Essas pestes burocráticas vermelhas se mantêm juntas e juntas cairão? Se isso é assim, então é necessário revisar, como se faltassem razões, TODA a estratégia da oposição venezuelana com relação a Chávez e a esta aparelhagem colonial cubana, que no ponto de seu maior desenvolvimento já qualitativo de coluna vertebral do regime chavista, veio dirigir em pessoa o terceiro homem do poder castrista cubano.

- Completou-se o legado de Chávez de nos entregar a Cuba. Começou o domínio colonial cubano com o pró-cônsul Ramiro Valdés?

- Completou-se a "angolização" da Venezuela. Cuba batalhou militarmente com o custo de milhares de mortos para reinar politicamente em Angola; aqui só bastou que Chávez decidisse nos vender a alma a seus amados amos chulos.

- Chávez está levando adiante seu plano. Porém a Venezuela tem outro plano: NÃO SEREMOS UMA COLÔNIA CASTRISTA, não seremos outra Angola, nem outra Nicarágua. Com a vinda de Valdés, Chávez cometeu seu pior disparate em anos. Só 5% apóia seu plano cubano; os outros 95% estamos dispostos a fazê-lo fracassar em seu pior desígnio. Fora Valdés! Fora Chávez!


Fonte: www.analitica.com/va/politica
Tradução: Graça Salgueiro

O senso comum fraudado

Mídia Sem Máscara

Márcio Luís Chila Freyesleben | 09 Fevereiro 2010
Artigos - Movimento Revolucionário

O indivíduo, isolado no pequeno universo de seu cotidiano, crê que suas ideias são ultrapassadas, dissidentes e pior, preconceituosas; sente-se divorciado de uma realidade que, com efeito, existe apenas no universo fantasioso da mídia e do ensino.

Chamou-me a atenção as repercussões causadas pelas declarações do General Raymundo Nonato de Cerqueira Neto durante sabatina a que foi submetido no Senado Federal, ocasião em que opinou desfavoravelmente à presença de homossexuais nas Forças Armadas. Como sói ocorrer, os movimentos sociais afins, jornalistas, políticos e, como de hábito, o presidente da OAB vieram em coro externar seus judiciosos pareceres, todos de Carta Magna em riste.

As manifestações exacerbadas de dignidade ofendida mal ocultavam os reais fundamentos da histeria. Desde que as ideias do Sr. Gramsci chegaram ao Brasil, nos idos de sessenta, pôs-se em prática a estratégia de modificação do senso comum da população, com o objetivo de promover a sua conversão à doutrina que, em que pese às evidências de ser responsável pelo extermínio de milhões de almas pelo mundo em fora, é-nos vendida como solução miraculosa e redentora: o comunismo ou, eufemisticamente, socialismo.

Como é do feitio da esquerda, a mentira sempre estará a serviço de suas empreitadas. Os meios de comunicação e o sistema de ensino, público e privado, salvo raríssimas exceções, oferecem seus inestimáveis préstimos, endossando e reverberando o ideário vermelho. As questões atinentes ao politicamente correto, ao pluralismo, à igualdade, a par de toda a temática afeta aos movimentos sociais, compõem a farofa ideológica posta na ordem do dia.

Há um esforço hercúleo para torcer, retorcer e distorcer costumes e tradições, reduzindo-os a nada, para então permitir a edificação, sob os escombros de uma sociedade desprovida dos brios, do "Socialismo do Século XXI".

Há, porém, um aspecto do estratagema que é novo, que não foi pensado por Gramsci. Enquanto os esforços para a deformação do senso comum estão em andamento, os meios de comunicação e o sistema de ensino encarregam-se de dar por acabada e exitosa a transformação da sociedade. Isto é, encarregam-se de convencer a todos de que a cartilha vermelha já teria sido devidamente apreendida pela população e de que os brasileiros comungariam das mesmas opiniões a respeito de temas como a união homossexual, legalização do aborto, a liberação das drogas, a demonização dos valores cristãos e a santificação dos valores socialistas, etc.

A estratégia é eficaz, pois o indivíduo, isolado no pequeno universo de seu cotidiano, crê que suas ideias são ultrapassadas, dissidentes e pior, preconceituosas; sente-se divorciado de uma realidade que, com efeito, existe apenas no universo fantasioso da mídia e do ensino. Entrementes, o indivíduo vê-se diante de uma dicotomia: o senso comum que lhe próprio e o senso comum que lhe é impingido.

A existência dessa dualidade ficou nítida no plebiscito do desarmamento: enquanto jornalistas, artistas, professores universitários e outros valorosos integrantes de nossa pseudo-intelectualidade desdobravam-se em argumentos para demonstrar que a proposta de desarme ia ao encontro dos mais sinceros anseios da pacífica população brasileira, as urnas provavam que o discurso dessa cambada não passava de empulhação. O resultado do plebiscito tornou-se emblemático, porque revelou o desplante daqueles que tentaram infundir um senso comum fraudado em toda a gente.

Situação semelhante ocorre no episódio protagonizado pelo General Cerqueira Neto. Tenta-se incutir na população a noção de que as Forças Armadas andam na contramão dos mais caros sentimentos nacionais; o que é uma vergonhosa mentira. Fizessem eles outro plebiscito, veriam nas urnas o que pensa a população sobre a "causa gay"; saberiam eles que, para um povo essencialmente cristão, tais causas encerram "delitos contra a natureza humana".

Quem quer que tenha um ponto de vista histórico do problema percebe uma ironia em curso. Governos socialistas invariavelmente perseguem e criminalizam os homossexuais, não sem antes usá-los em sua estratégia revolucionária. Uma vez no poder, homossexuais e intelectuais orgânicos solidarizar-se-ão no "paredón", à moda cubana, ao estilo Guevara.

É nesse sentido que deve ser compreendida a esparrela que está sendo armada para os militares. Após a execração pública que se pretende empreender contra os militares anistiados, o próximo passo será obrigar as Forças Armadas a receberem em suas fileiras homossexuais. Há nisso o dissimulado propósito de solapar as bases sobre as quais a vida militar é erigida, até a inevitável ruptura com todos os valores que forjaram as suas principais colunas de sustentação: a hierarquia e a disciplina.

Para levar a cabo seu intento, a esquerda corromperá instituições e destruirá todos os valores da sociedade brasileira: a família, a religião, a moral, a propriedade, etc.; como estratégia de subversão dos valores que impediram, até agora, a implantação do marxismo.

Depois da débâcle militar, pouco restará em socorro de nossa liberdade.



Márcio Luís Chila Freyesleben é Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais

O fim do périplo da IU pela Colômbia

Mídia Sem Máscara

Eduardo Mackenzie | 09 Fevereiro 2010
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

Uma maneira de respaldar as atrocidades que as FARC cometem é ocultá-las, transferindo a culpa para "as partes em conflito". É utilizar o eufemismo do "conflito social, político e armado interno". Foi isso que a missão da IU fez.

A falsa delegação parlamentar espanhola que esteve em Bogotá, Cali e Medellín nestes dias, saiu furiosa de sua patética viagem. As frases incendiárias lançadas pelos viajantes da Esquerda Unida (IU em sua sigla em espanhol) em 3 de fevereiro passado, ao final de sua "missão reguladora dos direitos humanos", mostram que nem tudo lhes saiu como queriam. À falta de funcionários do alto escalão, tiveram que se consolar com um encontro com o embaixador de seu próprio país. Eles aspiravam em ir ao Palácio de Nariño para proferir seus palavrões e insultos habituais contra o presidente Álvaro Uribe, porém este não os recebeu: ele mal podia perder seu tempo ante espantalhos dessa categoria.

Como na Espanha não levam a sério a Esquerda Unida, grande defensora de tiranos como Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales, seus chefes inventam viagens para que a imprensa estrangeira dê algum eco aos seus amálgamas e ameaças. Essas viagens de turismo revolucionário transformam-se assim, afinal, em tristes farsas.

A IU é uma formação política marginal, herdeira do Partido Comunista da Espanha (PCE). Ela representa uma ideologia criminosa com passado atroz: a maior empresa de destruição dos direitos humanos que a civilização já teve que suportar em toda sua história. Mesmo assim, o neo-comunismo tem o cinismo de querer se erigir em perito em direitos humanos. Porém, com tais antecedentes ninguém lhes dá crédito. Quando se faz parte de uma corrente que preconiza a violência como uma necessidade política, quando esse sistema levou à morte mais de 120 milhões de pessoas no mundo, não se tem autoridade moral para vestir os hábitos de um juiz de nada.

Os políticos da IU foram à Colômbia para fazer a única coisa que sabem: colocar barreiras entre os povos. Aterrissaram em Bogotá para lançar mentiras enormes que perturbem a aprovação do Tratado de Livre Comércio (TLC) entre a Colômbia e a União Européia. Para tratar de dar uma rasteira nos "mecanismos de cooperação estabelecidos entre a Espanha e a Colômbia", como revelou um tal de Francesc Canet, foram instigar os senadores norte-americanos que querem abolir o Plano Colômbia.

Essa visita, entretanto, pode ter tido outros objetivos. Que relação há entre esse curioso périplo e o recente anúncio de que as FARC estão tratando de montar um ato propagandístico na Europa? A missão da IU, ou um dos seus membros, aproveitou esses dias para fazer contatos dissimulados com o movimento terrorista e essa montagem na Espanha, onde os pretendidos delegados não teriam que fazer frente à muralha do idioma?

As declarações que a missão lançou fazem pensar nisso. São a cópia exata das exigências das FARC: que o governo deve reconhecer que há "um conflito social, político e armado interno", que "provoca uma vulnerabilidade sistemática dos direitos humanos por parte de todos os agentes armados", que a Colômbia deve capitular ante a guerrilha, quer dizer, pactuar uma "saída negociada do conflito", que na Colômbia "não se respeita a independência do poder judiciário", etc.

Uma maneira de respaldar as atrocidades que as FARC cometem é ocultá-las, transferindo a culpa para "as partes em conflito". É utilizar o eufemismo do "conflito social, político e armado interno". Foi isso que a missão da IU fez. O documento que entregaram diz, por exemplo, que "as mulheres e as crianças são utilizadas pelas partes em conflito". Não disse que as FARC fazem isso mas que o fazem "as partes em conflito". Todo mundo sabe que não é o Estado colombiano quem seqüestra e recruta crianças para levá-las às emboscadas. Isso o fazem exclusivamente as FARC e o ELN que os exploram para, além disso, plantar minas anti-pessoa, fazer trabalhos de inteligência e servir de escravos dos chefes terroristas. As Forças Militares, pelo contrário, resgatam os meninos combatentes e os entregam aos programas de reabilitação.

Isso a missão comunista espanhola não reconhece, pois a venda que eles mesmos colocaram nos olhos antes de descer do avião não lhes permitiu ver a realidade. Nessas condições só podiam fazer o que outros os haviam feito decorar: repetir as cantilenas de turno, aprendidas com todo o rigor, como exigem os manuais de agitação e propaganda da IU. Os métodos inventados pelas boas almas de Lênin, Stalin e Breznev não se esquecem facilmente.

Tradução: Graça Salgueiro

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Por trás das palavras

Mídia Sem Máscara

Em toda política genuinamente conservadora que se observa ao longo dos tempos, a ordem divina nunca é um princípio positivo a ser "realizado", mas apenas um limite que não deve ser transposto, um critério negativo de controle e moderação das presunções humanas.

Por que os direitistas brasileiros se denominam "liberais" em vez de "conservadores"? A escolha das palavras revela uma diferença específica que, bem examinada, basta para explicar a debilidade e o fracasso da direita nacional.

O termo "conservador" denota a adesão a princípios e valores atemporais, que devem ser conservados a despeito de toda mudança histórica, quando mais não seja porque somente neles e por eles a História adquire uma forma inteligível. Por exemplo, a noção de uma ordem divina do cosmos ou a de uma natureza humana universal e permanente.

Fora do quadro delimitado por essas noções, a "História da humanidade" dissolve-se numa poeira de processos temporais heterogêneos, descompassados, inconexos, não raro incomunicáveis e mutuamente incompreensíveis.

Só resta então aceitar a completa irracionalidade da existência histórica ou, não suportando suportar essa idéia, fabricar uma unidade postiça, baseada na "luta de classes", na "luta das raças", na "evolução animal", na dialética hegeliana, no determinismo geográfico ou em qualquer outro pseudoprincípio, que pode ser obtido seja pela ampliação hiperbólica de algum fenômeno empírico limitado, seja, nos casos mais graves, pela invencionice pura e simples.

Uma vez estabelecido esse pseudoprincípio, pode-se deduzir dele um "sentido" unilinear da História e, deste, um programa político que se torna automaticamente obrigatório para todos os seres humanos, atirando-se à guilhotina ou aos campos de concentração os discordes e recalcitrantes. Tal é precisamente o trabalho da mentalidade revolucionária. Se as revoluções invariavelmente resultam na implantação de regimes totalitários, não é nunca por algum desvio de seus belos ideais de origem, mas pelo simples fato de que, transfigurada em ação política, a certeza de conhecer o sentido total da História não pode, por definição, admitir que alguém permaneça alheio ao dever de realizá-lo. A mera indiferença política basta então para fazer do cidadão um inimigo da espécie humana.

O conservadorismo, em contrapartida, funda-se na admissão de que a ordem divina não pode nem ser conhecida na sua totalidade nem muito menos realizada sobre a Terra.

A eternidade não pode ser espremida dentro da ordem temporal, tal como o infinito não cabe dentro do finito. Por isso, em toda política genuinamente conservadora que se observa ao longo dos tempos, a ordem divina nunca é um princípio positivo a ser "realizado", mas apenas
um limite que não deve ser transposto, um critério negativo de controle e moderação das presunções humanas.

O conservadorismo é, em essência, um freio às ambições prometéicas do movimento revolucionário e, genericamente, de todos os governantes. A modéstia e a prudência, a rejeição de toda mudança radical que não possa ser revertida em caso de necessidade, a recusa de elaborar grandes projetos de futuro que impliquem um controle do processo histórico, a concentração nos problemas mais imediatos e nas iniciativas de curto prazo, tais são os caracteres permanentes da política conservadora. Encarnações eminentes do pensamento conservador ao longo dos tempos são Lao-Tsé, Aristóteles, os profetas hebraicos, Cícero, Sto. Tomás, Richard Hooker, Shakespeare, Goethe, Disraeli, Jacob Burckhardt, Winston Churchill e Ronald Reagan. Malgrado as diferenças de épocas e mentalidades, todos exibem horror à hübris revolucionária, um sentimento agudo de que em política nada é melhor do que a moderação e a prudência.

Que não haja nem possa haver um conservadorismo perfeito, é algo que decorre da definição mesma do conservadorismo. Quando o amor à ordem divina se inflama ao ponto de fazer esquecer a impossibilidade humana de realizá-la no mundo histórico, ou quando a resistência
a um projeto revolucionário específico se cristaliza na ambição de invertê-lo materialmente, elementos do discurso conservador são absorvidos e integrados num discurso revolucionário substitutivo que, travestido de conservadorismo, pode seduzir parcelas imensas da população, inclusive as mais tradicionalistas e reacionárias, usando-as como bucha de canhão em aventuras políticas suicidas.

Revolução é, em essência, todo projeto de mudança social e política profunda a ser realizado mediante a concentração de poder. O conservadorismo expressa a resistência natural, geral e espontânea da alma humana a deixar-se usar como instrumento a serviço de promessas irrealizáveis sob o guiamento de líderes pretensamente iluminados. Quando a contra-revolução, em vez de contentar-se em ser apenas uma medida de emergência contra uma situação de fato, se enche de sonhos de glória e cria seu próprio projeto de mudança social profunda, ela própria se torna um movimento revolucionário. Eis por que o conservadorismo é a mais forte linha de resistência contra todas as revoluções "de esquerda" e "de direita". Os exemplos de Dolfuss e Churchill na década de 30 bastam para ilustrar o que estou dizendo.

O liberalismo, em contraste, é a resistência a uma modalidade específica de projeto revolucionário, o socialismo. Ambos nasceram no século 19 e se definem um ao outro como irmãos inimigos.

Ao socialismo a proposta liberal opõe a defesa da economia de mercado e das liberdades políticas no quadro do moderno Estado laico. A todos os componentes do movimento revolucionário que escapem da definição formal de socialismo, que portanto não ataquem diretamente esses dois pilares da ideologia liberal, o liberalismo não pode oferecer nenhuma oposição eficaz. Nada, no discurso liberal, oferece fundamento sólido para a rejeição do abortismo, do feminismo radical, da liberação de drogas, do gayzismo, do multiculturalismo, da guerra assimétrica, da abolição das soberanias nacionais ou da destruição de todos os pilares culturais e religiosos milenares em que se assenta a possibilidade de existência do próprio liberalismo.

Quando essas bandeiras se tornam as principais armas de propaganda do movimento socialista, só resta ao liberalismo opor-lhes uma resistência muito fraca, fundada em argumentos de legalidade formal, ou então aderir a elas, na esperança louca de parasitar a força retórica do discurso socialista para fins de imediatismo eleitoral.

Nesta última hipótese, cada miúdo triunfo eleitoral dos liberais torna-se mais uma vitória ideológica de seus adversários.

Lula e a banda larga

Mídia Sem Máscara

Lula satanizou as empresas, responsabilizando-as por não vender serviços a quem não pode pagar, quando ele mesmo chefia o Estado que tributa com destinação expressa para suprir a carência, sem, no entanto, cumprir seus compromissos com as populações mais pobres. Lula mente quando diz defender os pobres.

Convido você, meu caro leitor, a ver o discurso no link anexo, no qual Lula dá uma espécie de resposta indireta à carta do presidente da Telebrasil, Antonio Carlos Valente, comentada por mim no artigo anterior. O discurso é um peça interessante pela retórica e pelo conteúdo. Aqui está contida a grande promessa e a grande mentira que precisa ser denunciada e combatida. Aqui está registrada a ameaça direta do poder constituído a todo o segmento empresarial. E não são palavras vãs.

Primeiro, não é papel do Estado garantir que todos tenham acesso à banda larga, porque há de ter quem até mesmo não queira, ainda que seja de graça. Em muitas situações, direitos supostos acabam por se tornar como que compulsoriedades. Essa é a maldição da metástase dos mal afamados direitos humanos, a maldição moderna que acaba por destruir os fundamentos de uma sociedade sã. Lula afirmou que o governo assumiu o compromisso de levar a banda larga a todos os rincões. Ora, isso só se faz com subsídios e ações antieconômicas, sem qualquer racionalidade que não a lógica distributivista, portanto incompatível com a atividade empresarial privada.

Segundo, Lula enganosamente afirmou que o governo não quer estatizar, mas apenas suprir uma suposta falha de mercado. Lula disse que as empresas privadas teriam a obrigação de levar infra-estrutura sem considerar as racionalidades econômicas mínimas. Ora, as empresas não têm obrigação de vender para quem não é demanda, não tem renda, capacidade de pagar pelos serviços. Para isso, o governo dispõe dos recursos dos Fundo de Universalização de Telecomunicações - FUST, que desde a sua origem estão sendo desviados de suas finalidades.

Que retórica porca! Lula apelou para o jogo de palavras e para o sentimentalismo barato, em nome dos pobres, como sempre faz. Esse raciocínio é de extremo perigo. Com base nele todas as ações espúrias de governo, intervindo no processo econômico por todos os meios, estão previamente justificadas. Lula reclamou que os serviços são caros, sem citar que o maior componente isolado de custo são os impostos. O governo rouba os produtores e rouba os consumidores e posa de bom mocinho, assim impedindo a universalização dos serviços.

As empresas de Telecom não são responsáveis pela existência de pobres.

Por cima de tudo está a maldição da busca utópica da igualdade, a ser alcançada a qualquer custo. Lula satanizou as empresas, responsabilizando-as por não vender serviços a quem não pode pagar, quando ele mesmo chefia o Estado que tributa com destinação expressa para suprir a carência, sem, no entanto, cumprir seus compromissos com as populações mais pobres. Lula mente quando diz defender os pobres.

Ouvir esse discurso me convenceu ainda mais que a Telebrasil errou estrategicamente ao apoiar a Confecom, vindo a fazer parte daquele circo leninista grotesco. Teria mesmo que ter recusado e denunciado o embuste. Daqui para frente a linha revolucionária do PT vai prevalecer na condução do governo Lula e nada o fará recuar. Lula, no discurso citado acima, reafirmou isso com todas as letras.

Caro leitor, dá para imaginar o que virá se Dilma for eleita e trouxer com elas todos os mensaleiros cassados, a começar pelo maior deles. Estamos no rumo da Venezuela. De novo, veremos governantes laçando bois no pasto.

Novo livro analisa a crise vivida por Honduras

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Uma ameaça nunca antes vista na região é desnudada em sua origem e toda sua magnitude por Alejandro Peña Esclusa.

Saiu a venda na Colômbia o livro "El Foro de Sao Paulo: una amenaza continental", impresso pela editora Random House-Mondadori, o qual analisa a crise que Honduras viveu depois da destituição do ex-presidente Manuel Zelaya.

O novo livro, do escritor venezuelano Alejandro Peña Esclusa, é dedicado "Ao valente povo hondurenho, por defender sua democracia com tanta firmeza e determinação", e analisa detidamente as causas que levaram à sucessão presidencial, a reação precipitada da OEA e de outros atores frente à crise, e o "desmascaramento" de Lula ao amparar Zelaya na Embaixada do Brasil.

O autor apresenta um ponto de vista novo, segundo o qual os organismos multilaterais latino-americanos foram "seqüestrados" pelo Foro de São Paulo, organização criada por Fidel Castro e Lula da Silva em 1990, e que agrupa, entre outros, Hugo Chávez, Evo Morales, Daniel Ortega e o Partido Socialista do Chile, no qual milita o Secretário Geral da OEA, José Miguel Insulza.

O livro repassa a história do Foro de São Paulo, suas origens, crescimento e desenvolvimento, e inclui uma análise dos temas que mais sacudiram a região: uma resposta do Grupo do Rio frente à Operação Fênix, o papel da UNASUL nos acordos de cooperação militar entre Estados Unidos e Colômbia, o massacre de Pando na Bolívia e os fatos acontecidos na zona amazônica de Bagua, no Peru.

Na contra-capa do livro o ex-ministro colombiano, Fernando Londoño, escreve: "Há muitos livros sobre história. Há outros, menos, que pretendem ser proféticos. Porém há muito poucos que sendo história rigorosa se convertem em profecia. O livro de Alejandro Peña Esclusa sobre o Foro de São Paulo é desta linhagem".

Por outro lado, o conhecido escritor Plinio Apuleyo Mendoza afirma: "Não é possível entender o que ocorre hoje na América Latina sem saber como surgiu e o que propõe o Foro de São Paulo. As revelações contidas neste livro mostram a realidade e os perigos do chamado Socialismo do Século XXI, a maneira como graças à estratégia desenhada em tal Foro conseguiu na Venezuela e outros países chegar ao poder, demolir as instituições democráticas e confiscar as liberdades ao amparo de uma ideologia fracassada na Europa e revivida neste continente. Uma ameaça nunca antes vista na região é desnudada em sua origem e toda sua magnitude por Alejandro Peña Esclusa".

Este é o primeiro livro que se publica depois de finalizada a crise hondurenha, que culminou com a tomada de posse do novo presidente, Porfirio Lobo, em finais de janeiro passado.

O livro já está à venda nas principais livrarias da Colômbia e posteriormente estará disponível em outros países da região.

Tradução: Graça Salgueiro

Sete anos após o ataque das FARC ao clube El Nogal

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Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido | 08 Fevereiro 2010
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

Seis dias depois, Raúl Reyes expressou por escrito aos demais membros do Secretariado sua satisfação pelo atentado. Com esta comunicação, não restou nenhuma dúvida acerca da autoria do crime por parte das FARC.

Às 8:15 da noite do dia 7 de fevereiro de 2003, uma célula terrorista da frente Teófilo Forero das FARC detonou no clube El Nogal de Bogotá um carro-bomba, carregado com mais de 200 kilos de explosivos.

No criminoso ataque perderam a vida 36 pessoas e mais de 200 ficaram gravemente feridas. O atentado contra pessoas civis inermes foi planejado por todos os cabeças do Secretariado das FARC, com o macabro propósito de "golpear a burguesia onde mais lhe dói", devido a que "os ricos que vão a esse clube são os que financiam o exército burguês que combate contra nossas forças revolucionárias", assinalou Tirofijo em uma mensagem aos demais cabeças.

Entretanto, por ligeireza do então ministro do Interior, Fernando Londoño, que lançou a hipótese da presumível participação de outros cartéis do narcotráfico distintos ao das FARC, os terroristas aproveitaram a conjuntura para negar com total cinismo e absoluto descaramento, que eles tiveram algo a ver com o fato.

As investigações posteriores demonstraram que os membros de uma família de sobrenome Arellán, proveniente do Tolima e da antiga zona de distensão, foram os encarregados de levar a cabo o sinistro plano e que, inclusive, James "Patamala" ordenou a um de seus sequazes que ativasse o explosivo mediante a chamada de um telefone celular, tendo a certeza de que um dos Arellán, encarregado de entrar com o veículo Megane no estacionamento do clube, ainda estava dentro do carro. A razão: o terrorista morto havia sido "muito indisciplinado nos gastos dos recursos da organização".

Tudo se esclareceu para as autoridades colombianas com a apreensão dos computadores de Raúl Reyes. Em um dos documentos apreendidos, há provas de que um delinqüente identificado com o cognome de "Toledo" e que, segundo as análises, se trataria do jornalista Carlos Lozano, diretor do Semanário Voz, órgão de difusão oficial do Partido Comunista (e por extensão, das FARC), escreveu um e-mail eufórico dirigido a Raúl Reyes:

- O comunicado do [ocorrido no] El Nogal é bom. Abriu às contradições. Agora toma força a hipótese de que foi o cartel do Norte del Valle. No nível internacional resta força à campanha de Uribe Vélez com o terrorismo.

Seis dias depois, Raúl Reyes expressou por escrito aos demais membros do Secretariado sua satisfação pelo atentado. Com esta comunicação, não restou nenhuma dúvida acerca da autoria do crime por parte das FARC.

- Camaradas do Secretariado. Vai minha saudação comunista. Adiciono análise [de] nota recebida de Lozano. Acho acertada nossa análise quanto ao evidente desespero de Uribe e da cúpula militar pela ausência de resultados e das crescentes pressões...

- Considero pertinente de nossa parte estudar a conveniência política de negar responsabilidade na formidável ação sobre o El Nogal, para criar ao Estado, ao governo e aos gringos maiores contradições internas, aproveitando que os serviços de inteligência não foram capazes de deter ninguém, nem possuem outras provas contra as FARC.

Um grupo de cidadãos afetados pelo narco-terrorismo comunista convocou para o dia 7 de fevereiro de 2010 uma concentração pacífica, para recordar à Colômbia e ao mundo que as FARC massacraram 36 colombianos no clube El Nogal, da mesma forma que o fazem diariamente em diferentes pontos da geografia nacional.

É de se supor que o protesto chamará a atenção dos magistrados da Corte Suprema para que deixem de lado a oposição política ao atual governo e atuem diretamente contra os criminosos de colarinho branco vinculados à FARC-política, citados não só nos computadores de Reyes como nos demais computadores encontrados nos acampamentos de Lozada, Martín Caballero, Negro Acacio, John 40, Felipe Rincón, La Pilosa, etc.

Evidentemente, a concentração de vítimas do narco-terrorismo comunista na Colômbia também pretende lembrar aos indiferentes que há 23 militares e policiais seqüestrados há vários anos. Que Alfonso Cano ou o Mono Jojoy não vão libertá-los de boa-vontade, pois contam com o respaldo político de Lula, Chávez, Correa, os Kirchner, Evo, Ortega, Mujica, Lugo e dos partidos comunistas do continente, ansiosos em legitimar as FARC, de outorgar-lhes status de beligerância e apoiar a ofensiva final do terrorismo contra a liberdade na Colômbia.

Porém, além disso, os organizadores do protesto afirmam que este é o grito de milhões de colombianos que não têm acesso aos meios de comunicação, nem à academia, nem às cortes, nem aos estamentos governamentais, nem às embaixadas, para que a amnésia consuetudinária deste país não cubra com o manto do esquecimento o holocausto causado durante cinco décadas, pelo braço armado dos "camaradas" em sua guerra contra a Colômbia.

O momento é oportuno para atuar em diferentes campos da vida nacional e passar das palavras e das boas intenções para os fatos concretos. Seriam muito positivas ações deste matiz:

1. Criação de um museu aberto ao público com sub-sedes em Cali, Barranquilla, Cartagena, Medellín e Bucaramanga, que descreva com detalhes o holocausto produzido pelo terrorismo comunista contra a Colômbia, no qual haja fotografias, vídeos, livros, recortes da imprensa, áudios e testemunhos de todas as vítimas das atrocidades das FARC;

2. Abrir inúmeras investigações por genocídio contra as FARC e o Partido Comunista Colombiano, em instâncias penais nacionais e internacionais. Se alguma instituição séria se dispõe a recoletar e compilar provas concretas, é inegável que existe em todo o território nacional material suficiente para demonstrar que de maneira sistemática as quadrilhas das FARC têm assassinado, torturado e deslocado milhões de camponeses, pessoas humildes, comerciantes, criadores de gado, estudantes, etc., o que em suma constitui cometimento de vários delitos de lesa-humanidade;

3. Incrementar a propaganda tática e estratégica que induza à deserção dos terroristas com armas, munições e os preciosos computadores, ou para que os cabeças das frentes renunciem ao terrorismo fariano, sejam sensatos e se entreguem ante as autoridades com seus subalternos e todo o material que possuam;

4. É hora da justiça colombiana atuar com contundência similar e sem desequilíbrios contra os criminosos da para-política e contra os criminosos de colarinho branco que, disfarçados em ONGs de fachada, servem de legitimadores das FARC;

5. Também é hora de exigir aos candidatos presidenciais que se pronunciem com clareza a respeito, pois até esta data não se vê neles desejo diferente ao de tomar as rédeas do poder para voltar às funestas épocas de Betancour, Barco, Gaviria, Samper e Pastrana;

6. Assim como se gestou a sétima papeleta e neste momento fala-se até a saciedade do referendo re-eleicionista, seria definitivo que ao lado dos cartões das próximas eleições, perguntassem aos colombianos se queremos que as FARC entreguem as armas e se submetam à justiça, e se queremos que entreguem os seqüestrados sem necessidade de que os mal chamados "colombianos pela paz" pretendam legitimá-los em uníssono com o Foro de São Paulo.

Com certeza que seria avassaladora a votação para dizer às FARC que eles não representam o povo colombiano senão aos interesses do Partido Comunista, e que a Colômbia quer os seqüestrados livres, sem a presença manipuladora de Teodora Bolívar, de monsenhores ansiosos por publicidade e de estúpidos que fazem o jogo dos terroristas.

Que o enlutado aniversário dos sete anos do ataque terrorista contra o clube El Nogal seja uma referência para que o país inteiro reaja, para que os cidadãos voltem de maneira massiva às ruas para referendar a decisão popular do 4 de fevereiro de 2008: não mais FARC, não mais terrorismo comunista contra a Colômbia e sim ao desenvolvimento integral, à harmonia e à integração do país ao mundo globalizado e não ao estreito beco sem saída marxista-leninista, em que pese ver a tragédia do povo cubano ou a débâcle venezuelana, continua obstinado em que o totalitarismo é bom e que as FARC são a solução para os mesmos problemas que estes terroristas e os politiqueiros corruptos têm causado à Colômbia.

Tradução: Graça Salgueiro

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"O PT já nasceu corrompido"

Mídia Sem Máscara

Sionei Ricardo Leão | 07 Fevereiro 2010
Entrevistas - Entrevistas

Em entrevista concedida ao Jornal de Brasília, Olavo de Carvalho comenta a derrocada intelectual e moral do Brasil nas últimas décadas, resgata fatos da história recente do país, e destaca aspectos do modus operandi do PT: Eles também apelam à violência. Veja as mortes dos prefeitos de Santo André e de Campinas.

Os escândalos que atingiram recentemente o DEM em Brasília e o PT na época do Mensalão são resultado de uma degradação da moral e da intelectualidade nacional que vem ocorrendo há duas décadas no País, analisa o filósofo Olavo de Carvalho. "Se o Brasil ficar assim mais cinco anos, ele não se levantará nunca mais". O filósofo concedeu esta entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília por telefone, de Richmond, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, onde mora desde 2005. Na Academia, Olavo de Carvalho é considerado um crítico impiedoso das esquerdas brasileiras. Para ele, o Partido dos Trabalhadores enganou a sociedade.

"O prestigio do PT cresceu pelo discurso de combate à corrupção. Mas a máquina de corrupção do partido já estava sendo montada há muito tempo". Nessa avaliação, ele aponta que, no quadro partidário atual, o eleitor não tem opção, pois faltam candidatos que consigam ou sejam interessados em representar os anseios do povo brasileiro, que "é profundamente conservador, sobretudo no aspecto social".

Da mesma maneira, ele considera que há um monopólio de pensamento político no Brasil. "Isso não pode acontecer num país". Os desafetos de Olavo de Carvalho o classificam de direitista convicto ou até reacionário, rótulo que ele desdenha. "Qual é o problema de ser de direita? É proibido? Não tem sentido você proibir a direita e ao mesmo tempo falar em pluralismo democrático. Em todos os países, há esquerdas e direitas. Agora, com quem vou debater isso no Brasil? Com pessoas indignas, cuja obra intelectual é zero? Imagine se eu vou querer que essas pessoas me respeitem ou me reconheçam!"

Nos EUA, o filósofo ocupa o tempo com um curso de Filosofia a distância que tem adesão de vários alunos brasileiros. Ele também está preparando uma publicação sobre o pensador Mário Ferreira dos Santos.

* * *

O PT durante anos brandiu a causa da ética. Ao chegar ao poder foi desgastado pelo escândalo do mensalão. O DEM passou a levantar a mesma bandeira, mas foi tragado com o caso de Brasília. A defesa da ética tem alguma maldição?

Em primeiro lugar, o prestígio do PT cresceu pelo discurso de combate à corrupção, mas a máquina de corrupção do partido já estava sendo montada enquanto isso acontecia. Tanto que foi organizado um serviço de inteligência privado do PT, que ficou conhecido como PTPol. A coisa foi denunciada pelo governador Esperidião Amin (Santa Catarina), mas nada se investigou depois. Em 1993, quando houve aquela famosa CPI da Corrupção, a máquina já estava montada, já fazia três anos que o PT fundara o Foro de São Paulo, associando-se a organizações de traficantes e seqüestradores como as Farc (Força Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o Mir chileno ao mesmo tempo em que, em público, pregava a moral e os bons costumes. Todo aquele combate aparentemente moralista era para encobrir o esquema. O PT foi o partido que mais enganou a população, pois ele já nasceu corrompido. Em segundo lugar, a decadência moral dos partidos acompanha a decadência geral do Brasil, que se aprofundou muito nos últimos 20 anos.

Para o senhor a desmoralização partidária é então resultado de um processo mais amplo?

A decadência não se dá apenas no aspecto moral, ela aconteceu intelectualmente. Nossos estudantes invariavelmente tiram os últimos lugares nos testes internacionais, abaixo de gente que vem de países muito mais pobres. Note que a produção de trabalhos científicos no Brasil aumentou bastante nos últimos anos. Mas as citações de pesquisas internacionalmente diminuíram muito, mostrando que a produção nacional tem cada vez menos valor para o progresso da ciência no mundo. A produção de trabalhos científicos tornou-se mera empulhação quantitativa para facilitar a caça às verbas. Compare o Brasil dos anos 50 a 70 com o atual. Tínhamos então uma infinidade de escritores e pensadores de nível mundial. Hoje, "intelectual" é o Jô Soares, é o Luís Fernando Veríssimo, é o Emir Sader. É comparar Atenas com a Baixada Fluminense. No campo moral, até se você usar como referência líderes de esquerda do passado como Carlos Marighella e Luiz Carlos Prestes, não há qualquer menção de que eles tivessem se envolvido com negociatas, com corrupção. Tanto que recentemente houve o episódio de a filha do Prestes negar-se a receber qualquer indenização do Estado, porque para ela isso mancharia a imagem do pai. Até os esquerdistas eram mais decentes naquele tempo. Agora, esse pessoal que está aí, descaradamente, assalta os cofres do Estado. Eles também apelam à violência. Veja as mortes dos prefeitos de Santo André e de Campinas.

Há luz no fim do túnel em outras legendas partidárias?

Os outros partidos são cúmplices. Hoje não se pode falar de esquerda e de direita, o que se tem é um sistema único. Destruíram o quadro partidário do Brasil.

O senhor defende que a polarização entre direita e esquerda ficou no passado?

O Brasil não tem uma direita há muito tempo. Nas últimas eleições presidenciais, os discursos de todos os candidatos eram semelhantes. O Partido Democratas foi inspirado na esquerda americana. Portanto, não pode ser considerado exemplo de partido conservador.

Como o senhor classifica o eleitor brasileiro? Desinformado e provinciano ou consciente, engajado, universalista?

O povo brasileiro é profundamente conservador. Sobretudo no aspecto social. É maciçamente contra o aborto, o feminismo radical, as quotas raciais, o gayzismo organizado. No entanto, não há político que fale em nome do povo: estão todos comprometidos com os lobbies bilionários que protegem esses movimentos.

Então a seu ver, falta hoje no quadro partidário quem traduza ou represente politicamente o pensamento da sociedade?

Não há candidato que defenda os valores em que o povo acredita. Aí fica esse vácuo. E a nossa suposta direita está mais interessada em comer dinheiro do governo. Se só há candidatos de esquerda, então o eleitor vai votar em quem? Durante as eleições, os candidatos camuflam o seu radicalismo, mas depois de eleitos, quando se sentem firmes no poder, tiram a máscara. Na eleição seguinte, o contingente de eleitores novos não sabe o que se passou e confia de novo em candidatos que já enganaram a geração anterior.

Por que os brasileiros votam em pessoas, em lugar de partidos?

O discurso dos partidos não é nítido. Numa eleição na Inglaterra, por exemplo, você tem uma direita e uma esquerda bem definidas. Você sabe quem é quem. Aqui nos Estados Unidos ninguém ignora que a Hillary Clinton é de esquerda, que o Glenn Beck é de direita, tal como todo mundo sabia que Ronald Reagan era de direita e Jimmy Carter era de esquerda. Apesar disso, nas últimas eleições, os americanos parecem que copiaram o Brasil: a postura dos democratas e dos republicanos foi igual, os candidatos ficaram jogando confete um no outro.

Há algum otimismo de sua parte quanto ao futuro do quadro político brasileiro, o senhor acredita em melhoras?

Poder melhorar sempre pode. Mas depende da ação humana. O nível de coragem política diminuiu assustadoramente no Brasil. As novas gerações são muito covardes. Se o Brasil ficar assim mais cinco anos, ele não se levantará mais. Veja o caso do filme que foi lançado sobre a biografia do Lula. Se aqui o governo financiasse um filme sobre a vida do Obama, isso daria em impeachment. No Brasil, a realização do filme do Lula não gerou nenhum protesto organizado. A reação está vindo do povo, que não vai ver o filme no cinema.

No seu modo de ver, como se dará à disputa entre a ministra Dilma Rousseff (PT) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nessas eleições presidenciais?

Os dois candidatos vão promover um campeonato de esquerdismo. Como o Serra tem alguns aliados conservadores, talvez ele venha com um discurso mais moderado, e sua eleição dê uma folga para que a direita possa se reconstruir, se ainda houver nela alguém interessado mais nisso do que em bajular a esquerda e participar do banquete de verbas públicas.

Para o senhor a ausência de discursos e de programas de direita empobrece a política brasileira?

O que o Brasil tem é um unipartidarismo disfarçado. Fui contra a exclusão da esquerda, durante o regime militar, como hoje sou contra a exclusão da direita. A normalidade do sistema deve estar acima das preferências partidárias, mas a esquerda se colocou acima do sistema, engoliu o Estado e o transformou em instrumento do partido. Note que nem mesmo os militares fizeram isso: no Parlamento, na mídia e nas cátedras universitárias havia mais esquerdistas naquele tempo do que direitistas hoje. Os milicos foram autoritários, mas não totalitários. Hoje estamos caminhando para o totalitarismo perfeito e indolor.

Publicado no Jornal do Brasília, no dia 31 de janeiro de 2010.

Requer-se maior ação psicológica contra as FARC

Mídia Sem Máscara

Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido | 07 Fevereiro 2010
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

Entre as atividades desenvolvidas para arraigar seu crescimento político, as FARC aumentaram a presença de "embaixadores" no exterior, estreitaram laços com Correa, Chávez, Lula e demais mandatários comunistas chiques do hemisfério, multiplicaram as células delitivas nos sindicatos, nas universidades, nos bairros mais pobres das principais capitais e desenvolveram a conscientização pró-terrorista de colonos e camponeses no sul-oriente colombiano.

Os contundentes golpes causados pela Força Pública contra as FARC durante os últimos três anos, produto da sincronizada coordenação da inteligência militar, da manobra tática das unidades de superfície e da pressão do fogo aero-tático, inferem que o Estado colombiano vai ganhando a guerra contra o narco-terrorismo que a cada dia se aferra mais à legitimação política que possa receber de seus sócios do Foro de São Paulo e da alcagüetagem dos "Colombianos pela Paz", e que começa a aparecer uma luz no fim do túnel depois de cinco décadas de terrorismo comunista contra a Colômbia.

Porém, também indicam que, se não houver injeção da presença estatal efetiva com obras de infra-estrutura, melhoria na saúde, residência, educação e geração de empregos mediante o estímulo à criação de empresas, os terroristas terão a possibilidade de recrutar outros incautos.

Ademais, se requer uma alta dose de ação psicológica para convidar os terroristas a desertarem, a entregar as armas, os documentos, os preciosos computadores, os equipamentos de comunicação e, evidentemente, que denunciem seus cabeças, a menos que os chefes das frentes entrem no caminho da sensatez e se entreguem com todos os seus subalternos.

Assim como a atividade da Chancelaria no exterior tem sido muito escassa para desmascarar as FARC e o ELN ante o mundo inteiro, a atividade do Governo Nacional em seu conjunto tem sido muito tíbia no campo da guerra psicológica.

Por gestões ilícitas nos tribunais feitas por advogados de meia-tigela, herdadas dos formalismos santanderistas, há limitações para publicar de maneira permanente, consistente, sistemática e séria, a informação de recompensas. Nenhum colombiano sensato pode entender que os ministérios da Defesa, Interior, Comunicações e Relações Exteriores não articulem planos mais sólidos para induzir os potenciais informantes a denunciar os terroristas, e muito menos que não se aproveite a cobertura midiática para repetir até a saciedade as cifras que se pagam pelas recompensas, para quem forneça informação que conduza à captura e posterior julgamento dos que se declararam inimigos da Colômbia e promotores do atraso que não deixa o país sair do subdesenvolvimento.

Por outro lado, é necessário avaliar qual é o ponto de quebra da guerra. Não bastam as transcendentais baixas em combate que sem dúvida têm afetado a intencionalidade combativa das FARC. É urgente atuar onde têm sido fortes para desarticular essa fortaleza estratégica. Há experiências interessantes que podem servir de referências estratégicas e táticas. A luta do governo filipino contra as guerrilhas Huks oferece muita informação a respeito.

A principal razão para que as FARC tenham subsistido durante 50 anos reside no trabalho persistente de organização de células de apoio, realizado de maneira simultânea pelo Partido Comunista Colombiano e as comissões de "masseros" [1] das FARC. Na medida em que Alfonso Cano adquiriu maior ascendência dentro do Secretariado e que o dinheiro recebido pelo narcotráfico converteu as FARC em uma guerrilha rica e bem dotada, o grupo terrorista deu ênfase a essa parte de seu plano estratégico, vital para a sobrevivência.

Entre as atividades desenvolvidas para arraigar seu crescimento político, as FARC aumentaram a presença de "embaixadores" no exterior, estreitaram laços com Correa, Chávez, Lula e demais mandatários comunistas chiques do hemisfério, multiplicaram as células delitivas nos sindicatos, nas universidades, nos bairros mais pobres das principais capitais e desenvolveram a conscientização pró-terrorista de colonos e camponeses no sul-oriente colombiano.

Os computadores apreendidos em diversos golpes táticos indicam que, como alternativa que lhes resultou efetiva, as FARC aumentaram o trabalho político, na medida em que avaliaram que a estratégia de segurança democrática lhes impedia o desdobramento armado que conseguiram durante os débeis governos de Gaviria, Samper e Pastrana.

Dessa realidade depreende-se uma conclusão simples porém concreta: se as FARC fincaram raízes "sentimentais" em algumas zonas como produto da comunicação interpessoal, do contato cara a cara com o camponês ou o alvo audiência determinado para recrutar mais terroristas, é óbvio e elementar que o Governo Nacional deve deixar atrás a retórica publicitária de ministros de Defesa ansiosos por protagonismo eleitoreiro ou de personagens ansiosos em mostrar resultados com mortos adversários, mas sem conquistar as mentes e os corações da população civil e dos que de maneira equivocada se envolveram com a guerrilha.

Para o efeito, deve-se dar menos importância à distribuição de volantes desde helicópteros e aviões, ou informar através de megafone depois de um combate. Sem dúvida que são ações positivas, mas estas seriam mais efetivas se antes da elaboração de um programa com direção estratégica e tática, de execução obrigatória em todo o território nacional, os comandantes dos soldados, os infantes da marinha ou aviação e os policiais, se dedicassem a estreitar laços com a comunidade, reuni-los e entregar-lhes os testemunhos dos terroristas desertores, enviar volantes com os camponeses para os terroristas para que se rendam, e participar da organização comunitária objetivando evitar que os guerrilheiros politizem as associações cívicas, as juntas de ação comunal, etc.

Assim fluirá a informação e se fortalecerão os nexos cívico-militares necessários. A população civil estará do lado do Governo Nacional e das Forças Militares, será possível combater o narcotráfico com intensidade e se evitará que por afã de protagonismo midiático ou pressão superior, alguns fardados cometam delitos criminosos como tolerar grupos de auto-defesa ilegal, ou cair na tentação de cometer "falsos positivos". A explicação é clara: a única força armada que pode transitar pelo território colombiano é a Força Pública, que é um patrimônio dos colombianos. Aos bandidos de todas as pelagens é necessário combatê-los com todo o peso da lei.

Porém, claro, paralelo a tudo isto o Governo Nacional deve chegar com soluções em todos os campos, situação que requer que os ministérios deixem de pensar que seu trabalho principal circunscreve-se à capital da República, que os senadores legislem e atuem, não pensando nas conchavadas de sempre ou nas obscuras montagens de suas gordas pensões. Que os governadores e prefeitos entendam que eles são parte integral e definitiva para a solução do problema, não simples espectadores. Que as altas cortes cumpram com o dever constitucional e nada mais.

Que os altos hierarcas da Igreja Católica entendam que não são só mediadores de oportunidade, senão parte do conflito. Que os jornalistas aterrissem e deixem de pensar e de difundir em diversos cenários que são imparciais, e só lhes compete cobrir a notícia. Basta que se detenham a pensar nas arbitrariedades de Chávez com os meios de comunicação, para que se dêem conta do que lhes sucederia se os comunistas governassem o país.

Mas também, claro, que os politiqueiros corruptos deixem de roubar e de fazer conchavos obscuros para perpetuar seus herdeiros e amigos nos cargos públicos, ou nas corporações legislativas dos três níveis da administração. A Colômbia é um patrimônio de todos os colombianos, não a dispensa pessoal de umas poucas famílias que têm-se apoderado por décadas da representatividade nacional e regional.

E, evidentemente, que a população civil entenda que a guerra das FARC contra a Colômbia é um problema que exige a participação de todo o país. Que não é um simples problema de militares e policiais contra os terroristas, ou que a paz é um assunto entre o presidente e os delegados do secretariado das FARC.

Em síntese: a Força Pública tem feito o trabalho e derrotou várias vezes os bandidos, porém falta o comprometimento total da direção política em todos os níveis da administração. Ademais, aqui não há população civil alheia ao conflito como de maneira irresponsável promulgam alguns jornalistas, alguns membros da Cruz Vermelha nacional e alguns "analistas" do conflito, todos carcomidos pela estupidez funcional, de pensar que a guerra dos comunistas e das FARC não é contra a Colômbia senão contra um segmento social.

Nota da tradutora:

[1] Chama-se de "massero" o guerrilheiro ou guerrilheira que faz trabalho de doutrinação político-ideológica e de embelezamento das FARC com as massas, com o povo das comunidades, objetivando depois recrutá-los para integrar as fileiras terroristas.

Tradução: Graça Salgueiro