sábado, 14 de agosto de 2010

Eleições no Brasil: uma piada!

Mídia Sem Máscara

O coletivismo, ponto comum entre os socialistas fabianos do PSDB e os marxistas-leninistas de partidos como PT, PV, e PC do B transformam a eleição numa grande farsa, sem verdadeiras opções para o eleitorado.

Um revolucionário bolchevista estava falando de cima de um caixote para uma pequena multidão em Times Square, NY. Após descrever as maravilhas do socialismo e do comunismo, ele disse: "- A revolução virá, e todos comerão pêssegos em calda com creme de leite." Um velhinho que estava na parte de trás da multidão gritou: "- Eu não gosto de pêssegos em calda com creme de leite." O bolchevista refletiu por alguns instantes e então respondeu: "- A revolução virá, camarada, e você aprenderá a gostar de pêssegos em calda com creme de leite."
Autor desconhecido, contada por G. Edward Griffin

Eu não esperava escrever mais sobre este tema depois da minha Declaração de voto, mas me contaram uma velha piada de marujos ingleses que cabe à perfeição para as próximas eleições - e também para todas anteriores desde a última em que houve alguma possibilidade de escolha (traída, é bem verdade!), a de 1989. Traduzida, ela perde um pouco do sabor do humor britânico, mas vá lá:

Navegavam há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa, nada de novo na Marinha Mercante britânica. O navio fedia! O Capitão chama o Imediato e diz - Mr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa! - Responde o Imediato: Aye, Aye, Sir, e parte para reunir os seus homens e diz: - Sailors, o Capitão está se queixando do fedor e manda vocês trocarem de roupa. David troque a camisa com John, John troque a sua com Peter, Peter troque a sua com Alfred, Alfred troque a sua com Jonathan, e assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas dirige-se ao Capitão e diz - Sir, todos já trocaram de roupa. O Capitão, visivelmente aliviado manda prosseguir a viagem.

É isto que se repetirá no próximo outubro: a política brasileira fede! E nada vai mudar de verdade, apenas trocarão a roupa uns com os outros. E assim sempre foi, desde a 'redemocratização' que somos chamados - chamados não, obrigados por esta lei idiota do voto obrigatório - a referendar qual dos idênticos entre si vai nos governar.

Outro motivo para retomar este tema que me enoja profundamente foi que, ao pesquisar para uma conferência sobre 'O Brasil que desejamos', re-encontrei o texto The Chasm - The Future Is Calling, de G. Edward Griffin traduzido para o português pela Texto Exato: O futuro está chamando. Griffin, Presidente da Freedom Force International, é o autor de inúmeros livros de grande relevância para entender o mundo atual, entre eles: The Fearful Master: A Second Look at the United Nations (disponível para download), The Creature from Jekyll Island: A Second Look at the Federal Reserve e a entrevista em vídeo com Yuri Bezmezov (Soviet Subversion of the Free Press: A Conversation with Yuri Bezmenov) bastante divulgada por vários sites entre nós.

Quando eu disse acima qual dos idênticos entre si vai nos governar eu me referia ao fato de que as divergências entre eles podem ser quanto aos métodos, jamais quanto aos princípios, quanto aos quais concordam plenamente. Só existem duas éticas fundamentais dividindo a política e as ideologias ocidentais: coletivismo e individualismo, o resto é pura conversa mole. Estão aí os debates e as entrevistas para comprovar isto. Tanto que as coligações variam de Estado para Estado: num o PT apoia o candidato do DEM que apoia o PSDB para Presidente. Noutro, a Dilma tem que subir em três palanques diferentes. Noutro ainda o Serra não tem idéia de quem deve falar mal ou bem. Não é uma piada? Isto sem falar da maior de todas as piadas: a tal justiça eleitoral. A última piada, que emana dela, é que.... não se pode fazer piada!

Vejamos o que diz Griffin:

Pode surpreender você saber que a maioria dos grandes debates do nosso tempo - pelo menos no mundo ocidental - pode ser dividida em apenas dois pontos de vista. Todo o resto é enchimento. Tipicamente, eles enfocam se uma determinada ação deve ser seguida mas o conflito real não é sobre os méritos da ação é sobre os princípios, o código ético que justifica ou proíbe essa ação. É uma competição entre a ética do coletivismo de um lado, e o individualismo do outro. Essas são palavras que têm significado, e descrevem um abismo filosófico que divide todo o mundo ocidental! [i]

Um bom exemplo dessa mentalidade coletivista é o uso do governo para realizar atos de caridade. A maioria das pessoas acredita que todos temos uma responsabilidade em ajudar aqueles que estão passando por necessidade, se pudermos. Mas e aqueles que discordam, aqueles que não se preocupam nem um pouco com as necessidades dos outros? Eles deveriam ter a permissão de serem egoístas enquanto somos tão generosos? O coletivista vê as pessoas como essas como uma justificativa para o uso da coerção, pois a causa é tão nobre. Ele vê a si mesmo como um moderno Robin Hood, que rouba dos ricos para dar aos pobres. Logicamente, nem tudo chega aos pobres. Afinal, Robin e seus homens têm de comer, beber e se divertir em festas, e isso custa dinheiro. É necessária uma gigantesca burocracia para administrar uma obra de caridade pública, e os Robin Hoods nos governos se acostumaram a receber uma enorme parcela do saque, enquanto os camponeses - bem, eles estarão contentes com qualquer coisa que receberem. Eles não se preocupam com o quanto foi consumido no caminho até chegar a eles. Afinal, tudo foi roubado de outra pessoa mesmo.

A assim-chamada caridade do coletivismo é uma perversão da história bíblica do Bom Samaritano, que parou na estrada para ajudar um estranho que tinha sido assaltado e surrado, pois se baseiam na conversão e quando a coerção entra, a caridade sai. Os coletivistas acreditam na coerção os individualistas acreditam na liberdade.

Os coletivistas incluem todos os marxistas e os socialistas fabianos. Leiam abaixo o que diz Griffin sobre os Fabianos e as divergências entre estes e os marxistas. (Todos os acréscimos e negritos são meus).

[i] Nota de Heitor de Paola:

No Oriente Médio e em partes da África e da Ásia, existe uma terceira ética chamada teocracia, uma forma de governo que combina igreja e Estado e força os cidadãos a aceitarem uma determinada prática religiosa. Isso foi comum antigamente em toda a cristandade européia e existiu também em algumas colônias nos Estados Unidos. Ela sobrevive no mundo de hoje na forma do Islã e tem milhões de defensores.

GRIFFIN SOBRE A SOCIEDADE FABIANA E O FUTURO DO MUNDO

H. G. Wells escreveu um livro para servir como um guia mostrando como o coletivismo poderia ser incorporado na sociedade sem levantar alarme ou séria oposição. O nome do livro é The Open Conspiracy (disponível para download), e o plano foi descrito em detalhes. O fervor de Wells era intenso. Ele dizia que as antigas religiões do mundo precisavam dar lugar para a nova religião do coletivismo. Ele dizia que a nova religião deveria ser o Estado, e o Estado deveria se responsabilizar por todas as atividades humanas com, é claro, os elitistas como ele próprio no comando. Bem na primeira página ele diz:

"Este livro define da forma mais clara e simples possível as idéias essenciais da minha vida, a perspectiva do meu mundo... Esta é a minha religião. Aqui estão meus objetivos de direção e o critério de tudo o que faço."

Quando ele disse que o coletivismo era sua religião, estava sendo sério. Como muitos coletivistas, ele achava que a religião tradicional é uma barreira à aceitação do poder do Estado. Ela é uma competidora pelas lealdades do homem. Os coletivistas vêem a religião como um instrumento pelo qual os clérigos mantêm a população sofrida satisfeita oferecendo-lhe uma visão de algo melhor no outro mundo. Se você tem o objetivo de produzir mudanças, não quererá que as pessoas se sintam satisfeitas e precisará criar o descontentamento. É por isso que Marx chamou a religião de ópio do povo. A religião é um obstáculo para a mudança revolucionária. Wells dizia que o coletivismo deveria se tornar o novo ópio, que ele deveria se tornar a visão para coisas melhores no outro mundo. A nova ordem precisa ser construída sobre o conceito que os indivíduos não são nada comparados com a sociedade vista em seu longo prazo, e que somente servindo à sociedade é que nos tornamos conectados com a eternidade. Ele era muito sério.

O modelo em The Open Conspiracy tem sido seguido em todas as dependências britânicas e nos EUA. Como resultado, o mundo hoje está muito próximo da visão de H. G. Wells. Uma adoração ao deus chamado sociedade tornou-se a nova religião. Independente de qual seja o insulto à nossa dignidade ou liberdade, ouvimos que ele é necessário para o avanço da sociedade, e isto tornou-se a base para o contentamento sob as durezas do coletivismo. O bem maior para o número maior de pessoas tornou-se o ópio do povo.

Amor e Ódio Entre os Fabianos (PSDB e agora também seus 'coleguinhas' do ex-liberal DEM) e os Leninistas (PT, PV, PSTU, P-SOL, PCB, PPS, PCdoB)

Os fabianos e os marxistas estão em concordância com seus objetivos mútuos do coletivismo, mas diferem no estilo e algumas vezes nas táticas. Quando o marxismo fundiu-se com o leninismo e fez sua primeira conquista na Rússia, essas diferenças tornaram-se o centro do debate entre os dois grupos. Karl Marx dizia que o mundo estava dividido em dois campos eternamente em guerra um com o outro. Um era a classe trabalhadora, que ele chamava de proletariado, e o outro era a classe abastada, que possuía a terra e os meios de produção. Essa classe ele chamava de burguesia.

Os fabianos nunca foram entusiastas dessa visão de conflito de classes, provavelmente porque a maioria deles pertencia à burguesia, mas Lênin e Stalin a aceitavam de todo o coração. Lênin descrevia o Partido Comunista como "a vanguarda do proletariado", e ele (o partido) tornou-se um mecanismo para guerra total e implacável contra qualquer um que mesmo remotamente pudesse ser considerado burguês. Quando os bolchevistas alcançaram o poder na Rússia, os proprietários de terra e donos de lojas foram mortos às dezenas de milhares.

Essa brutalidade ofendia as sensibilidades dos fabianos, mais refinados e elegantes. Não que os fabianos se opusessem à força e à violência para atingir seus objetivos, é que eles preferiam a violência como o último recurso, enquanto que os leninistas estavam correndo soltos na Rússia, implementando um plano de deliberado terror e brutalidade. Os fabianos admiravam o sistema soviético porque ele era baseado no coletivismo, mas estavam chocados pelo que consideravam um derramamento de sangue desnecessário. Era uma discordância com relação ao estilo. Quando Lênin tornou-se o senhor da Rússia, muitos dos fabianos aderiram ao Partido Comunista, pensando que ele se tornaria a vanguarda do socialismo mundial. Eles provavelmente teriam ficado ali se não tivessem ficado ofendidos pela brutalidade do regime.

Para compreender o relacionamento de amor e ódio entre esses dois grupos, nunca devemos perder de vista o fato que o leninismo e o fabianismo são meramente variantes do coletivismo. As similaridades entre eles são muito maiores que suas diferenças. É por isto que seus membros freqüentemente mudam de um grupo para o outro - ou porque alguns deles na verdade são membros dos dois ao mesmo tempo. Os leninistas e os fabianos geralmente são amigos uns dos outros. Eles podem discordar intensamente com questões teóricas e de estilo de ação, mas nunca com relação aos objetivos.

Margaret Cole foi presidente da Sociedade Fabiana de 1955 a 1956. Seu pai, G. D. H. Cole, foi um dos primeiros líderes da organização, em 1937. Em seu livro The Story of Fabian Socialism, ela descreve o laço comum que une os coletivistas. Ela escreveu:

"É possível ver claramente que as similaridades básicas eram muito maiores do que as diferenças, que os objetivos básicos dos fabianos da abolição da pobreza, por meio da legislação e da administração pública do controle comunal da produção e da vida social... eram buscados com energia inabalável pelas pessoas treinadas nas tradições fabianas, independente se no momento de tempo elas se chamam de socialistas fabianos ou se repudiavam em alta voz o nome... A similaridade fundamental é atestada pelo fato que, após as tempestades produzidas primeiro pelo sindicalismo e depois pela Revolução Russa em seus primeiros dias tinham enfraquecido, aqueles "fabianos rebeldes" que não tinham se filiado ao Partido Comunista (e os muitos que tendo inicialmente se filiado, se desligaram com toda a pressa), junto com as conexões de G. D. H. Cole no movimento de educação da classe trabalhadora e seus jovens discípulos de Oxford dos anos 20, não encontraram dificuldade mental em ingressar na restaurada Sociedade Fabiana de 1939 - nem os fiéis sobreviventes tiveram qualquer dificuldades em colaborar com eles."

Os fabianos são, de acordo com seu próprio simbolismo, lobos em pele de cordeiro, e isso explica por que seu estilo é mais eficiente em países com que as tradições parlamentares são bem estabelecidas e onde as pessoas esperam ter uma voz em seu próprio destino político. Os leninistas, por outro lado, tendem a ser lobos na pele de lobo, e o estilo deles é mais eficaz em países em que as tradições parlamentares são fracas e onde a população já está acostumada com as ditaduras.

Em países em que as tradições parlamentares são fortes, a tática principal para ambos esses grupos é enviar seus agentes para os centros de poder da sociedade para obter o controle a partir de dentro. Os centros de poder são aquelas organizações e instituições que representam todos os segmentos influentes da sociedade. Eles incluem os sindicatos, partidos políticos, organizações eclesiásticas, segmentos da mídia, instituições educacionais, organizações cívicas, instituições financeiras, empresas industriais, para citar apenas algumas. Em um momento, lerei uma lista parcial dos membros de uma organização chamada Conselho das Relações Exteriores (Council on Foreign Relations, ou CFR), e você reconhecerá que os centros de poder que essas pessoas controlam são exemplos clássicos dessa estratégia. A influência combinada de todas essas entidades constitui o poder político total do país. Para ganhar o controle de um país, tudo o que é necessário é controlar seus centros de poder, e essa tem sido a estratégia dos fabianos e dos leninistas de igual forma.

Eles podem discordar com relação ao estilo podem competir para saber qual deles dominará a vindoura Nova Ordem Internacional, quem ocupará as posições mais elevadas na pirâmide de poder eles podem até mesmo enviar exércitos opostos à batalha para estabelecer proeminência territorial sobre porções do globo, mas nunca brigam com relação aos objetivos. Em tudo, eles são irmãos de sangue e sempre se unem contra seu inimigo comum, que é qualquer oposição ao coletivismo.

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