terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O plano maldito

Mídia Sem Máscara

Realmente, nunca, na História desse país, fomentou-se tanto a luta de classes, trabalhou-se tanto em prol da desunião, semeou-se, irresponsavelmente, tanto ódio.

Muito - se bem que ainda não o suficiente - foi escrito sobre a terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, uma autêntica conspiração urdida por setores do governo contra o povo brasileiro. Vários aspectos já foram abordados nas diversas manifestações da sociedade em repúdio ao plano maldito. A meu ver falta, entretanto, falar sobre uma importantíssima faceta de todo esse imbróglio: a constante, insidiosa, pertinaz, solerte, falaciosa e criminosa semeadura de ódios entre os diversos setores da sociedade brasileira, um verdadeiro crime de lesa-pátria. Nunca antes, na História desse país, trabalhou-se tanto para desuni-lo.

No período de nossa consolidação histórica, no século XIX, graças à atuação esclarecida de muitos de nossos estadistas, conseguimos estabelecer e manter esse imenso e rico país. No estudo daquela fase destaca-se a figura ímpar do Duque de Caxias que, com sua espada invencível, percorreu o Brasil de norte a sul, a impedir que o país se desunisse. Herói nunca vencido, sempre soube, além de conquistar a vitória pelas armas, estabelecer a paz entre os contendores tão logo terminava a beligerância. Assim fez, desde o Pará até o Rio Grande do Sul. Dessa habilidade política derivou-lhe o epíteto de "O Pacificador".

No período republicano, até meados do século XX, em que pese o pipocar de rebeliões surgidas no afã de melhorar o país - o separatismo já havia sido deixado para trás -, sempre prevaleceu a idéia de manter o Brasil uno e forte. Dentro desse espírito, várias vezes foi usado o instituto da anistia. Os governantes de então entendiam perfeitamente o perigo de cultivar ódios, como ocorria (e ocorre) em diversos países vizinhos. Dentro desse contexto, é bom lembrar que o dirigente comunista Prestes, mentor da Intentona de 1935, foi beneficiado e, em 1946, como deputado, foi um dos constituintes. (Mais tarde, em 1979, foi anistiado novamente). Getúlio, deposto em 1945, foi eleito senador pouco depois. Juscelino anistiou os revoltosos de Aragarças e Jacareacanga. Esse foi o Brasil que minha geração recebeu.

Prosseguindo na tradição, em 1982, ainda no ciclo de governos militares, graças à Lei de Anistia de 1979, o Sr Leonel Brizola pôde concorrer livremente à eleição para governador do estado do Rio de Janeiro. Testemunha ocular que sou de alguns fatos daquela época, lembro-me perfeitamente do Gen Figueiredo declarando peremptoriamente que Brizola havia vencido e tomaria posse, apesar da pressão que estavam a fazer determinados parlamentares da oposição no sentido de obstá-la.

Hoje, tudo ocorre ao contrário. A História está dando meia-volta. Tudo o que conquistamos está sendo jogado fora. Bandeirante virou bandido. Agora é garimpeiro e virou escória. O Estado protege e até financia a invasão de terras. Com base na simples declaração do interessado, conforme prevê a Lei, desapropria uma área e a entrega a quem se diz quilombola. (Meu Deus! Será que sabem que o bairro do Leblon já foi um quilombo?). Num país eminentemente miscigenado, o vestibular para a universidade está sendo substituído por critérios racistas. O terrorismo, crime hediondo, é perdoado e até mesmo premiado, enquanto quem defendeu a pátria é execrado (será que vão mudar o nome da ponte Costa e Silva, em Brasília?). O país, que era católico e primava pelo sincretismo religioso, agora quer tirar os símbolos cristãos dos lugares públicos. Demolirão o Cristo Redentor?

Realmente, nunca, na História desse país, fomentou-se tanto a luta de classes, trabalhou-se tanto em prol da desunião, semeou-se, irresponsavelmente, tanto ódio. Graças a Deus temos as Forças Armadas, que permanecem unidas e coesas. Benditos sejam o Ministro da Defesa e os comandantes militares, que alertaram a nação ainda em tempo. Bendita seja a porção livre de nossa Imprensa, que logo tratou de esclarecer a opinião pública. A História não os esquecerá.

Mario Ivan de Araújo Bezeera é general-de-divisão da Reserva do Exército Brasileiro.

Um comentário:

alivino disse...

Muito bem escrito como o outro artigo, que li, sobre o racismo. O gal.Mario Ivan, sendo filho de um outro general de Exercito Assis Bezerra, que dada a sua vida Íntegra e da qual so deixou, para sua familia, orgulho e boa herança como a que leio.Parabenizo pelo seu "ESCRITO"
Mario Ivan, PERMITA-ME ASSIM CHAMA-LO, pois, atras do militar, existe uma inteligencia rara, que enche de salutar alegria a nos do povo, que não somos destacados na midia, gente comum.