terça-feira, 24 de março de 2009

HIPOCRISIAS AMBIENTALISTAS

Papéis avulsos


HEITOR DE PAOLA

Estava eu fazendo uma palestra numa Faculdade de Direito e uns dos temas era aquecimento global. Eu explicava aos alunos as mentiras de Al Gore e as razões político-ideológicas para elas. Quando eu dizia que não havia provas de que houvesse algum transtorno climático causado por ações humanas um aluno faz a seguinte pergunta: “Mas, então quando a gente vê as indústrias poluindo e envenenando os rios, a pesca predatória, as espécies em extinção, etc., isto não é ação humana contra o meio ambiente?”. Como este aluno, em perguntas e comentários anteriores, já havia dado provas de ser especialmente bem dotado intelectualmente e agora estava confundindo alhos com bugalhos, me dei conta de que esta confusão, que a mim nunca ocorrera, era conseqüência de uma mistura proposital de fatos óbvios com fantasias delirantes numa salada que se utiliza dos primeiros para explicar os demais.

Esta onda ambientalista começara pela denúncia das indústrias poluidoras nos EUA, pelo risco imenso das centrais atômicas de geração de energia, pela dificuldade de armazenar lixo atômico de demorada degradação, pelos males respiratórios causados pelo escapamento dos veículos e outras causas de poluição do meio ambiente. Já então estas denúncias tinham um viés ideológico anti-capitalista até a catástrofe de Chernobyl e as evidências de que os países comunistas poluíam muito mais do que os gananciosos empresários ocidentais.

Não há dúvidas de que, descontado o viés, todas estas denúncias foram de extrema importância. Muitos morreram por ingestão de águas envenenadas dos rios - por mercúrio e outros elementos -, cardumes inteiros foram dizimados por derramamento de petróleo nos mares – alguns acidentais, outros propositais para a lavagem dos tanques dos petroleiros -, doenças pulmonares aumentaram em número pelo escapamento dos veículos, inúmeras espécies foram extintas. A lista é interminável.

A seu temo, a sociedade dos homens tomou medidas para conter as causas comprovadamente humanas de poluição. Ao menos a sociedade com o sistema econômico mais atacado: os países do Ocidente, principalmente os Estado Unidos. Elementos filtrantes passaram a ser obrigatórios por lei para as indústrias, algumas chegaram a ser removidas, multas estratosféricas foram instituídas, regras rígidas para a lavagem dos tanques dos petroleiros foram aprovadas e até mesmo a obrigação de recuperação das áreas atingidas – o caso da Exxon no Alasca é exemplar e até hoje a Governadora Sarah Palin é o terror das petrolíferas -, catalisadores passaram a ser dispositivos obrigatórios para todos os veículos automotores, etc.

Para a recuperação das águas poluídas o exemplo do Tamisa é de longe o mais gritante: de uma torrente fedorenta amarelo-ocre tornou-se novamente um rio limpo e piscoso, espécies de peixes dadas com extintas voltaram a se reproduzir, surpreendendo os engenheiros mais otimistas do projeto.

Mostrava-se que a ação humana tanto pode degradar como recuperar os danos e se for deixado nas mãos dos homens, com a colaboração dos fenômenos naturais, o planeta continuará sua história sem grandes percalços. Se isto satisfez os verdadeiros ambientalistas, despertou a ira de outros, cujos intentos não são de salvar o planeta, mas de destruir a civilização Ocidental judaico-cristã. Seus objetivos não sendo os mesmos dos primeiros ambientalistas não serão satisfeitos senão após levar a civilização ocidental de volta aos tempos pré Revolução Industrial. Para a maioria da população, não para os “eleitos”: Al Gore gasta mais energia e é mais poluidor na sua mansão do que uma cidade de porte médio com indústrias.

O início da “virada” foi as denúncias a respeito do “efeito estufa” (greenhouse gases) e do “buraco” da camada de ozônio. Mais uma vez, as agências criadas pelas primeiras denúncias se mexeram: novos dispositivos foram inventados até para as máquinas de lavar, proibiram-se os sprays. Tudo foi feito como o exigido pelos neo-ambientalistas. Mas ninguém entendeu e denunciou que começava uma campanha para a destruição da sociedade industrial, embora não fosse difícil deduzir porque quanto aos maiores poluidores do planeta, os países comunistas, não só não foram denunciados como financiavam a campanha!

Os ciclos naturais de temperatura terrestre foram utilizados para denunciar os “horrores” da sociedade capitalista. Na década de 70 era o resfriamento global. A Terra iria se transformar numa imensa geleira. Inúmeros filmes de ficção foram feitos para mostrar os efeitos deletérios da ação humana que ameaçavam cobrir a Terra de gelo, numa nova Idade Glacial, desta vez causada pela ação humana. Como o ciclo, como tudo que é cíclico, de inverteu, hoje o planeta aquece e, novamente, o que é da natureza passou a ser denunciado como devido à ação humana. Os ciclos naturais passaram a ser, hipocritamente, fenômenos evitáveis derivados da ação humana. Claro, o sistema capitalista explorador. Juntaram-se comunistas que sempre denunciaram a exploração dos proletários, com ativistas da defesa de Gaia, a mãe terra, num retorno esquizofrênico a crenças pagãs politeístas baseadas numa miríade de vigarices e pilantragens “orientalistas”: antigas crenças pagãs hinduístas, xintoístas e budistas se juntaram às superstições animistas africanas num sincretismo que seduz mentes idiotas úteis sem perceberem que estão sendo enganadas por falsários e vigaristas da estirpe de Madame Blavatsky, Annie Bèsant, o pedófilo Leadbetter e seu garotinho adorado Krishnamurti.

Todas estas besteiras foram utilizadas por hipócritas que mereciam estar na cadeia, como Al Gore et caterva, que sabem muito bem que tais idiotices não têm a menor procedência científica, mas que lhes servem como uma luva para seus propósitos destrutivos. A transmutação da legítima campanha contra a poluição em ameaça climática foi paulatina e sutil, como requer uma estratégia para ser bem sucedida. Se fosse demasiado rápido o truque safado seria mais fácil de denunciar. Como foi muito bem bolado a hipocrisia ambientalista impera hoje soberana com o poderoso apoio da mídia comprada que se recusa a publicar qualquer coisa que contrarie as mentiras, como o ocorrido recentemente (8-10 de março) no 2009 International Conference on Climate Change ou site brasileiro da Metsul.&nbspO livro The REALLY Incovenient Truths, de Ian Murray jamais será divulgado pela mídia (disponível no site do Instituto Liberdade. O Instituto Liberdade tem uma página dedicada a este tema, assim como o Farol da Democracia Representativa. Mas só temos a internet para isto. A mídia chapa branca está totalmente comprada pelos anunciantes. As empresas industriais, que deveriam estar resolutamente contra estas mentiras convenientes que as prejudica, preferem fazer propaganda de supostas medidas para evitar o “aquecimento global” em seus produtos. Todos faturam alto em cima das mentiras. A verdade não é lucrativa! Viva a hipocrisia!


http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=761

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